30 Km/h Velocidade máxima nas localidades

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mesmo assim.


Eu falo em Lisboa, porque quanto ao resto não sei.

Em Lisboa, junto das escolas, por exemplo, os limites já baixam para o 30 km/h. Mesmo em zonas residenciais, contínuo a dizer que não fará grande sentido na maior parte dos locais.

1.º Nas zonas mais antigas de Lisboa, é complicado andar a mais de 30, não só pelo piso (paralelepipedo) como pelas exíguas ruas;

2.º Conheço variadissimos casos em que, os atropelamentos, mesmo em zonas residenciais, são causados pela distracção dos peões. Por exemplo, atravessarem a rua sem no minimo fazerem um compasso de espera para ver se vem algum carro, tanto fora como na passadeira. Vê-se pessoas a atravessar a estrada, simplesmente sem olhar para os carros...

O que eu defendo é aprofundar da consciência civica de todos os intervenientes: condutores e peões.

O que actualmente vemos é que, aconteça o que acontecer, a culpa é do condutor. Dou-te outro exemplo: Numa zona residencial, vais a passar e está um autocarro e as pessoas estão a sair deste. Muitas (incluindo miúdos) passam pela frente do autocarro a correr (nem passadeira é, e mesmo que fosse...!!!) sem verificar se vem algum carro. Se, eventualmente algum carro trava a fundo e consegue evitar um atropelamento, é ver as pessoas a criticar o condutor (quando é só criticar, não está mau...) por este ter travado a fundo, logo, presumem que vinha rápido...

Entre outras coisas...

Se há acidentes particularmente graves esses são os atropelamentos. É uma diferença de massa brutal entre o automóvel e o peão. Tal efeito é potenciado pela velocidade.

Em termos de segurança rodoviária se estamos à espera que os peões tenham um comportamento irrepreensível podemos esperar sentados. Importa ser proactivo e fomentar a acalmia do tráfego.

O limite de 30 kms. é apenas a ponta do iceberg. Um projecto bem feito leva, inevitavelmente a que o limite seja cumprido pelo simples facto de que se torna impossível circular mais depressa em função da tipologia de vias (passadeiras sobrelevadas, rotundas em abundância, semaforização inteligente, etc.).

Aquilo que nunca poderemos esquecer é que a via não pertence ao automóvel, pertence a todos os seus utentes, peões incluídos e que afinal, todos nós, antes de sermos automobilistas, somos peões e fazemos disparates. Mas mais importante que esses disparates é velar pela vida do elo mais fraco da interacção viária.
 
estás-te a referir ao excesso de velocidade.

Eu estou-me a referir a velocidade excessiva.

Dois conceitos diferentes[;)]
epa, nao venham com tretas de sinonimos e de diferentes significados! vai tudo ter a "ir depressa de mais, acima do limite" e 150 é ir acima do limite! se fosse seguro andar a essas velocidades, o limite seria maior!
 
E afinal de contas as regras para os peões são meia dúzia e intuitivas, que geralmente deviam passar logo com tenra idade, pelos próprios pais a cada um de nós (o atravessar na passadeira e como, como circular sem passeio, etc).

O problema, como na restante educação, são o deixa que outra ensina e os maus exemplos (atravessar com o sinal para peões vermelho, fora das passadeiras, sem cinto, etc. etc.)
 
Se há acidentes particularmente graves esses são os atropelamentos. É uma diferença de massa brutal entre o automóvel e o peão. Tal efeito é potenciado pela velocidade.

Em termos de segurança rodoviária se estamos à espera que os peões tenham um comportamento irrepreensível podemos esperar sentados. Importa ser proactivo e fomentar a acalmia do tráfego.

O limite de 30 kms. é apenas a ponta do iceberg. Um projecto bem feito leva, inevitavelmente a que o limite seja cumprido pelo simples facto de que se torna impossível circular mais depressa em função da tipologia de vias (passadeiras sobrelevadas, rotundas em abundância, semaforização inteligente, etc.).

Aquilo que nunca poderemos esquecer é que a via não pertence ao automóvel, pertence a todos os seus utentes, peões incluídos e que afinal, todos nós, antes de sermos automobilistas, somos peões e fazemos disparates. Mas mais importante que esses disparates é velar pela vida do elo mais fraco da interacção viária.

Acho piada a "se estamos à espera que os peões tenham um comportamento irrepreensível podemos esperar sentados". Mas porquê? tal como referes posteriomente, a estrada é de todos os utentes. Aliás, quanto a este ponto não é totalmente verdadeiro, porque é suposto os peões atravessarem nos locais que lhes estão destinados, as passadeiras, logo as estradas, em quase toda a sua extensão, não deverão ser palco de mais do que um interveniente, o automóvel e o condutor. Porque razão a proactividade de que falas deve remeter-se ao condutor e não ao peão? que eu saiba o limite de velocidade nas cidades já alterou, e claro, para os condutores. E para os peões, já mudou alguma coisa? repito, querem-se direitos e deveres para ambos os intervenientes. Ver os assuntos de um só prisma limita as soluções para os problemas.

Mas tens noção do que é circular-se na cidade a uma velocidade máxima de 30 km/h? é que parece que não...

Claro que nós, condutores, devemos ter cuidado. Não posso é aceitar que os condutores tenham que ter cuidado por si, pelos outros e por quem lá venha mais... Novamente atribuis mais direitos ao peão, na minha opinião, erradamente. Até porque, é impossível não existirem atropelamentos, se os peões não contribuirem para isso. Se eu, tu, e quem quer que seja, quiser, faz um qualquer condutor atropelar-nos, por muito cuidado que esse condutor tenha...
 
epa, nao venham com tretas de sinonimos e de diferentes significados! vai tudo ter a "ir depressa de mais, acima do limite" e 150 é ir acima do limite! se fosse seguro andar a essas velocidades, o limite seria maior!
não são sinónimos...

aliás, tanto não são, que constituem dois tipos diferentes de contraordenações: por excesso de velocidade e por outro lado, por velocidade excessiva...


Logo não é tudo a mesma coisa...
 
epa, nao venham com tretas de sinonimos e de diferentes significados! vai tudo ter a "ir depressa de mais, acima do limite" e 150 é ir acima do limite! se fosse seguro andar a essas velocidades, o limite seria maior!

Como o PCNunes já explicou, são 2 conceitos diferentes.

Já agora, porque é que é seguro circular a 120 mas não é a, sei lá, 140 ou 160 ?
Porque é que o limite em AE é 120, sabes ?

"V"
 
Gosto de uma demanda inteligente e a tua resposta dá-me essa oportunidade. Obrigado!

Mas agora vamos à tréplica:

Afirmas: Acho piada a "se estamos à espera que os peões tenham um comportamento irrepreensível podemos esperar sentados". Mas porquê? tal como referes posteriomente, a estrada é de todos os utentes. Aliás, quanto a este ponto não é totalmente verdadeiro, porque é suposto os peões atravessarem nos locais que lhes estão destinados, as passadeiras, logo as estradas, em quase toda a sua extensão, não deverão ser palco de mais do que um interveniente, o automóvel e o condutor. Porque razão a proactividade de que falas deve remeter-se ao condutor e não ao peão? que eu saiba o limite de velocidade nas cidades já alterou, e claro, para os condutores. E para os peões, já mudou alguma coisa? repito, querem-se direitos e deveres para ambos os intervenientes. Ver os assuntos de um só prisma limita as soluções para os problemas.

Falas como se os peões fossem os "outros". Eu antes de ser automobilista sou peão, presumo que tu e todos os elementos deste fórum também. Os peões cometem muita imprudência e muitas vezes, como automobilista, tenho de levantar o pé da tábua para não os atingir mas isso não me impede de ver que têm de ser e é aqui que se impõe a proactividade, não do automobilista, mas das autoridades de segurança rodoviária, esta é uma medida fundamental e bem testada na Europa. Um exemplo: há aqui um tópico intitulado "Tu estacionas como um imbecil" e no qual são publicadas n de fotos com viaturas estacionadas em lugares incríveis. Em muitas dessas situações as viaturas estão estacionadas de tal modo que os peões, para passarem, têm de invadir o asfalto correndo riscos desnecessários e que uma acalmia de tráfego (nalguns locais, não em todos, naturalmente) permitiriam minorar. Num quadro de mobilidade civilizada o peão vem sempre à cabeça e tudo deve de ser feito para o proteger.

Afirmas: Mas tens noção do que é circular-se na cidade a uma velocidade máxima de 30 km/h? é que parece que não...

Claro que sim, para um automóvel é circular a passo, mas isso pode ser importante para salvar vidas de peões. É que, ao contrário do sensacionalismo mediático para vender jornais, no qual todos ficaram a pensar que o limite se reduzia de 50 kms./h para 30, trata-se de criar "zonas 30" em que se promove, seja por via legislativa, seja por intervenção física nas vias, a acalmia de tráfego. De resto isso já existe, veja-se, por exemplo, as zonas onde as passadeiras são sobrelevadas, ou se colocam bands sonoras, ou semáforos inteligentes e em que a acalmia se processa. Há zonas onde se deve promover a fluidez de tráfego (onde se deve segregar o peão que, pura e simplesmente, não circula) mas há outras onde se deve fazer precisamente o contrário.

Claro que nós, condutores, devemos ter cuidado. Não posso é aceitar que os condutores tenham que ter cuidado por si, pelos outros e por quem lá venha mais... Novamente atribuis mais direitos ao peão, na minha opinião, erradamente. Até porque, é impossível não existirem atropelamentos, se os peões não contribuirem para isso. Se eu, tu, e quem quer que seja, quiser, faz um qualquer condutor atropelar-nos, por muito cuidado que esse condutor tenha...

Tens toda a razão mas não podes ignorar uma coisa: quanto mais baixa for a velocidade da viatura mais eficaz é o tempo de reacção, menor a probabilidade de um acidente e menores serão as consequência de um sinistro desse tipo, certo?

Termino recordando aquele famoso atropelamento no Terreiro do Paço há umas semanas. Esse foi o momento revelador das velocidades a que se circula em Lisboa muitas vezes porque as vias o permitem e porque a cultura automobilística prevalecente não é a da prudência mas a da "anda-me com essa *****, não tenho o dia todo!" (perdõem-me o vernáculo,)...
 
Termino recordando aquele famoso atropelamento no Terreiro do Paço há umas semanas. Esse foi o momento revelador das velocidades a que se circula em Lisboa muitas vezes porque as vias o permitem e porque a cultura automobilística prevalecente não é a da prudência mas a da "anda-me com essa *****, não tenho o dia todo!" (perdõem-me o vernáculo,)...

Nessa zona, pelo menos no sentido Sta. Apolonia - Lisboa, é uma zona de 30 km/h... [;)] e até de 20km/h aos fim de semana, por causa dos peões que por lá deviam andar.

Quem infringe os 50 km/h, ainda mais vai infirigir nos 30 km/h, enquanto não se mudar mentalidades (indo ao bolso ou colocando lombas do tamanho de bossas de camaleos), não será impor limites mais baixos que se resolve estes casos, na minha modesta opinião.
 
Nessa zona, pelo menos no sentido Sta. Apolonia - Lisboa, é uma zona de 30 km/h... [;)] e até de 20km/h aos fim de semana, por causa dos peões que por lá deviam andar.

Quem infringe os 50 km/h, ainda mais vai infirigir nos 30 km/h, enquanto não se mudar mentalidades (indo ao bolso ou colocando lombas do tamanho de bossas de camaleos), não será impor limites mais baixos que se resolve estes casos, na minha modesta opinião.

Depende. Lê isto que retirei do site da ANSR ( http://www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=100 )

"A construção de vias públicas com o objectivo primordial de maximizar o
escoamento de grandes volumes de tráfego e o conforto dos ocupantes dos
veículos, aliada aos progressos da industria automóvel no mesmo sentido, têm
sido, nas últimas décadas, uma das causas do aumento do número e da gravidade
dos conflitos entre veículos e peões.
Para minimizar estes efeitos indesejáveis foram criadas medidas passivas
destinadas a “acalmar” o trânsito, isto é, a induzir os condutores a praticarem em
certas zonas críticas (por ex. junto dos acessos a escolas) velocidades moderadas,
mitigando deste modo as consequências de eventuais colisões entre veículos
motorizados e utentes desprotegidos. "

Ou seja: as tais medidas passivas levam a que não haja outra hipótese senão abrandar em certas situações...
 
Concordo, desde que sejam aplicados em zonas específicas, como escolas, etc. apr:)

Gostava de ter esse optimismo! Na prática já estou a imaginar os abusos que isso irá provocar e a quantidade de gente multada em situações de perigo nulo. Espero estar enganado...

Completamente offtopic: acabei de vir da Galp. Gasolina a 1.41€ dói que se farta... :(
 
Ou seja: as tais medidas passivas levam a que não haja outra hipótese senão abrandar em certas situações...

Mas isso já hoje está previsto no CE.
Na aproximação de aglomerados populacionais, cruzamentos, entroncamentos, escolas com sinalização, os condutores deveriam moderar a sua velocidade.

Mas não se faz. (atenção que não defendo que é por isso, que não se deve estar atento e tentar corrigir).
O actual CE com muitas imprecisões, contempla muitas situações que cabem às autoridades competentes (PSP, GNR, CM, ANSR, Governo), implementar e fazer cumprir.

Pegando no que já disseste, ponham em frente às escolas sinalização de 20 km/h, lombas, passadeiras elevadas, não permitam que uma passadeira esteja em frente ao portão, semafóros, etc...
 
no mundo real, não consegues nem nunca conseguirás assegurar que todos os peões conhecem e compreendem a maneira como se interage com a estrada e os veículos que nela circulam.

Num pais de 1.º mundo, pode-se considerar com certeza que todos os peões, com idade para andar na rua sozinhos e/ou todas a capacidades mentais ou intelectuais para se deslocarem e bastarem por eles próprios, sabem andar na Rua interagindo com o trafego automóvel...a pequena percentagem que não sabe é porque dificilmente estará um dia em contacto com um automóvel e é numa percentagem desprezivel que nem pode ser considerada para a regra!! [;)]

Portanto, podemos considerar que as pessoas sabem andar na rua, sabem cumprir as regras, mas infelizmente no nosso pais, apesar de as pessoas seem informadas têm tendência para quebrar regras consecutivamente, pois parece que está no sangue!

E isto é com impostos, com regras de transito, com tudo!!:sh)
 
ai 150 nao e velocidade excessiva?! sim, claro... o limite maximo nem é 120...

Uma das coisas que me ensinaram na escola de condução foi distinguir entre excesso de velocidade e velocidade excessiva.

Ex: Se num troço de autoestrada perfeitamente seguro, sem transito e com boa visibilidade eu for a 150Km/h trata-se de excesso de velocidade, pois vou acima do limite. Mas no entanto, e muito provavelmente, não será velocidade excessiva, pois não era uma condução perigosa.
[;)]
 
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