Eh pah! O que venho encontrar!... Livrem-se de desperdiçar um dos melhores prazeres da vida, como a sensação de se surfar por preços e custos. Grandes mitos se fabricaram por aí ao longo dos tempos... Pranchas há de tudo mas digam-me se acham caro, por exemplo, mandar shapar 1 prancha perfeita (i.e., a ideal para o nível de cada um) nova, por menos de 400 eur...um fato novo.. um 3.2, novo encontra-se a partir de 120-140 eur em saldos... surfem!!! pla vossa saúde! ...
Transformei-me quando comecei a surfar e hoje, com 30! (ahhh.. que desgraça) surfo mais e melhor que sempre... mas não posso descrever o indescritível...lembro-me de ouvir coisas como "Esta a ficar caramelo" dizia-me, a remar para fora, 1 dos meus surfistas preferidos numa das minhas ondas preferidas... Nao recordo quando foi, mas lembro-me, perfeitamente, do set que se armava a Norte e se preparava para rolar a 200 por hora pelo inside, desdobrando-se em ondas, pouco menos que perfeitas. ..Os ondes, quandos e porquês vem a boleia da imagem...como uma foto numa página duma revista.. O unico modo de reproduzir a experiência do surf é a vivencia. Tudo o resto, como as minhas palvaras, sao mero jogo de espelhos recriados numa imagem projectada de mim e do surf, do surf e de mim.. de mim com o surf.. Por isso, as mesmas vivências terão significados diferentes e isto enquanto significados semelhantes se podem traduzir por vivências diferentes. Parece confuso, mas o que fica desta teia fotogrâmica trata-se do que resta depois da imagem (como a areia molhada, a beira-mar, quando a espuma se retrai...) As imagens, essas, colam-me os momentos que me acolheram. Impressões que se seguem, desordenadas, em ritmo de recordação de ondas feitas, de instantes que congelam na água, texturas e rostos... a cores. O definhar do conforto que em vontade se torna, de partir para as ondas...num fim da rua ou num fim do mundo. Esperar que passe o set para remar para o outside, hoje, um modus operandus que nao escolhe onde, quando ou porquê ..e me fez até... (dassss... até doi a 1 piquinheiro como eu mas assumo)..tolerar o ter q estacionar o bólide sempre impecável, nos sítios mais empoeirados, atirar com inevitáveis carradas de areia lá pra dentro.. fazer um risco ou outro no forro da bagageira com a prancha... mas enfim... até isso vale