O direito à greve deve existir para todos os trabalhadores?

É engraçado de ver como estes tópicos descambam depois de saírem largamente do tema original, que é:

O direito à greve deve existir para todos os trabalhadores?

Se a base que serviu como fundamento para o tema está errada, isso também implica que algumas pessoas tenham de rever a sua argumentação.

Dito isto, concordo com a tua visão das coisas.

Greve para todos, sim, mas com conta, peso e medida. A aliar a isso, serviços mínimos que não sejam nem insuficientes para as necessidades mais básicas, nem em demasia para retirar todo o valor à greve.

Quanto aos serviços mínimos, gostaria que fossem pre-estabelecidos, de maneira a que o trabalhador e a entidade empregadora tenham conhecimento dos mesmos, e de preferência, que resultem de um acordo prévio das duas partes, se possível, com um mediador independente.
 
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Quanto aos serviços mínimos, gostaria que fossem pre-estabelecidos, de maneira a que o trabalhador e a entidade empregadora tenham conhecimento dos mesmos, e de preferência, que resultem de um acordo prévio das duas partes, se possível, com um mediador independente.

Já se encontram [;)]
 
Nthor, premissa errada queres tu introduzir.

O artigo falava expressamente na nova possibilidade (até há pouco tempo impossível) de haver greve nos transportes em inúmeras empresas públicas que têm sido privatizadas, onde os funcionários foram trsnferidos do sector público para o privado.

A não ser que consideres os trabalhadores dos transportes, servidores públicos, não deixa de ser verdade que o funcionalismo público alemão não pode fazer greve.
 
Última edição:
respondendo ao tópico!


qualquer empregado ou trabalhador deveria ter o direito á greve! agora, eu acho que é antes deste direito , deveria existir uma instituição que zelasse realmente pelas condições de trabalho, queixas etc dos trabalhadores! para que nunca tivessem que chegar á greve que é má para todos!


mas como as coisas nunca funcionam como deve ser pela forma mais "Pacifica" tem que existir e ser um direito de todos os trabalhadores!!

um direito que foi adquirido!
 
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qualquer empregado ou trabalhador deveria ter o direito á greve! agora, eu acho que é antes deste direito , deveria existir uma instituição que zelasse realmente pelas condições de trabalho, queixas etc dos trabalhadores! para que nunca tivessem que chegar á greve que é má para todos!


mas como as coisas nunca funcionam como deve ser pela forma mais "Pacifica" tem que existir e ser um direito de todos os trabalhadores!!

um direito que foi adquirido!

Dizes muito bem, foi e é um direito adquirido, pena é que haja gente que queira tirar esse direito. Eles andam por aí, disfarçados, sorrateiros, na sombra, temos de ter cuidado com eles... é nestas alturas em que sinto mais simpatia pelo PCP, apesar de não simpatizar com muitas das suas ideologias, pelo menos lutam por aquilo que acreditam ser justo, e neste caso, o direito à greve é justo.
 
Não percebi o que queres dizer, paulo [;)]


"A Constituição da República de 1976, no seu art.º 9.º definiu as tarefas fundamentais do Estado; no art.º 7.º os princípios orientadores das relações internacionais; e nos artigos 273.º a 276.º fixou com transparência as funções, a natureza e a estrutura das FFAA decorrendo, inevitavelmente, de toda esta arquitectura constitucional as missões das Forças Armadas.

As missões decorrentes dos desígnios constitucionais deveriam ter constituído a sapata fundamental para a definição da nova doutrina militar. Não obstante ser claro o rumo, e por isso mesmo, desde cedo começaram as desvirtuações, por acção e omissão, aos fundamentos do regime democrático-constitucional. Como temos dito, a Constituição não é neutral, toma partido pelos trabalhadores, pelos mais excluídos e, antes das sucessivas revisões, perspectivava um modelo de desenvolvimento económico, social, político e cultural que contrariava de forma mais clara o poder do capital. E diz-se de forma mais clara porque, como é sabido, as mesmas forças e interesses que contestaram, ignoraram e desrespeitaram a Constituição de 1976, são as mesmas que, ao longo dos anos, a foram torpedeando, e hoje, apesar do seu notório e crescente domínio, tanto no plano económico como no plano político, prosseguem o objectivo de uma revisão constitucional que definitivamente a conforme com a realidade, passando assim a terem na Constituição a legitimação de toda a sua acção passada e presente contra os trabalhadores e o povo.

Com a aprovação da Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas em 1982, onde o objectivo central foi o regresso dos militares aos quartéis, como era referido pelas forças reaccionárias, foi empreendido o caminho que tem conduzido a um crescente divórcio entre as FFAA e a sociedade portuguesa, acompanhando o crescente fosso e desconfiança que se vai abrindo entre os trabalhadores e o povo e as instituições, em resultado de uma política contrária aos interesses das mais amplas camadas populares. O empobrecimento do regime democrático em resultado da ofensiva contra a democracia económica, política e social, tem vindo a ter tradução na política de defesa, seja no plano conceptual, das prioridades no reequipamento, da acção ideológica, na estrutura e organização das FFAA e, consequentemente, na forma como a sociedade com elas se identifica. Tal assumiu ainda um carácter mais expressivo, com a alteração da natureza das FFAA, ou seja, a sua passagem de umas FFAA de conscritos para uma outra de voluntários e profissionais, mas também com a alteração do método de escolha das chefias militares que passou a ser de estrita indigitação governamental e confirmação presidencial, arredando os ramos das FFAA de qualquer processo.

Portugal continua pois, e como o Partido tem referido, a não ter uma doutrina militar própria, nacional e patriótica, desde logo porque o Conceito Estratégico de Defesa Nacional e o Conceito Estratégico Militar são os que derivam dos Conceitos da NATO e da divisão de tarefas ali produzido. Aprofundam-se assim, paulatinamente, as relações de dependência no seio da NATO e no quadro da Política Externa de Segurança e Defesa da União Europeia; envolve-se Portugal crescentemente em missões externas no quadro dos objectivos do imperialismo; padronizam-se as FFAA, em todos os planos, à imagem e semelhança dos EUA e dos conceitos e directivas NATO; destrói-se o aparelho produtivo e os direitos sociais, ao invés de uma política que visasse eliminar as fragilidades nacionais e impulsionar as potencialidades; fragiliza-se a soberania e a independência nacionais, partindo da premissa que a defesa dos interesses da NATO e/ou da UE é a defesa dos interesses nacionais.
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