E a escola está assim...

Com essa medida não concordo. Obrigar alguém a deixar de fazer o que gosta? Que a pessoa se queira reformar é uma coisa, agora obrigá-la a reformar-se... Olha, a minha professora de 12º de matemática tinha claramente mais de 60 anos. E imagina lá que foi das melhores professoras que tive e que mais me fez gostar da matéria. Sabes porquê?
Porque sabia transmitir o conhecimento que tinha.
Porque não admitia faltas de respeito nem conversas na aula.
Porque sabia cativar as pessoas e fazia-as responder às perguntas e a ir ao quadro.
Porque deixava os alunos puxarem pela cabeça, fazerem os exercicios e só depois os corrigia, sempre com a participação dos alunos.
E o programa deu-se. Não houve mais atrasos do que noutras turmas com outros professores com métodos diferentes de ensino.

Diz-me em quantas escolas e quantos professores ainda fazem estas coisas cruciais para que um aluno tenha aproveitamento. Diz-me.

Acho que precisávamos de voltar a este método de ensino em vez de andarmos no ambiente de esplanada que são as aulas de hoje em dia.

Um dos problemas do nosso "défice" passa exactamente por cada professor com mais de 60 anos ter direito a um ordenado superior comparando com outro professor que inicia carreira.Repara se pudermos ter um professor com 24 anos a começar a sua carreira também com grandes capacidades porque não optarmos pela pessoa mais nova e aproveitar o excedente financeiro para "investir" na escola.Podiamos solucionar parte(pequena eu sei) do problema de professores a mais.
Uma pessoa com 60 anos precisa de paz e sossego e aproveitar a reforma para passear,fazer o que não teve para tempo para fazer enquanto tinha um trabalho exigente e cansativo.Assim conseguimos rentabilizar o dinheiro estatal e como tal as pessoas terem acesso a uma vida melhor em todos os aspectos.
 
Última edição:
Outros vencimentos....

Outra mentalidade.

É a diferença entre povos que aos 18 anos põe os filhos a andar e eles que se arranjem que têm bracinhos e cabecinha para trabalhar...

...e outros que os sustentam até ao casamento e, muitas vezes, mesmo depois do casamento, para os rebentos terem o carrinho xpto, o telemovelzinho última moda, a roupinha lavada e passada pela mãe, etc etc.

E volto a reafirmar o que disse primeiramente.

Se a oferta pública é má e se existe possibilidade económica, é responsabilidade dos pais encararem a educação dos filhos como um investimento e saberem presncindir de um carro melhor ou de umas férias melhores para porem os filhos em boas escolas.

Se não encaram, têm muita culpa nas lacunas de formação dos seus filhos.

Porque cada vez mais a escola pública irá piorar.

A última medida que simplesmente aniquilará as possibilidade de algum ensino de qualidade que ainda existe, foi o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano.

E qualquer família de classe média com cabeça, percebe onde eu quero chegar.

Por muito impopular que seja dizer isto.
 
Eu continuo a acreditar que a educação de qualidade é um dever fundamental do Estado.

É possível colocar a escola pública a funcionar bem. Mas para isso, governo, sindicatos e professores têm que fazer um pacto de regime de longo prazo. O que não é nada fácil...
 
É possível, mas não me parece que qualquer um dos intervientes perceba onde tem de ceder para chegar a essa "educação de qualidade".

Seria preciso voltar atrás e basicamente aniquilar os dogmas educativos dos últimos 33 anos, o que -diga-se- não é propriamente fácil.

Para além de talvez não fosse má ideia perceber que sendo um dever fundamental do Estado isso não implica que tenha que ser o Estado a prestar o serviço...
 
Outros vencimentos....
Outra mentalidade.

É a diferença entre povos que aos 18 anos põe os filhos a andar e eles que se arranjem que têm bracinhos e cabecinha para trabalhar...
Sim tb não adianta muito as pessoas ganharem muito e depois terem um sistema de ensino tão potenciador do abandono escolar, com tanta falta de meios e com programas tão arcaicos como o nosso.


...e outros que os sustentam até ao casamento e, muitas vezes, mesmo depois do casamento, para os rebentos terem o carrinho xpto, o telemovelzinho última moda, a roupinha lavada e passada pela mãe, etc etc.
Sim claro, os vencimentos são o que são e neste mundo moderno um telemóvel e um carrinho mais seguro são ferramentas de trabalho e de bem estar essenciais, comprar maquinas de lavar roupa em condições (daquelas que não avariam de 5 em 5 anos) é muito caro para o que se ganha e a ajuda dos pais nestas pequenas coisas é essencial.

E volto a reafirmar o que disse primeiramente.

Se a oferta pública é má e se existe possibilidade económica, é responsabilidade dos pais encararem a educação dos filhos como um investimento e saberem presncindir de um carro melhor ou de umas férias melhores para porem os filhos em boas escolas.

Se não encaram, têm muita culpa nas lacunas de formação dos seus filhos.
Pois, mas actualmente não é bem uma questão de "ou", "ou" mas de, "tem de ser" que não se pode passar sem ele.

Como disse, com melhores vencimentos, as coisas poderiam mudar, mas tb com melhores políticos que invistam melhor os impostos que pagamos

Porque cada vez mais a escola pública irá piorar.

A última medida que simplesmente aniquilará as possibilidade de algum ensino de qualidade que ainda existe, foi o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano.

E qualquer família de classe média com cabeça, percebe onde eu quero chegar.

Por muito impopular que seja dizer isto.
É verdade sim, de pouco serve aumentar a escolaridade se as pessoas não tem melhores condições de vida e termos um sistema de ensino tão potenciador do abandono escolar, com tanta falta de meios e com programas tão arcaicos como o nosso.
 
Última edição:
É possível, mas não me parece que qualquer um dos intervientes perceba onde tem de ceder para chegar a essa "educação de qualidade".

Seria preciso voltar atrás e basicamente aniquilar os dogmas educativos dos últimos 33 anos, o que -diga-se- não é propriamente fácil.

Para além de talvez não fosse má ideia perceber que sendo um dever fundamental do Estado isso não implica que tenha que ser o Estado a prestar o serviço...
O que se afere daqui, e tu muito bem retratas, é a expectativa de um serviço de qualidade, gratuito e.... pago, ninguém sabe por quem.
 
Estou a falar das famílias.

O que não falta aí é classe média, que apesar de ter uma oferta pública educacional miserável, prefere ter um carrito melhor, umas férias melhores, e não oferecer aos filhos uma educação decente.

Opções.

É típica daquela mentalidade de que "se há grátis para quê ir pagar?".

Os mesmos que deixaram de comprar jornais normais porque surgiram os gratuitos.

Assim nunca se vai lá...

dá gosto ler esta "claresa" de ideias!!!
apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)
 
PL,

Mas se o Estado está em défice, qual ensino de Excelência?

Não te lembras do que postaste a início?

Julgas que a escola que referes é a única?

Não deves querer um tratamento previlegiado, pois não?

Então, bem vindo à realidade...
 
A coisa é muito simples.

Há os que se resignam e há os que não se resignam.

Se a oferta pública é má ou pior, caso haja possibilidade, o desejável seria que as famílias decidissem investir na educação dos seus filhos.

Mas como digo são opções.

Mesmo em países -aliás especialmente- onde a "educação pública" tem uma oferta boa, não é raro ver as famílias a apostarem na educação dos seus filhos, propiciando-lhes ensino específico de línguas, por exemplo, ou estudo em países estrangeiros durante certos períodos.

É por isso que os nórdicos põe os filhos fora de casa aos 18 anos, apesar de terem ainda melhores condições para os criar em casa que cá.

É por isso que nos países anglo-saxónicos é comum o trabalho part-time enquanto estudante, quer para pagar os estudos, quer para arranjarem eles próprios dinheiro para os seus Ipods, carros, férias...

É tudo uma questão de mentalidade.

Podes achar muito estranho, mas há muita gente (cá não, mas lá fora) que lá por ter "grátis" não deixa de procurar...

...melhor.

Mas isso é outro mundo, como disse. Outra forma de estar na vida. Responsabilização. Não estar à espera que alguém - o Estado- resolva a vida.

por cá na maior parte das familias estimula-se a ociosidade, e protege-se a mediocridade da aparencia, e do bem estar material (!!!)[s)] [s)] [s)] [s)]
 
PL,

Mas se o Estado está em défice, qual ensino de Excelência?

Não te lembras do que postaste a início?

Julgas que a escola que referes é a única?

Não deves querer um tratamento previlegiado, pois não?

Então, bem vindo à realidade...
Temos todos direito ao tratamento privilegiado, em função dos descontos que fazemos todos os meses...

Mas, Carlos, deixa-te de coisas! E já que gostas de ler e citar o André, certamente que te não escapou a sua afirmação de que enquanto não se vir a educação como um investimento não vamos lá! Ou não reparaste?...
 
:confused: :confused: :confused: :confused: :confused: :confused:
troca lá isso por miudos PL, agora nao percebi o sentido do teu comentario (!!!)
Não percebeste o amplo sentido de:
Os mesmos que deixaram de comprar jornais normais porque surgiram os gratuitos.
É que aqui não se fala de jornais, no concreto, mas do escolher o mais barato! Tu, nas tuas empresas, quando adquires matéria prima, ou pagas vencimentos, optas por pagar mais ou o menos que tiver de ser?...
 
Temos todos direito ao tratamento privilegiado, em função dos descontos que fazemos todos os meses...
Eu até vou fazer de conta que não percebi esta afirmação.

Era capaz de parecer que estás a entrar numa situação de NÂO solidariedade com os mais desfavorecidos....

Mas, Carlos, deixa-te de coisas! E já que gostas de ler e citar o André, certamente que te não escapou a sua afirmação de que enquanto não se vir a educação como um investimento não vamos lá! Ou não reparaste?...
Não te importas que te corrija, pois não? Eu ADORO CITAR O ANDRÉ, não me fico apenas pelo gostar. [;)]

A Educação deveria ser o primeiro investimento da nossa sociedade. Só isso é que nos permite almejar a uma vida melhor, e que se não for para nós, será para os nossos filhos.

Não pensas assim?

Claro que quando a sociedade falha nos seus objectivos fundamentais, cabe a nós tentar resolver por outras vias, aquilo que deveria ser um princípio básico.
 
Percebeste bem a afirmação, tal como eu te percebi. Tu gostas de derivar para não ires direito aos assuntos, mas, enfim...

O direito à educação de excelência, como investimento no futuro, deve ser um "reembolso" dos nossos descontos, sobretudo dos que os fazem inequivocamente!

A solidariedade para com os mais desfavorecidos tem o seu lugar próprio, em sede própria. Não aqui, quando falamos dos nossos filhos. Mas a preocupação com os nossos filhos, e tu terás a tua com os teus (se os tens), nunca nos impedirá de sermos solidários, ao contrário do que tu, de forma, digamos, habilidosa, estás a tentar fazer insinuar!

A educação é o primeiro patamar de investimento da Sociedade, pois ela é o futuro. Falha? Não devia! Mas quando falha cabe-nos a nós fazê-la reentrar nos eixos, para que volte a ser de excelência para todos, no geral, e para os nossos filhos, em particular!

Não estás de acordo?
 
O meu filho foi agora para o 3º ano, (antiga 3ª classe). Como era impraticável ir busca-lo às horas que acaba a escola e tinha que o por num ATL ou lá o que é que é, optei por po-lo num colégio particular. Com tanta sorte que me saiu uma professora na rifa que aquilo só à chapada.
Desde erros ortográficos nas avaliações, a trabalhos para casa de matemática impossíveis de resolver, vale tudo. Um dia destes mandou fazer umas composições chegou ao fim rasgou-as todas à frente dos miúdos porque estavam todas mal, e ainda teve a distinta lata de dizer à minha mulher que a do meu filho até estava mais ou menos mas como rasgou as outras todas também rasgou a dele. Fazem ideia o que é fazer isto a crianças de 7/8 anos?
Diga-se de passagem que já estou a tratar da transferência dele no próximo ano, e só não muda já porque tenho a percepção que o custo de integração do miúdo numa escola sem quaisquer referências ia ser muito alto.
Mas é isto num colégio particular, imagino no público como será. A primária é fundamental para criar o gosto das crianças pela escola e para lhes dar boas bases para o futuro, os professores primários deviam ser escolhidos a dedo.
 
Não percebeste o amplo sentido de:
É que aqui não se fala de jornais, no concreto, mas do escolher o mais barato! Tu, nas tuas empresas, quando adquires matéria prima, ou pagas vencimentos, optas por pagar mais ou o menos que tiver de ser?...

tambem nao percebeste a minha questao, [;)] e era apenas esta:
se defendias ou nao o ponto de vista do André sobre a escolha do barato e mau, em detrimento de melhor qualidade, mas mais caro e "nao-gratuito" (!!!)

Ps. respondendo á tua pergunta, desde muito novo, que Qualidade, foi uma escolha (dos meus pais, tambem minha) quer na educaçao, quer na vivencia, as minhas duas empresas refletem exactamente essa minha escolha!!![;)]
 
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