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GOLPES PLANEADOS E SEM PERCALÇOS Mais um banco assaltado pelo gangue das perucas
Marta Ferreira</B>
A agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Vermoim, na Maia, foi assaltada ontem, à hora do almoço, aumentando assim para quatro o número de assaltos a bancos ocorridos, este mês, na zona do Grande Porto. Supõe-se, pelo modo de actuação, que todos tenham sido praticados pelo mesmo grupo.
O assalto de ontem à CGD ocorreu por volta das 12.50 horas e durou cerca de 20 minutos, o tempo suficiente para poderem abrir o cofre e levar o dinheiro. Os assaltantes entraram no banco usando óculos escuros, lenços na cara e perucas, munidos de armas que usaram para ameaçar funcionários e clientes, alguns dos quais entraram já depois do assalto ter começado. Mesmo assim ainda tiveram alguns cuidados adicionais. "Deitaram um spray na câmara de vigilância", denunciou uma das testemunhas ao JN, salientando o cuidado que estes homens tiveram em proteger a sua identidade.
Segundo os testemunhos, os assaltantes eram dois homens altos, aparentando ter 30 anos de idade. O seu modo de vestir e de se movimentar chamou a atenção de alguns comerciantes da zona que só deram conta do assalto quando já tudo estava terminado.
"Estava a olhar lá para fora e reparei num homem alto de blusão e óculos escuros que levava uma mochila e estranhei", contou ao JN a proprietária do café contíguo à agência bancária, aludindo ao facto de não conhecer o indivíduo e de, estranhamente, este trazer óculos escuros num dia de chuva. A suspeita depressa foi confirmada quando minutos depois uma das funcionárias do banco entrou no café. Estava "bastante nervosa" e disse que a CGD tinha "acabado de ser assaltada" por dois indivíduos que tinham as mesmas características do homem avistado por volta das 13,10 horas, ou seja, no final do assalto.
Por sua vez, uma das funcionárias de uma lavandaria, também próxima da agência bancária, avistou já os dois presumíveis assaltantes juntos a passarem em frente ao estabelecimento comercial, à mesma hora. Deu a mesma descrição dos suspeitos e acrescentou que reparou neles por "levarem duas mochilas e andarem com muita pressa".
Contudo, os assaltantes actuaram com muita tranquilidade e com muita discrição. Os proprietários de lojas circundantes não deram por nada. "Só soube do assalto quando uma amiga minha tentou levantar dinheiro e lhe disseram que o banco tinha sido assaltado", contou ao JN a dona de uma loja de móveis que, apesar de o assalto ter sido "mesmo ali ao lado", não deu por nada.
Este já é o quarto assalto ocorrido desde o dia 15 deste mês, todos eles presumivelmente praticados pelo mesmo grupo. O "gangue dos bancos" actua sempre da mesma forma, à mesma hora do dia e com particularidades que o distinguem, nomeadamente os disfarces utilizados.
Tranquilidade e discrição, sem violência
Todos os assaltos foram realizados de forma tranquila e aparentemente sem pressas. Apesar de usarem armas, os assaltantes nunca terão recorrido à violência para levar a cabo os seus intentos.
Muitas cautelas e eficiência máxima
Outra característica do grupo tem a ver com as cautelas de que se faz rodear. Um dos exemplos, segundo testemunhos, aconteceu ontem, quando um deles aplicou um spray numa câmara de vigilância, anulando qualquer hipótese de identificação pelas imagens.
Mais seis assaltos sob suspeita
A Polícia está a investigar eventuais liga ções deste grupo a mais seis assaltos ainda por explicar, ocorridos na Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Trofa.
Marta Ferreira</B>
A agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Vermoim, na Maia, foi assaltada ontem, à hora do almoço, aumentando assim para quatro o número de assaltos a bancos ocorridos, este mês, na zona do Grande Porto. Supõe-se, pelo modo de actuação, que todos tenham sido praticados pelo mesmo grupo.
O assalto de ontem à CGD ocorreu por volta das 12.50 horas e durou cerca de 20 minutos, o tempo suficiente para poderem abrir o cofre e levar o dinheiro. Os assaltantes entraram no banco usando óculos escuros, lenços na cara e perucas, munidos de armas que usaram para ameaçar funcionários e clientes, alguns dos quais entraram já depois do assalto ter começado. Mesmo assim ainda tiveram alguns cuidados adicionais. "Deitaram um spray na câmara de vigilância", denunciou uma das testemunhas ao JN, salientando o cuidado que estes homens tiveram em proteger a sua identidade.
Segundo os testemunhos, os assaltantes eram dois homens altos, aparentando ter 30 anos de idade. O seu modo de vestir e de se movimentar chamou a atenção de alguns comerciantes da zona que só deram conta do assalto quando já tudo estava terminado.
"Estava a olhar lá para fora e reparei num homem alto de blusão e óculos escuros que levava uma mochila e estranhei", contou ao JN a proprietária do café contíguo à agência bancária, aludindo ao facto de não conhecer o indivíduo e de, estranhamente, este trazer óculos escuros num dia de chuva. A suspeita depressa foi confirmada quando minutos depois uma das funcionárias do banco entrou no café. Estava "bastante nervosa" e disse que a CGD tinha "acabado de ser assaltada" por dois indivíduos que tinham as mesmas características do homem avistado por volta das 13,10 horas, ou seja, no final do assalto.
Por sua vez, uma das funcionárias de uma lavandaria, também próxima da agência bancária, avistou já os dois presumíveis assaltantes juntos a passarem em frente ao estabelecimento comercial, à mesma hora. Deu a mesma descrição dos suspeitos e acrescentou que reparou neles por "levarem duas mochilas e andarem com muita pressa".
Contudo, os assaltantes actuaram com muita tranquilidade e com muita discrição. Os proprietários de lojas circundantes não deram por nada. "Só soube do assalto quando uma amiga minha tentou levantar dinheiro e lhe disseram que o banco tinha sido assaltado", contou ao JN a dona de uma loja de móveis que, apesar de o assalto ter sido "mesmo ali ao lado", não deu por nada.
Este já é o quarto assalto ocorrido desde o dia 15 deste mês, todos eles presumivelmente praticados pelo mesmo grupo. O "gangue dos bancos" actua sempre da mesma forma, à mesma hora do dia e com particularidades que o distinguem, nomeadamente os disfarces utilizados.
Tranquilidade e discrição, sem violência
Todos os assaltos foram realizados de forma tranquila e aparentemente sem pressas. Apesar de usarem armas, os assaltantes nunca terão recorrido à violência para levar a cabo os seus intentos.
Muitas cautelas e eficiência máxima
Outra característica do grupo tem a ver com as cautelas de que se faz rodear. Um dos exemplos, segundo testemunhos, aconteceu ontem, quando um deles aplicou um spray numa câmara de vigilância, anulando qualquer hipótese de identificação pelas imagens.
Mais seis assaltos sob suspeita
A Polícia está a investigar eventuais liga ções deste grupo a mais seis assaltos ainda por explicar, ocorridos na Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Trofa.