Pirilampos de Portugal, como nunca se viu...

Boas

Fotos desta viagem não tenho, mas posso pôr algumas sobre a viagem que fiz no ano passado.
Aqui fica uma pequena curiosidade:
Os pirilampos além de comunicarem por sinais luminosos, também o fazem através de feromonas. Já fiz um teste com fêmeas e machos e os machos mesmo sem contacto visual, conseguem detectar as fêmeas, embora com menos facilidade. As fêmeas têm um odor característico perceptível mesmo pelos humanos.
Existem espécies de vaga lumes que deixaram de comunicar por sinais luminosos ao longo de milhões de anos e apenas mantêm a luz na fase larvar, como adultos não brilham e apenas se detectam pelas ditas feromonas.
Daí que nem todas as espécies de vaga lumes brilhem ou pela menos na forma como conhecemos.

A Natureza é de uma simplicidade e eficácia extraordinária, assim comunicam entre si e poupam energia no aspecto luminoso, penso que se possa interpretar assim também[;)]
 
A Natureza é de uma simplicidade e eficácia extraordinária, assim comunicam entre si e poupam energia no aspecto luminoso, penso que se possa interpretar assim também[;)]

Ainda não foi feito um estudo conclusivo sobre o custo energético produzido para a emissão de luz no caso dos vaga-lumes, mas acredita-se que seja baixo, uma vez que a reacção metabólica exercida para a produção de luz é complexa mas muito eficaz simultâneamente. A luz do vaga lume apresenta 95/96% de eficácia em que apenas 4/5% são dispersados sob a forma de calor, enquanto por exemplo uma lâmpada normal, faz o inverso, perde sob a forma de calor 95/96% e apenas converte em luz, os tais 4/5%, ou seja tem muito menos eficácia.
 
Última edição:
Explicado, mas andei á procura do suplemento em Lisboa! (mas tb aqui se não me engano existe uma versão para a região Sul e outra para a região Norte), desde já agradeço a atenção Mayreles[;)]

De facto o JN tem três edições diferentes Porto, Norte e Sul, e sendo um jornal com expressão sobretudo no norte, de facto, a edição Sul é o "parente pobre" digamos assim... se o produto (neste caso a revista) não chega para a totalidade da edição, o primeiro sítio onde eles cortam é na edição Sul! [;)]
 
Explicado, mas andei á procura do suplemento em Lisboa! (mas tb aqui se não me engano existe uma versão para a região Sul e outra para a região Norte), desde já agradeço a atenção Mayreles[;)]

Penso que houve mais revistas que publicaram o encontro.
Vou perguntar.
O link sobre o encontro está agora a receber os textos sobre cada apresentação.
 
Ainda não foi feito um estudo conclusivo sobre o custo energético produzido para a emissão de luz no caso dos vaga-lumes, mas acredita-se que seja baixo, uma vez que a reacção metabólica exercida para a produção de luz é complexa mas muito eficaz simultâneamente. A luz do vaga lume apresenta 95/96% de eficácia em que apenas 4/5% são dispersados sob a forma de calor, enquanto por exemplo uma lâmpada normal, faz o inverso, perde sob a forma de calor 95/96% e apenas converte em luz, os tais 4/5%, ou seja tem muito menos eficácia. O pirilampo tem a enzima ( luciferase) e esta reage com o oxigénio ( luciferina), logo aí, os custos em princípio são pouco elevados.
Existem contudo casos únicos na natureza, verdadeiros quebra cabeças biológicos que nos deixam sempre confusos. Em casos destes está inserido o Phosphaenus hemipterus, a única espécie das 2000, que comunica-se por feromonas,não voa, tem hábitos diurnos, mas curiosamente, mantém actividade luminosa, mesmo na fase adulta. Raramente é vista durante a noite ( eu por acaso já a vi...). Mas é sabido que fêmea e macho comunicam apenas por feromonas. A luz provavelmente manteve-se por razões anti-predatórias.
Mas é uma espécie verdadeiramente contrária, a tudo um pouco, o que vemos na natureza.

Dá que pensar.


CAMR0LUF.jpg


Muito bom, a foto foi tirada próxima do pirilampo?

Espero no próximo mês pôr fotos com grande detalhe.

O link sobre o encontro está agora a receber os textos sobre cada apresentação.

apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)
 
De facto o JN tem três edições diferentes Porto, Norte e Sul, e sendo um jornal com expressão sobretudo no norte, de facto, a edição Sul é o "parente pobre" digamos assim... se o produto (neste caso a revista) não chega para a totalidade da edição, o primeiro sítio onde eles cortam é na edição Sul! [;)]

A nível de procura o JN pelo que vejo até tem uma boa saída aqui a Sul (é engraçado é ver na versão on line do JN os destaques a Sul e os a Norte) Mayreles[;)]
 
Voltei de uma viagem engraçada.
Estive na Marinha Grande e toda a gente ficava curiosa com os pirilampos, pois souberam que eu de noite ia fazer trabalho de campo.
Uma vez até juntei 7 pessoas e fomos lá todos para mata já quase às 23h lool!
Encontrámos alguns (3).
Dentro do parque de campismo, vieram alguns ter à luz do interior da tenda!
Um inclusive veio poisar na minha t-shirt!
Na armadilha de luz ( uso uma lâmpada led ligada com os fios a uma pequena bateria, (enfim puxei pela imaginação...)) também vieram ter alguns e reparei que vivem mesmo em pinhais que crescem em zonas arenosas como acontece no Pinhal de Leiria. A aridez parece que neste caso não foi determinante.
Depois a ver se transfiro fotos da viagem do ano passado e desta viagem à Marinha Grande para aqui.
 
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Dá que pensar.


CAMR0LUF.jpg


Muito bom, a foto foi tirada próxima do pirilampo?





apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)

A foto não consigo ver...

Embora ainda não seja oficial estou a pensar em criar uma rede de micro-reservas, em que pessoas que têm pirilampos nos seus terrenos ou jardins se comprometem a proteger estes admiráveis animais luminosos, usando de forma racional a luz, não usando pesticidas, protegendo a flora local, criar ou manter zonas húmidas, zonas rochosas ou manchas florestais, linhas de sebes, fazer cultivo biológico... Isto tanto pode ser feito por um silvicultor, bastando, que faço o uso habitual da floresta e que não use pesticidas, como por uma pessoa que tem um jardim e desliga as luzes exteriores do jardim para permitir a comunicação destes animais e mantem algumas rochas ou sebes decorativas que servem como locais de postura e abrigo.
Desta lista já constam 2 locais: Um em Ponte de Sôr ( olival e mata ribeirinha) o outro fica perto da Arrábida e é uma moradia com jardim biológico.
 
Aqui um up, como vai o trabalho de campo Firefly[:cool:]

Olá
Obrigadão pelo UP!

Vai bem, em Sintra ainda se vão vendo alguns, mas aqui pelas zonas baixas do leste da Estremadura já não se vêem ( já praticamente acabaram a sua fase de adultos, pois após desovarem, morrem pouco depois).
Na zona Oeste ainda se vêem muitos ( Ericeira).Em zonas mais secas e quentes aparecem mais cedo mas acabam mais cedo também.

Tenho reparado que em jardins bem irrigados pode haver um prolongamento da estação dos adultos em contraste com a aridez dos campos em redor, em que acabam mais cedo ( refiro em concreto à zona arenosa que fica junto à Serra da Arrábida).
Falta-me ir ao Algarve ( e mais centenas de sítios, mas é agora a prioridade), porque existem lá algumas espécies a precisar de confirmação, pois sabe-se que existe lá algo, mas não se sabe bem o que será. Falo inclusive de uma espécie gigante ( proporcionalmente claro).
Se alguém vir algo no algarve se quiser diga-me qualquer coisa, ou capture alguns exemplares para identificação. Um Engº Agrónomo capturou uns e apenas com fotos conseguimos identificar a espécie e pedimos a ele para os soltar ( ao qual ele acedeu prontamente).
A espécie rara que encontrei no Parque Natural da Serra de S.Mamede vai ser enviada para testes de ADN que serão feitos em UK.
Já tenho a minha versão pronta para o link.
O link está ainda a receber versões, como somos muitos e de muitas partes do mundo, a comunicação por mail, nem sempre é fácil.
 
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Olá
Obrigadão pelo UP ehehe!

Vai bem, em Sintra ainda se vão vendo alguns, mas aqui pelas zonas baixas do leste da Estremadura já não se vêem ( já praticamente acabaram a sua fase de adultos, pois após desovarem, morrem pouco depois).

Na zona Oeste ainda se vêem muitos ( Ericeira).Em zonas mais secas e quentes aparecem mais cedo mas acabam mais cedo também.

Entretanto dos ovos que tinha aqui já nasceram crias, que avidamente alimentam-se de caracóis ( confirmo que são excelentes exterminadoras de potenciais pragas).Até uma aranha não foi desprezada.

São também necrófagas ( as crias) além de tenazes caçadoras pois alimentam-se de invertebrados mortos, impedindo o desenvolvimento de epidemias.

Tenho reparado que em jardins bem irrigados pode haver um prolongamento da estação dos adultos em contraste com a aridez dos campos em redor, em que acabam mais cedo ( refiro em concreto à zona arenosa que fica junto à Serra da Arrábida).

Falta-me ir ao Algarve ( e mais centenas de sítios, mas é agora a prioridade), porque existem lá algumas espécies a precisar de confirmação, pois sabe-se que existe lá algo, mas não se sabe bem o que será. Falo inclusive de uma espécie gigante ( proporcionalmente claro).

Se alguém vir algo no algarve se quiser diga-me qualquer coisa, ou capture alguns exemplares para identificação. Um Engº Agrónomo capturou uns e apenas com fotos conseguimos identificar a espécie e pedimos a ele para os soltar ( ao qual ele acedeu prontamente).

A espécie rara que encontrei no Parque Natural da Serra de S.Mamede vai ser enviada para testes de ADN que serão feitos em UK.

Já tenho a minha versão pronta para o link.

O link está ainda a receber versões, como somos muitos e de muitas partes do mundo, a comunicação por mail, nem sempre é fácil.

Muito trabalho de campo e com bons resultados ao que parece[;)]
 
Muito trabalho de campo e com bons resultados ao que parece[;)]
Os resultados têm sido muito melhores do que o esperado.
Vim agora da Serra de Monchique e não vi nada, mas contou-me um holandês que eles estiveram activos há umas 3 semanas atrás.
O incêndio nesta serra deixou sequelas, mas os sobreiros, adaptados ao fogo, aguentaram muito bem.
Debaixo das estevas já crescem os carvalhos nativos.
Em termos de vaga lumes é possível que o incêndio tenha feito muitos estragos.
Eu pessoalmente não vi mesmo nenhum.
 
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Recebi uma reportagem muito sólida dos arredores de Coimbra de uma inglesa que fala de um vaga lume que produz luz vermelha.
Sendo que o jardim está em sítio muito escuro e possui numerosas plantas exóticas, é possível que esta espécie tenha sido importada acidentalmente da América Tropical. Em Portugal são importadas numerosas plantas e numerosas aclimatam-se com alguma facilidade no exterior. Como já constatei, os vasos de terra transportam consigo autênticos mini-zoos, daí existe esta possibilidade. Contudo para tornar este achado válido já pedi para no caso de o verem tentarem capturá-lo para sabermos o que é.
As côres de luz conhecidas no pirilampo variam entre o azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Uma mistura entre estas também é possível e até existem pirilampos que produzem luz de 2 côres em simultâneo ( verde e vermelho) e laranja e amarelo.
Numerosas espécies estão por descrever, quem sabe existam mais côres.
Introduções acidentais acontecem, pois existem casos concretos: Lamprohiza splendidula ( mto provavelmente presente em Portugal) que entrou em Inglaterra, Phosphaenus hemipterus ( Terra Nova, Canadá), algumas espécies no Hawaii...
 
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Recebi uma reportagem muito sólida dos arredores de Coimbra de uma inglesa que fala de um vaga lume que produz luz vermelha.

Sendo que o jardim está em sítio muito escuro e possui numerosas plantas exóticas, é possível que esta espécie tenha sido importada acidentalmente da América Tropical. Em Portugal são importadas numerosas plantas e numerosas aclimatam-se com alguma facilidade no exterior. Como já constatei, os vasos de terra transportam consigo autênticos mini-zoos, daí existe esta possibilidade. Contudo para tornar este achado válido já pedi para no caso de o verem tentarem capturá-lo para sabermos o que é.

As côres de luz conhecidas no pirilampo variam entre o azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Uma mistura entre estas também é possível e até existem pirilampos que produzem luz de 2 côres em simultâneo ( verde e vermelho) e laranja e amarelo.

Numerosas espécies estão por descrever, quem sabe existam mais côres.

Introduções acidentais acontecem, pois existem casos concretos: Lamprohiza splendidula ( mto provavelmente presente em Portugal) que entrou em Inglaterra, Phosphaenus hemipterus ( Terra Nova, Canadá), algumas espécies no Hawaii...

Epá se houver fotos coloca aqui Firefly[;)]
 
http://www.rc.unesp.br/ib/biologia/bioluz/english page.htm

Esta espécie sul americana tem várias luzes verdes e uma vermelha junto a cabeça.
Quando perturbadas acendem as luzes verdes e a vermelha, mas quando se sentem à vontade apenas apresentam a luz vermelha.
Já foram vistas em árvores no Brasil, várias luzes vermelhas, que se pensa pertencerem a esta espécie. Este pirilampo além de muito brilhante é grande pois atinge os 6 cm ou mais.
Entretanto em Portugal outra pessoa avistou o tal vaga lume de luz vermelha, aguarda-se uma captura que aí sim torna este achado viável e passível de ser estudado.
 
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