O programa nos escalões 1 e 2 e no das oportunidades é positivo.
Para alunos 3º escalão e professores não é nada de especial, pouco mais é do que a compra de um computador a prestações, pois o tipo de Net que oferece,é pobre já neste momento, quanto mais daqui a um ano por exemplo.
Ao qual ainda acrescento que provavelmente os mais beneficiados vivem em zonas pobres do interior onde nem 3G existe, e quem já tenha exprimentado a alternativa GPRS sabe que básicamente aceder à Net dessa forma é a mesmac oisa que não ter Net.
Não estou a criticar o governo, antes pelo contrário, embora o exagero do propaganda seja o do costume, mas como disse, o programa é positivo para alguns dos destinatários, e acrescento que até que enfim que há um governo que exige parte das contrapartidas prometidas a quando da atribuição de licenças de 3G.
Para quem não sabe o porquê deste programa, é preciso recuar muitos anos, ao tempo do governo de Guterres. Na altura, esse governo não optou por um leilão de licenças como sucedeu noutros países. Em alternativa atribuiu o 3G aos operadores existentes tendo os operadores depois que contribuir com uma serie de contrapartidas para a sociedade de informação. Quanto a mim uma opção errada, pois muitos estados arrecadaram receitas significativas com os leilões. Cá não foi assim, e pior do que isso, posteriormente nunca mais ninguém exigiu contrapartidas aos operadores... só em Portugal é possível acontecerem coisas destas...
Mas pronto, mesmo não sendo perfeito, esta iniciativa tem aspectos positivos, e eu pessoalmente já nem esperava que algum governo finalmente exigisse dos operadores o que estes há muito deviam ao país.
Falta agora é saber daqui a algum tempo qual foi mesmo a adesão e eficácia da medida,e qual foi a contribuição efectiva dos operadores para a SI. Recordo que os valores das contrapartidas negociadas na altura eram cerca de 1,5 mil milhões de € (300 milhões de contos)