Tópico das pessoas ''queques'' I

Citação:
Originalmente Colocado por Fadista
Posso esta enganado, mas acho que existem as duas palavras, e são coisas diferentes [;)]

E ainda ha o Yoggi....

Bem, pelo que sei, em portugues, é ioga, por acaso digo yôga, mas ja me deram tanto na orelhas que ja consigo dizer ioga muitas vezes! yôga é mais em ingles! A minha prof de Yôga diz Yôga....

Yoggi é o praticante de yôga! :)
 
Eu pessoalmente acho piada as seguintes

Espelho --- Espalho
Coelho --- Coalho
Vermelho -- Vermalho


ENTRE OUTRAS

Isso é à lisboeta. [:D]

Aqui ninguém diz espêlho, coêlho ou vermêlho.

Creio que os dez anos do Ciberdúvidas, ainda há pouco celebrados, já permitem ver que a norma evolui de facto. A forma com a vogal fechada, isto é, "coêlho", era — e ainda é — considerada como mais corre(c)ta, porque era esse o timbre vocálico mais antigo. No entanto, em muitos diale(c)tos portugueses, há a tendência para ditongar essa vogal como um "âi" antes de uma consoante palatal: "coâilho" (coelho), "tâinho" (tenho), "cervâija" (cerveja), "fâicha" (fecha). Na fala lisboeta, que é tida como padrão (por muito controversa que seja esta perspectiva), o referido ditongo passa outra a vez a vogal, mas desta vez como o primeiro "â" de tâmara; temos assim "coâlho" e "tânho".

Que juízo normativo se pode aqui produzir? Durante muito procurou-se identificar uma única pronúncia corre(c)ta para cada palavra. Contudo, a expansão das línguas europeias acarretou a diversidade no espaço e a afirmação de normas locais. Por exemplo, no espaço de língua inglesa, contrapôs-se à norma da corte de Londres a norma criada nos Estados Unidos; no Brasil, nasceu um padrão lingu[ü]ístico que se diferenciava do padrão de Portugal. A consciência destes fa(c)tos levou também a encarar a variação de outra maneira e a falar em normas locais, respeitando-se mais as características diale(c)tais. Esta situação é notória no domínio da pronúncia, e em países como o Reino Unido já se admitem locutores que, dentro de certos limites, muitas vezes não explícitos, mantêm a pronúncia regional.

A(c)tualmente em Portugal, pode-se dizer com alguma segurança que a pronúncia com e fechado, "coêlho", é a mais marcada, ou seja, é uma pronúncia tida como conservadora e como não característica do padrão linguístico. Mas em 1911, quando se avançou com a reforma ortográfica que procurou dar coerência à escrita do português, seguiram-se critérios etimológicos e de prestígio diale(c)tal que impediram formas como "coailho" e "cervaija" de chegarem à grafia.

Tudo isto não significa que hoje tenhamos de ver a pronúncia mais moderna como um sinal de irremediável decadência da língua, nem que, porque é moderna, a tenhamos de adoptar cegamente. Se a intercompreensão é possível, se toda gente percebe que "coêlho", "coâilho" e "coâlho" são todas maneiras de pronunciar a mesma palavra, qual é a necessidade de escolher apenas uma como corre(c)ta? Considero, portanto, que estamos numa fase de transição, e que as três pronúncias de coelho são por enquanto aceitáveis.

http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=20759
 
Zizo apr:) [:)]


Uma coisa que acho muito importante desmistificar: as pessoas, por falarem assim mais esquisito (vulgo, como chamam por ai, à tia), não quer dizer que pertençam a um classe social diferente ou que se achem superiores! são tiques que se apanha! é um pouco da convivência!
 
Zizo apr:) [:)]


Uma coisa que acho muito importante desmistificar: as pessoas, por falarem assim mais esquisito (vulgo, como chamam por ai, à tia), não quer dizer que pertençam a um classe social diferente ou que se achem superiores! são tiques que se apanha! é um pouco da convivência!

Para mim essa os "queques" é por exemplo tar no supermercado e ver as mães a tratar os filhos assim:

"ó menino armando você esteja quieto que apanha" :sh)...
cada vez que ouço isto só me apetece rir á gargalhada... tratar um filho por você...
 
Por vezes ouve-se dizer:
Tamãe - em vez de também
Nachi - em vez de nasci
Nacher - em vez de nascer
Tá bem - em vez de está bem
Atão - em vez de então
etc, etc, etc...
 
Para mim essa os "queques" é por exemplo tar no supermercado e ver as mães a tratar os filhos assim:

"ó menino armando você esteja quieto que apanha" :sh)...
cada vez que ouço isto só me apetece rir á gargalhada... tratar um filho por você...

Por acaso também acho isso um bocado pindérico...
 
E é Diôgo que se diz,mas a gente aqui para cima não carrega tanto no ô,passa mais soft.[;)]

Exacto, não fui muito explícito mas era isso: há pessoas que carregam mesmo muito no "ô". Em vez de termos um simples "Diôgo" fica "Diôôôgo".
Digamos que se Diogo fosse escrito com acento circunflexo naturalmente, o segundo caso tinha que levar dois acentos circunflexos um em cima do outro [:D]
 
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