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Nthor, este caso é paradigmático no que respeita à discussão lei laboral actual vs flexissegurança.
A estratégia da empresa está perfeitamente condicionada pela rigidez da estrutura de RH.
Provavelmente, se não houvessem contratos sem termo e toda a teia legal de direitos ocos e incoerentes associados, a empresa mais facilmente absorveria aquelas pessoas alocando-as a novas funções no laboratório ou nas recolhas de análises em clinicas e hospitais.
Mas como os contratos definem conteúdos funcionais específicos, as pessoas não estão dispostas a mudar de horário, quanto mais de tarefas e nem sequer a deslocalização é encarada com normalidade, a via mais simples é despedir funcionários do quadro e contratar tarefeiros.
A passagem para o regime de prestação de serviços é apenas um meio de chegar a rescisão por mutuo acordo e evitar as indeminizações.
Hoje em dia o trabalho temporário para tarefas com baixo grau de diferenciação é a solução preferencial.
Já está a chegar às forças de vendas, que se consideravam blindadas pelo conhecimento do (seu) mercado específico.
O desemprego de jovens (muitos recém-formados) permite que as agências se encham com candidatos qualificados, dispostos a trabalhar muito por pouco dinheiro e na situação de máxima precaridade.
Neste caso tenho a certeza que o volume de trabalho se manterá ou até aumentará - senão o negócio de aquisição não faria sentido - mas estão a substituir "monos humanos" por "empregados descartáveis".
Não os censuro, embora não dormisse muito descansado...
Há milhares de oportunidades para quem é jovem e tem tudo pela frente.O que o Carlos L. propôs foi abrir um posto de colheitas.
Fica sob a alçada de um laboratório licenciado.
A abertura de um posto de colheitas tem critérios de licenciamento menos rígidos que os de um laboratório.
Humm...Abrir um Laboratório de análises não é assim do pé pá mão como alguns querem fazer parecer ou pensam, são necessárias diferentes coisas entre elas um médico patologista para assinar os exames.
Que tudo se resolva da melhor maneira Vilina, força [] .
Abraço Nuno [] .
Já vi que era ainda muito cedo daí a teu "pensamento embrulhado".[] [
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Nthor, este caso é paradigmático no que respeita à discussão lei laboral actual vs flexissegurança.
A estratégia da empresa está perfeitamente condicionada pela rigidez da estrutura de RH.
Provavelmente, se não houvessem contratos sem termo e toda a teia legal de direitos ocos e incoerentes associados, a empresa mais facilmente absorveria aquelas pessoas alocando-as a novas funções no laboratório ou nas recolhas de análises em clinicas e hospitais.
Mas como os contratos definem conteúdos funcionais específicos, as pessoas não estão dispostas a mudar de horário, quanto mais de tarefas e nem sequer a deslocalização é encarada com normalidade, a via mais simples é despedir funcionários do quadro e contratar tarefeiros.
A passagem para o regime de prestação de serviços é apenas um meio de chegar a rescisão por mutuo acordo e evitar as indeminizações.
Hoje em dia o trabalho temporário para tarefas com baixo grau de diferenciação é a solução preferencial.
Já está a chegar às forças de vendas, que se consideravam blindadas pelo conhecimento do (seu) mercado específico.
O desemprego de jovens (muitos recém-formados) permite que as agências se encham com candidatos qualificados, dispostos a trabalhar muito por pouco dinheiro e na situação de máxima precaridade.
Neste caso tenho a certeza que o volume de trabalho se manterá ou até aumentará - senão o negócio de aquisição não faria sentido - mas estão a substituir "monos humanos" por "empregados descartáveis".
Não os censuro, embora não dormisse muito descansado...
Revelam uma realidade que já existe e que se agrava cada vez mais ou que muitos desejam arduamente."Provavelmente, se não houvessem contratos sem termo"
"as pessoas não estão dispostas a mudar de horário, quanto mais de tarefas e nem sequer a deslocalização é encarada com normalidade"
"se não houvessem contratos sem termo e toda a teia legal de direitos ocos e incoerentes associados"
"Hoje em dia o trabalho temporário para tarefas com baixo grau de diferenciação é a solução preferencial."
"O desemprego de jovens (muitos recém-formados) permite que as agências se encham com candidatos qualificados, dispostos a trabalhar muito por pouco dinheiro e na situação de máxima precariedade."
Tens razão, sinto-me no deserto.
Mas não vejo nenhum oásis.
Limito-me à minha condição de camelo...baptizado!
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Os grandes laboratórios privados mereciam era que o governo permiti-se abrir laboratórios de analises clínicas em todos centros de saude e hospitais. Depois era ver os lucros deles a descer as e as despesas do estado nessa área também.
aprapr
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O meu aplauso a este post !
Especialmente por ter sido escrito às 5h da manhã !! [] [
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Já vi que era ainda muito cedo daí a teu "pensamento embrulhado".
Termos como:
Revelam uma realidade que já existe e que se agrava cada vez mais ou que muitos desejam arduamente.
Não é com trabalho nem esforço pessoal que esta situação se vai alterar, o código do trabalho já permite hoje este descalabro que nos arrasta economicamente para o fundo, liberalizar ainda mais só tem precedente na instituição da escravatura.
Mas não da instituição da escravatura de Séc. XVIII, não, trata-se de uma escravatura moderna a caminho dessa outra mais antiga em que a força de trabalho trabalha por cada vez menos valor até chegar a uma época em que o trabalho será pago em géneros ou simplesmente uma refeição diária e uma barraca a servir de casa partilhada.
Almejar por isso, por uma liberalização do já actualmente permissivo código de trabalho, revela o pior dos humanos.
Lutar por melhores condições de vida e segurança no trabalho é um passo no outro sentido, o da evolução e desenvolvimento sustentado.
Por muito que uma minoria fique revoltada com a perda de privilégios só assim poderemos desenvolver o país e dar melhores condições as pessoas.
Apesar da hora estava lúcido. E o que escrevi reflecte exactamente o que penso.
O "provavelmente" é um exercício de exposição e redundante para o caso. Se o tirares, o texto mantém o sentido.
Agora, e com todo o respeito pela tua opinião, o teu raciocínio enferma de demagogia e dogmatismo.
Demagogia porque é óbvio que todos - patróes e assalariados - lutamos pelo desenvolvimento. Se é sustentado ou não, cabe aos reguladores decidir e actuar.
E este discurso é demagógico porque simplista: os bons e os maus, os exploradores e os explorados, o código do trabalho e a flexissegurança.
As coisas são bem mais complexas e não se pode enterrar a cabeça na areia defendendo que todos devem ter um emprego bem pago e serem felizes. Essa foi a falácia do comunismo que convenceu meio mundo, com os resultados que se viram.
Dogmático porque vês a flexissegurança como uma beata vê o diabo.
Eu não sou um absolutista da flexiss.., critico a ideia de quererem aplicar o modelo por toda a Europa como se um português fosse igual a um dinamarquês.
Mas de uma coisa tenho a certeza: as leis laborais europeias são um travão à flexibilidade nas empresas e o capital não perdoa - se não funciona, muda-se para onde funcione.
E esta vantagem está a ser fortemente aproveitada pelos países emergentes, com prejuízos pouco ponderados para os europeus.
As leis laborais dos EUA são nesse aspecto muito mais adequadas ao movimento global de transferência de capitais, pessoas e mercadorias.
A Europa continua fechada sobre si própria, manifestando um autismo preocupante.
O actual código do trabalho que tu apelidas de liberal, não é nem liberal nem socialista - é um molho de bróculos cozinhado na A.R. portuguesa.
Se simplificarem - prevendo medidas que garantam a segurança na obtenção e manutenção do emprego, mas combinando estas com a flexibilidade necessária às empresas - obtemos um código equilibrado para ambas as partes.
Este está cheio de buracos que resultam nos subterfúgios usuais dos desempregados "oficiais" com emprego ilegal e dos despedidos que se transformam em profissionais liberais.
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Nthor, este caso é paradigmático no que respeita à discussão lei laboral actual vs flexissegurança.
A estratégia da empresa está perfeitamente condicionada pela rigidez da estrutura de RH.
Provavelmente, se não houvessem contratos sem termo e toda a teia legal de direitos ocos e incoerentes associados, a empresa mais facilmente absorveria aquelas pessoas alocando-as a novas funções no laboratório ou nas recolhas de análises em clinicas e hospitais.
Mas como os contratos definem conteúdos funcionais específicos, as pessoas não estão dispostas a mudar de horário, quanto mais de tarefas e nem sequer a deslocalização é encarada com normalidade, a via mais simples é despedir funcionários do quadro e contratar tarefeiros.
A passagem para o regime de prestação de serviços é apenas um meio de chegar a rescisão por mutuo acordo e evitar as indeminizações.
Hoje em dia o trabalho temporário para tarefas com baixo grau de diferenciação é a solução preferencial.
Já está a chegar às forças de vendas, que se consideravam blindadas pelo conhecimento do (seu) mercado específico.
O desemprego de jovens (muitos recém-formados) permite que as agências se encham com candidatos qualificados, dispostos a trabalhar muito por pouco dinheiro e na situação de máxima precaridade.
Neste caso tenho a certeza que o volume de trabalho se manterá ou até aumentará - senão o negócio de aquisição não faria sentido - mas estão a substituir "monos humanos" por "empregados descartáveis".
Não os censuro, embora não dormisse muito descansado...
Eu não sou versado nesse tipo de assuntos, mas as tuas colegas para perderem o vinculo à entidade patronal e passarem a trabalhar num outro regime tem de ser indemenizadas.
Depois, se passam a trabalhar a recibos verdes qualquer tipo de vinculo que assinem não tem qualquer validade perante a lei, por isso assinar ou não assinar vai dar ao mesmo.
A grande desvantagem do recibo verde é que de um dia para outro podem-te dizer que amanhã já não precisas de vir trabalhar mas o contrário também é verdade.
O melhor era teres esse contracto revisto por um advogado para saber se tudo o que ai consta é legal.
A grande desvantagem do recibo verde é que de um dia para outro podem-te dizer que amanhã já não precisas de vir trabalhar mas o contrário também é verdade.