A vergonha de um estado desumano... Estou sem palavras...

CADA Vez mais vejo q vivemos num pais à beira mar plantado, governado por uns bananas, comandados por um primeiro ministro que como diz a minha mulher - "É um menino birrento com pretenções a tirano, cujo idlo de infância deverá ter sido ou é o Salazar"
O problema não são só os bananas que nos governam.

Mas parece que esta família vai pôr o estado em tribunal.
 
Mais Do Mesmo, Infelizmente

Mais Do Mesmo, Infelizmente

deu há bocado e está a dar agora na sic.

mais duas professoras obrigadas a trabalharem com cancro...

Com cancro e obrigadas a trabalhar
Escolas [arquivo]
Depois da professora de Aveiro e do professor, que entretanto faleceram, surgem agora novos casos. CGA negou reforma a mais duas professoras com cancro. E a uma delas sugeriu que se «fizesse uma limpeza aos ouvidos e arranjasse os dentes ficaria muito bem».

in PortugalDiário

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aqui está mais completo:

Professora com cancro regressa à escola após recusa de reforma
ilustração: neno


Fernando Basto

É mais um caso de uma professora que sofre de cancro e que a Caixa Geral de Aposentações (CGD) quer ver de volta à escola. O carcinoma tomou-lhe a nasofaringe e os tratamentos de quimioterapia e radioterapia a que foi submetida deixaram-lhe sequelas graves - confirmadas por especialistas em oncologia -, que a impedem de leccionar. Já fez dois pedidos de aposentação e ambos foram recusados. Na última junta médica a que foi sujeita, sugeriram-lhe - de forma quase insultuosa - que lavasse os ouvidos, arranjasse os dentes e fosse trabalhar. Certo, para já, é que em Fevereiro a professora deverá, obrigatoriamente, regressar à sala de aula.

Aceitou falar do seu caso ao JN sob anonimato. E compreende-se tem receio - com base em casos recentes - de vir a sofrer ainda mais do que já sofre com a doença que a atingiu. Ela e o marido, igualmente funcionário público. Permite apenas que se diga que é professora do 1.º Ciclo, em Cabeceiras de Basto.

Em Maio de 1998, foi-lhe diagnosticado um carcinoma na nasofaringe. Nos dois primeiros anos, esteve dispensada da actividade lectiva. Os tratamentos a que foi submetida tiveram consequências graves. Hoje, para falar, é obrigada a beber constantemente, tem dificuldades de audição e ficou com alterações permanentes na dentição. Poucos dentes lhe restam e a depauperação da estrutura óssea não lhe permite colocar implantes.

Pedidos sucessivos

Em Setembro de 2004, fez o primeiro pedido de aposentação ao abrigo do Decreto-Lei 173/2001. Trata-se de uma legislação que confere condições especiais de aposentação às pessoas que sofram de doença do foro oncológico, esclerose múltipla e paramiloidose familiar que, "pela sua gravidade e evolução, originam, com acentuada rapidez, situações invalidantes".

Sujeita a junta médica, e apesar dos relatórios do Instituto Português de Oncologia do Porto, a CGA indeferiu o pedido.

A professora teve de recorrer a atestado médico, já que não estava em condições de saúde para regressar à escola. As faltas são justificadas ao abrigo do Decreto-Lei 179/89, que durante o máximo de 36 meses lhe permite faltar, devido a doença incapacitante.

"Para confirmar estas faltas, eu ia com frequência às juntas médicas da Direcção Regional de Educação do Norte e os médicos não compreendiam como era possível, com a minha doença e nas minhas condições, que a CGA não me desse a aposentação", referiu.

Em Setembro de 2005, voltou a fazer o pedido de aposentação por incapacidade, mas sem recorrer à legislação especial anteriormente referida. "Como a lei bonifica o tempo de serviço, acrescendo-o em mais 50%, julguei que se pedisse a aposentação pelo regime normal obtivesse-a mais facilmente. O que eu não podia era regressar à escola, não tenho condições de voltar a dar aulas", salientou.

Contudo, nem assim viu o seu pedido deferido. Aconselhada por um advogado, a professora fez o pedido de junta médica de revisão, tendo, para tanto, juntado relatórios clínicos de oncologia que atestavam a gravidade da doença e das sequelas. Em resposta, a CGA admitiu uma nova junta médica, mas sem a sua presença. Ao mesmo tempo, foi-lhe designado um otorrinolaringologista para um exame médico. "Fui à consulta e o médico mal olhou para mim. No final, disse que eu fizesse uma limpeza aos ouvidos e arranjasse os dentes que ficaria muito bem!", revelou. Como consequência,a CGA voltou a indeferir-lhe o pedido de aposentação.

"Os 36 meses de faltas que posso dar estão a chegar ao fim e em Fevereiro tenho de regressar à escola", explicou. A professora não sabe como vai dar aulas, ainda por cima a crianças de tenra idade. "Se voltar à sala de aula, tenho a certeza de que os alunos e os pais vão ser os primeiros a fazer barulho para me ver fora dali, porque não estou em condições de saúde para voltar a ensinar. E qualquer pessoa que olhar para mim apercebe-se facilmente disso, bem antes de saber do mal de que padeço", referiu.

Como última tentativa, a professora voltou, na passada segunda-feira, a apresentar mais um pedido de aposentação. Segundo disse ao JN, gostava de ter melhor sorte do que tiveram os dois professores que, recentemente, morreram com doença idêntica.

Recorde-se que, em Junho, uma professora de Aveiro morreu com uma leucemia e, em Janeiro, um professor de Braga morreu com um cancro. Ambos tinham pedido a aposentação, que foi recusada pela CGA.

SIC acrescenta novo caso

Depois de num mês serem conhecidos dois casos de professores doentes que morreram no activo por recusa da reforma antecipada, começam a surgir situações idênticas de docentes que são obrigados a trabalhar com a saúde debilitada.

Além do caso que o JN conta nesta página, a SIC noticiou, ontem à noite, que uma professora de 60 anos da Escola Francisco Torrinha, no Porto, vítima de cancro da mama, já viu por duas vezes ser-lhe negado o pedido de reforma antecipada. Os três relatórios médicos a atestar que nunca mais pode trabalhar foram ignorados pela junta médica da Caixa Geral de Aposentações. Depois de tratamentos de radio e quimioterapia, a docente, que contou o caso sem se identificar, pediu, em 2006, a reforma, mas a junta médica, composta por especialistas em reumatologia, considerou que não se justificava a atribuição de incapacidade permanente. A professora está de baixa até Abril de 2008, mas caso não consiga a reforma antecipada terá de voltar a leccionar.
 
Continua-se a morrer a trabalhar.

E há quem nos acuse de sermos calões e preguiçosos, de pouco produtivos e de sermos altamente remunerados ou privilegiados.

Triste país...
 
Continua-se a morrer a trabalhar.

E há quem nos acuse de sermos calões e preguiçosos, de pouco produtivos e de sermos altamente remunerados ou privilegiados.

Triste país...
É pena que num tópico de uma natureza tão triste continues com as tuas demagogias.

E por respeito com o teor deste tópico, por aqui me fico.
 
É pena que num tópico de uma natureza tão triste continues com as tuas demagogias.

E por respeito com o teor deste tópico, por aqui me fico.
Podias contribuir, com respeito ao tema do tópico em vez da habitual demagogia.

A triste verdade é que se morre a trabalhar neste país, mesmo quando se é perfeitamente saudável, principalmente pela carga de trabalho, pelos anos excessivos, pelas más condições é desta triste verdade que muitos não querem que se fale.


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É a triste realidade do país que temos, que resulta da incompetência de sucessivos governos.

Já era altura de alteração...


Governo já aprovou três alterações

O Governo vai continuar a fazer uma avaliação do trabalho das juntas médicas, mas já aprovou três alterações, anunciadas por Pedro Silva Pereira, que vão entrar em vigor assim que forem publicadas no Diário da República.

Na sequência dos resultados da auditoria às juntas médicas, após a polémica relacionada com professores com cancro que foram obrigados a trabalhar, o ministro anunciou as medidas tomadas pelo Governo para aperfeiçoar este sistema.

Entre as iniciativas legislativas hoje aprovadas, Pedro Silva Pereira referiu que as juntas médicas que decidem nos processos de aposentação da Caixa Geral de Aposentações «passam a ser integralmente constituídas por médicos».

Actualmente, os médicos tinham dois dos três elementos de cada junta médica, mas agora o decreto garante que os elementos são todos médicos.

Pedro Silva Pereira referiu depois que o diploma agora aprovado prevê a existência de «uma consulta do requerente, que não existia no actual procedimento, porque se baseava essencialmente na apreciação documental».

Por outro lado, segundo o Governo, haverá uma revisão do sistema de recurso das decisões das juntas médicas.

«O novo sistema de recurso garante que o pedido é apreciado por médicos diferentes do que intervieram na junta médica inicial», apontou.

Neste ponto, há ainda a referir que o requerente «tem direito a indicar um médico» para integrar a equipa que procederá à análise do recurso.

Pedro Silva Pereira fez ainda questão de salientar que as alterações aprovadas «estão já em condições de serem adoptadas e aplicadas», tendo em vista «garantir a qualidade e o rigor técnico» das decisões adoptadas pelas juntas médicas, de maneira a evitar os recentes casos.

Juntas da PSP e GNR também vão ser abrangidas

Pedro Silva Pereira anunciou ainda que as leis orgânicas da PSP e da GNR também vão contemplar alterações idênticas às que foram introduzidas na composição e critérios de funcionamento das juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações.

O ministro da presidência reconheceu que «está identificado um problema semelhante em relação ao regime jurídico aplicável aos procedimentos de aposentação antecipada dos agentes da PSP e da GNR».

«O Governo já transmitiu à Assembleia da República que se manifesta favorável a alterações nas leis orgânicas da GNR e da PSP, diplomas que se encontram pendentes no Parlamento», declarou Pedro Silva Pereira.

TSF
 
O que me incomoda, para além do factor desumano de por pessoas incapacitadas a trabalhar, é o facto de haver milhares de professores no desemprego que poderiam facilmente substituir estas pessoas, que padecem destas doenças!
 
É a triste realidade do país que temos, que resulta da incompetência de sucessivos governos.

Já era altura de alteração...

Pára lá de varrer pra debaixo do tapete e empurrar o assunto para "sucessivos governos" e fazer eco das palavras sempre esperançosas de quem diz que vai, finalmente resolver o assunto.



Isto é demasiado grave, demasiado sério, demasiado desumano!

Pobres dos que partiram em sofrimento e agonia. É revoltante.

Mais, a ministra da educação afirmou que já conhecia a situação.
Ora se a conhecia, não a transmitiu ao PM, que entretanto se mostrou "profundamente chocado?"...

Tudo isto é vergonhoso. Parecemos um país do terceiro-mundo.
 
O problema não é em quem votamos!!! O problema é da ***** que está á frente destas instituições, ***** são as leis, ***** são casos destes existirem e acontecerem, ***** é possivelmente se falar do caso agora mas depois ser tapado por um pedragulho!!!!!!! ***** é a capacidade de continuarmos a fazer ***** atrás de *****, essa é a grande *****! A ***** é que não tem fim à vista!!!


Eu sei o que isto precisava mas não digo pk seria cruxificado!!
 
o problema esta nas juntas medicas que muitas vezes nao sabem o que estao a fazer um gajo ta mal da cabeça e mandam um ortopedista [8b] [8b] [8b] enfim e neste triste pais que temos de viver :sh)
 
o problema esta nas juntas medicas que muitas vezes nao sabem o que estao a fazer um gajo ta mal da cabeça e mandam um ortopedista [8b] [8b] [8b] enfim e neste triste pais que temos de viver :sh)


Mas ainda pensas que não sabem o que estão a fazer?!?!?! O problema é exactamente esse, é que sabem perfeitamente o que estão a fazer!!!!

O ridúculo é qé 1 ADMINISTRATIVO que tem a palavra final, e aí os €€€€ são MUITO importantes!!! Mas depois é só FDP de deputados e gestores com tachos q acumulam reformas!!! Isto é democracia!?!!?!? Mais vale assumiramos o que praticamos, ANARQUIA!!
 
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