"A barreira psicológica dos 1000 mortos"

tu é que andas alheado da realidade, que é a diminuição incrível no número de mortes na estrada nos ultimos anos.
quanto às receitas astronómicas de multas... LOL a polícia não multa ninguém, farto-me de os ver a perdoar multas a torto e a direito.

Não me leves a mal, mas se eu não tivesse acompanhado o tipo de intervenções que tens sempre em diversos tópicos (deves ter uma especial paixoneta por contrapesos), diria que estavas a delirar!

Como o japh já fez e muito bem, se quiseres podemos associar essa diminuição aos km adicionais de auto-estrada construídos em Portugal. Ou então ao aumento da segurança passiva dos carros. Cada um pode puxar os argumentos que quiser para a diminuição. O que disse e bem claro (menos para ti) é que diminuições relativas não escondem a vergonha dos números absolutos.

Mete nº de mortes por milhar de carros, ou por milhar de habitantes, e compara com os outros países da Europa. Anda por aí um relatório desses, e como não podia deixar de ser, andamos a ser ultrapassados por Polónia & Cª.

Quanto às receitas astronómicas das multas, vai procurar no Google News os números das receitas de multas este ano.
 
Ai essas contas[;)] Não querias dizer quase 10 milhões de contos?

Em relação ao texto concordo com tudo excepto:

ZERO mortos nas estradas é utópico e traçar esse objectivo parece-me lírico e demagógico, onde há pessoas vivas tem de haver mortes, seja na estrada, em casa ou na praia.

Sempre é bem melhor do que os objectivos actuais, que passam por activamente facturar mais de X milhões de euros, e como segundo plano, esperar passivamente que o número de mortes não seja escandalosamente elevado.
 
In PortugalDiário (http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=895320&div_id=291 ):

PortugalDiário disse:
Doze mil em excesso de velocidade
Em 25 dias da Operação «Viagem Segura» morreram 44 pessoas na estrada

Quarenta e quatro pessoas morreram nas estradas nacionais e 231 ficaram feridas com gravidade nos primeiros 25 dias da Operação «Viagem Segura», foi esta quinta-feira anunciado pela PSP e pela GNR, escreve a Lusa.

Os dados das duas forças de segurança, referentes ao período entre 25 de Novembro e quarta-feira, indicam ainda que os acidentes ocorridos - quase 7.000 na área da GNR e um número ainda por apurar pela PSP - causaram 3.062 feridos ligeiros.

Neste espaço de tempo, GNR e PSP detiveram 1.360 condutores, 794 dos quais por conduzirem com excesso de álcool, 549 por não terem carta e 127 por outras razões.

Ao todo, foram fiscalizados, nos 25 dias, 285.235 automobilistas.

Quanto ao controlo de velocidade, recaiu sobre mais 600 mil viaturas, das quais mais de 12 mil circulavam acima dos limites permitidos.

Por falta de cinto de segurança foram multadas mais de 2.000 pessoas, sem seguro foram detectadas acima de 700 condutores, por falarem ao telemóvel um total de mais de 1.200 enquanto conduziam e cerca de 1.500 por falta de inspecção periódica obrigatória.

A GNR patrulha as auto-estradas e os itinerários principais e complementares, além das estradas nacionais e localidades de menor dimensão, enquanto a PSP tem a seu cargo os principais centros urbanos.

Digam lá se o titulo da notícia não é giro ?
"12 mil em excesso de velocidade ... 44 mortos "

Alhos e bugalhos na mesma notícia.
A "manipulação" normal.
Até já estou a imaginar os comentários à noticia, no dito site, daqui a alguns minutos/horas: "É só doidos a prego na estrada e depois morrem assim"... "Se andassem devagar, não morriam"....

Tenho pena de não ter tempo/paciência para fazer uma busca nas notícias desde o principio da dita operação para tentar "descobrir" as causas dessas 44 mortes... Alguém se quer dar a esse trabalho ?

A reter: desde o princípio da operação, a BT fartou-se de facturar e dezenas de portugueses morreram ou ficaram feridos.
Mas não faz mal. Estamos abaixo da "barreira psicológica dos 1000 mortos".
São só mais 44. Ainda não chega a 1000.
O ministro pode dormir descansado ...

"V"
 


Crónica de Hélder Rebocho

02-Jan-2008

O período do Natal e Ano Novo está em regra associado às ideias de paz, felicidade, partilha e solidariedade. São intenções positivas que vêm a propósito de uma quadra em que os valores humanos se evidenciam, mas que tantas vezes perde o brilho, ensombrada por uma trágica realidade que, por estas alturas, marca negativamente muitas famílias para o resto da vida, traçando destinos, destruindo irremediavelmente sonhos e vidas. Não é difícil adivinhar qual a tragédia a que me reporto, falo da sinistralidade rodoviária, esse flagelo de índices elevados em Portugal, para os quais muito contribuem não só as épocas festivas do Natal e Ano Novo, mas também a Páscoa e as férias de verão.
Dada a sua dimensão e consequências, esta realidade sentida de perto por muitos Portugueses, tem-se assumido como uma preocupação do Estado, que se vai desdobrando em medidas que visam inverter a tendência global de crescimento verificada ano após ano, sem grande sucesso, refira-se, porque as estradas Portuguesas continuam a ceifar vidas e a incapacitar pessoas. No plano legislativo tem sido notória a inoperância das inúmeras medidas de combate à sinistralidade rodoviária, não obstante o seu carácter acentuadamente punitivo, facto que revela um incompreensível desrespeito dos cidadãos pelas normas relativas à condução de veículos. Esta realidade demonstra que o problema não é tanto de natureza legislativa, mas antes sociológico. São inúmeros os casos de cidadãos exemplares, cumpridores das suas obrigações legais, que no seu quotidiano são incapazes de prevaricar, mas que se transfiguram sentados ao volante de um automóvel, negando aqui a obediência à legalidade com que regem as suas vidas, como se as regras de trânsito fossem leis menores ou não chegassem sequer a ser leis. Não deixa de ser intrigante que um cidadão seja incapaz de praticar qualquer crime atentatório da vida ou da integridade física de outrem, porque há uma norma que o proíbe e que visa a protecção de terceiros, mas que no exercício da condução não se coíbe de efectuar manobras perigosas, esquecendo que também aqui há normas proibitivas e que tais condutas põem em causa a vida e a integridade física de terceiros e do próprio condutor. Este desrespeito pelo código da estrada torna-se ainda mais estranho se considerarmos que as regras que impõe visam também a protecção do próprio condutor, são feitas também no seu interesse. Não obstante estarem em causa valores como a vida e a integridade física, muitos condutores comportam-se na estrada de forma irresponsável e infantil, tal como crianças de tenra idade que não compreendem a repreensão dos pais quando fazem qualquer coisa de errado, porque não têm ainda a capacidade de entender que o fazem para sua protecção. Ao volante vale tudo, não se equaciona o valor da vida humana, não se perspectivam as consequências dos actos que se praticam e não se salvaguardam os deveres de cuidado, fundamentais para o bem-estar e segurança individual e colectiva. Enquanto esta mentalidade for dominante dificilmente as campanhas de prevenção ou o aumento da repressão poderão produzir o efeito desejado, porque àquelas os condutores respondem que os acidentes só acontecem aos outros e a esta que o valor das multas apenas serve para engordar os cofres do estado. Enquanto se continuarem a encarar as normas de segurança rodoviária como uma mera restrição ou limitação legal da liberdade individual e não como imperativos de segurança para protecção dos condutores e de terceiros, dificilmente se reduzirá a taxa de sinistralidade em Portugal. Não tenhamos ilusões, o problema só pode ser resolvido com educação, porque a sinistralidade automóvel é provocada essencialmente pela falta de civismo e bom senso. O civismo aprende-se, desde cedo, nos bancos da escola e é precisamente ai que deverá começar a educação dos futuros condutores.

Hélder Rebocho 02.01.2008




Só para espiritos abertos[;)]
 
1008 mortos... fantástico, os parabéns a todos os governantes deste país que decidiram investir muito dinheiro em radares de velocidade, com os fantásticos resultados que estamos a apreciar! apr:) apr:) apr:)
 
1008 mortos... fantástico, os parabéns a todos os governantes deste país que decidiram investir muito dinheiro em radares de velocidade, com os fantásticos resultados que estamos a apreciar! apr:) apr:) apr:)
Então mas não foi reduzido em 51%:confused: :confused:
Não estou muito a par dos valores, mas penso que muitas vezes não correspondem à realidade, acredito que a realidade seja infelizmente pior.
 
1008 mortos... fantástico, os parabéns a todos os governantes deste país que decidiram investir muito dinheiro em radares de velocidade, com os fantásticos resultados que estamos a apreciar! apr:) apr:) apr:)

Existe uma redução muito grande do numero de acidentes, só que quando acontecem a gravidade é muito maior por uma falsa e excessiva sensação de segurança colocada á disposição do publico

Se tem mais segurança, logo posso andar mais depressa, mais depressa é mais velocidade e quando o acidente acontece ( ainda bem que só acontece aos outros ) as consequências poderão ser mortais

Sim a velocidade mata e só não vê quem não quer ... ( ou quem nunca teve um acidente para avaliar a dimensão da situação )
 
Existe uma redução muito grande do numero de acidentes, só que quando acontecem a gravidade é muito maior por uma falsa e excessiva sensação de segurança colocada á disposição do publico

Se tem mais segurança, logo posso andar mais depressa, mais depressa é mais velocidade e quando o acidente acontece ( ainda bem que só acontece aos outros ) as consequências poderão ser mortais

Sim a velocidade mata e só não vê quem não quer ... ( ou quem nunca teve um acidente para avaliar a dimensão da situação )

Mas a velocidade não pode ser apontada como a única causa de acidentes!
 
Então mas não foi reduzido em 51%:confused: :confused:
Não estou muito a par dos valores, mas penso que muitas vezes não correspondem à realidade, acredito que a realidade seja infelizmente pior.

Para mim, as grandes contribuições para essa redução são o facto de ter havido mais auto-estradas, de o parque ter tido carros mais seguros e com melhor resistência aos choques, e ao facto de a escalada vertiginosa dos preços dos combustíveis ter feito com que os portugueses andem menos de carro.

Ou seja, essa diminuição pouco ou nada tem a ver com as políticas praticadas em termos de prevenção rodoviárias, pois esta é nula!
 
Existe uma redução muito grande do numero de acidentes, só que quando acontecem a gravidade é muito maior por uma falsa e excessiva sensação de segurança colocada á disposição do publico

Se tem mais segurança, logo posso andar mais depressa, mais depressa é mais velocidade e quando o acidente acontece ( ainda bem que só acontece aos outros ) as consequências poderão ser mortais

Sim a velocidade mata e só não vê quem não quer ... ( ou quem nunca teve um acidente para avaliar a dimensão da situação )

A velocidade mata, mas a falta de civismo e estupidez ao volante mata ainda muito mais! Como já foi aqui apregoado, dos mortos no Natal, ZERO foram em auto-estrada.
 
Voltar
Superior