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Eu nunca vi as concessionárias aqui oferecendo prestações à se perder de vista (80~100x). []
Se Portugal não estivesse no bloco europeu talvez estaria tão pior quanto aqui.
O que acontece no Brasil é o seguinte: a contrário da Europa, aqui as principais subsidiárias são independentes, pouco precisam de recursos das plantas matrizes. A VWB (Volks) é assim, FIASA (FIAT) também, GMB (General Motors) idem, etc... Então, na Europa, como as plantas de produção que há fora das sedes são apenas 'aglomerados' destas empresas, é possível a matriz gastar muitos mil milhões de Euros para criar e produzir um determinado veículo, pois, esse dinheiro terá retorno certo, porque sua distribuição é garantida por no mínimo toda a Europa ocidental (como diz o ditado: "A união faz a força!"). Aqui, isso até seria possível, contudo, a distribuição basicamente se resume a aqui mesmo, no mercado interno, até importa-se algo para o Mercosul e África, mas por estes demais mercados serem verdadeiramente pobres, o volume ainda assim não se faz suficiente de cobrir os investimentos. Poderíamos produzir também para a Europa e Estados Unidos, mas nestes blocos seus líderes aplicam vários subsídios às fabricantes para incentivarem a produção local, sem contar que a logística se torna inviável.
É isso que acontece no Brasil, é desnecessário gastar hipotéticos R$ 2 ou 3 bilhões para produzir um atual Golf ou Bravo sendo que seu volume de distribuição não chegará a cem mil unidades ao ano, por depender basicamente apenas de um único País. E, é ainda mais prejuízo ter uma cronologia em mente, com um pré-determinado período de substituição do modelo "sucessor". []
Cumprimentos.
Isso é só uma parte do problema.
O que é um GOL um SIENA, um CELTA ou um PALIO de produção brasileira para o consumidor europeu exigente em termos de qualidade?
Resposta: Uma carroça com rodas!
O único modelo à venda na europa fabricado no Brasil é o vw FOX; o próprio presidente da vw já reconheceu publicamente que foi um erro estratégico por parte da marca germânica ter tomado essa opção.
Será mesmo que o Fox é pior que o Lupo? []
Temos que saber distinguir as coisas. Fox chegou aí para substitui-lo, não para brigar com o segmento dos compactos. Ele tem plataforma e construção mais evoluída que o Lupo, além de ter obtido com apenas dois míseros airbags quatro estrelas no conceituado EuroNCAP.
E sim, nem para mim o Gol, Palio, Celta e companhia limitada são considerados carros. Se produzem esses veículos aqui do mesmo modo que é permitida a entrada dos chineses aí, ou seja, tudo low-cost àqueles que não possuem capacidade de pagar.
Mas aqui há sim, capacidade de se produzirem bons carros. O Tempra foi melhor que o daí, o Vectra era praticamente idêntico em tudo no passado, o atual Polo, de europeu só não tem os motores, até o acabamento interno é idêntico (que chega ser tão ruim quanto o do Palio), etc...
O problema ao meu ver é apenas esse, para ficar acompanhando as constantes evoluções alemãs, francesas e italianas, as independentes fábricas do Brasil devem ter produção em altíssima escala, para que a amortização do ferramental e investimento seja bem diluída. Algo que não acontece, porque como dito anteriormente, o consumo é praticamente interno, de uma nação apenas, enquanto a Europa é um bloco comercial que une vários países (de grande parte, ricos economicamente).
Abraços.
Eu nunca vi as concessionárias aqui oferecendo prestações à se perder de vista (80~100x). []
Se Portugal não estivesse no bloco europeu talvez estaria tão pior quanto aqui.
Não transformes isto numa guerra Brasil - Portugal que não tem interesse nenhum. []
Depois de dizeres isto: "o atual Polo, de europeu só não tem os motores, até o acabamento interno é idêntico (que chega ser tão ruim quanto o do Palio), etc... " Não deves estar a ver muito bem o que é um Polo europeu. Compara ao Palio..... :sh)
Pobres brasileiros... coitados!
Não vas por aí, pois já pensaste quantos dizem o mesmo de nós:
EUA, Canada, Japão, França, Alemanha, UK, Irlanda, Holanda, Espanha, Itália, Austrália, Holanda, Islândia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Luxemburgo, Bélgica, Suíça, Áustria, e mais uns quantos.
Não vas por aí, pois já pensaste quantos dizem o mesmo de nós:
EUA, Canada, Japão, França, Alemanha, UK, Irlanda, Holanda, Espanha, Itália, Austrália, Holanda, Islândia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Luxemburgo, Bélgica, Suíça, Áustria, e mais uns quantos.
O Polo tem 2 níveis de acabamento na Europa, o Highline é muito bom!Já andei tanto no Polo brasileiro como no Europeu, e realmente, o interior em nivel de acabamento, encaixes, materias utilizados, etc é idêntico nos dois modelos. E o Palio é superior ao Polo nesse aspecto !!
Muito pior do que era não ficou...
Não sei como funciona a compra de carros fora do Brasil, mas aqui quando você compra pagando em 60x você acaba pagando 2 ou 3 vezes o valor real do carro, o problema dos carros no Brasil é falta sim de poder de compra mas também os impostos altos, tanto que todo carro fabricado aqui vendido fora (principalmente na América latina, mas o golf mk4 vendido no Canadá também ou mesmo na Europa como fox) é vendido por menos do que no mercado de origem.. E como importar é caríssimo ficamos limitados a isso, carros caros pelo que oferecem,
O Polo tem 2 níveis de acabamento na Europa, o Highline é muito bom!
Só não temos carros como os europeus devido aos impostos altos. Um carro importado paga 35% de seu valor em impostos, fora os outros impostos que todos os carros pagam aqui que são bem elevados.
Nosso mercado é muito maior que o de Portugal, nossa população é de 200 milhões, mas pelo menos uns 25 milhões tem bom poder de compra no nivel de Portugal e vocês ai são apenas 10 milhões.
Nós vendemos 2,4mi de unidades/ano, não sei quanto é ai, mas se for 400mil somos 6 vezes maiores. Desses pelo menos 40% são de carros que aqui custam acima de 20mil euros.
Portanto temos pessoas com dinheiro e em grande numero que podem comprar carros no nivel europeu.
Resumindo o nosso maior problema não é só o governo, porque as montadoras também tem culpa nisso, elas colocam preços altos e colocam a culpa nos impostos, quando apenas parte do problema são os impostos.