França: Tratamento por você obrigatório

Chamou de escumalha aos vândalos, aos criminosos que incendiavam carros, qual é a relação com o caso?

mau, querem ver que acordei noutro planeta.

A minha resposta foi a esta frase:
"Gostava de ver este sujeito dizer isto à frente dos jovens problemáticos dos suburbios Parisienses."

Ora como é sabido muitos destes jovens problemáticos são vândalos arruaceiros e arrastam essa violência para as escolas, donde se destaca o não respeito pelos professores.
 
Alguns prof's, assim como alguns pais esqueceram-se que a relação professor/aluno e pai/filho é, não uma relação de igualdade, mas sim uma relação de subordinação dos 2ºs para com os 1ºs .....

Ok, venham daí com as caçadeiras ......[:D]

apr:)

Eu trato os meus pais por você, eles tratam-me por tu.
Os meus filhos vão tratar-me por você e eu vou trata-los por tu.

Nem eu nem os meus pais somos benzocas. É uma questão de respeito.
Há patamares geracionais que têm que ser respeitados e eu nunca serei o melhor amigo dos meus pais.
Sou mais que isso - sou filho - e eles estão "à frente" dos meus amigos - são meus pais.

Estes psicólogos liberais é que exageraram na dose e quiseram passar do generation-gap para uma espécie de no-generation.
 
Santa ignorância... Cada vez mais os professores são despojados de toda e qualquer autoridade, de todo e qualquer direito a dar notas negativas, com condições de trabalho cada vez piores, e ainda tens a lata de dizer essas barbaridades? Que conheces tu desta realidade?

CONHEÇO e sublinho o que digo. Ou será que não tens competências para gerir um grupo com as técnicas que aprendeste? (não sou professor...)

Os professores que assumam a sua responsabilidade no seu espaço.


O que é que tem a ver autoridade com respeito???? Não tens o mesmo conceito que eu. Autoridade conquista-se o reconhecimento a quem a deve reconhecer não se impõe.
 
mau, querem ver que acordei noutro planeta.

A minha resposta foi a esta frase:
"Gostava de ver este sujeito dizer isto à frente dos jovens problemáticos dos suburbios Parisienses."

Ora como é sabido muitos destes jovens problemáticos são vândalos arruaceiros e arrastam essa violência para as escolas, donde se destaca o não respeito pelos professores.

Não concordo, uma coisa não está necessariamente relacionada com outra, não é por se viver num bairro pobre e/ou problemático que deveremos ser criminosos.

O que o Sarkozy disse em relação aos criminosos da altura foi plenamente justificado (na minha opinião) assim como também penso não se estar a referir a todos os jovens dessas zonas quando fez esse comentário. é preciso saber separar o desfavorecido e o criminoso, temos sempre tendência a meter tudo no mesmo saco, mas isso sim, é a maior das injustiças.

O que se nota nas escolas é outra coisa, e não é só da parte dos ditos "vandalos", mas sim de todos os que estejam desmotivados e/ou com dificuldades sérias seja em casa seja noutros locais. Mas uma coisa é certa, o facilitismo e o deixar andar, NUNCA foi solução, a escola é um lugar onde as regras e o respeito por uns e por outros devem de ser respeitados/as
 
Última edição:
a minha resposta até foi em relação à coragem do Sarcozy. Acho que este tipo tem coragem para muito mais dado o estado de declinio da França.

O pior que lhe pode acontecer é não ser reeleito quando se recanditar.
 
apr:)

Eu trato os meus pais por você, eles tratam-me por tu.
Os meus filhos vão tratar-me por você e eu vou trata-los por tu.


Nem eu nem os meus pais somos benzocas. É uma questão de respeito.
Há patamares geracionais que têm que ser respeitados e eu nunca serei o melhor amigo dos meus pais.
Sou mais que isso - sou filho - e eles estão "à frente" dos meus amigos - são meus pais.

Estes psicólogos liberais é que exageraram na dose e quiseram passar do generation-gap para uma espécie de no-generation.

Discordo profundamente!!

Que distanciamento!! Afinal convivem todos os dias!! E o respeito não vem das palavras "tu" e "você"... Vem das atitudes e da utilização de palavras respeitosas!

Acho um exagero ridículo essa noção de respeito entre familiares, imposto por 2 palavras, que não passam disso mesmo, palavras!

Eu sentia-me mal se os meus filhos me tratassem por você!![;)]
 
O você também não uso. Uso mais o Sr. ou a Srª ou Dona.
Claro que não estou a falar de professores, mas sim do relacionamento dia-a-dia em termos profissionais. E sempre que possivel essas expressões seguidas do nome ....

Dona não uso... Acho deselegante.

Senhor, senhora...

Ou então chamo o 1º nome, com o devido respeito.[;)]
 
O homem tem tomates, isso ninguém pode negar.

Mas já agora, deixo a minha experiência e o choque que tive ao passar do ensino francês para o português...

Já foi há alguns anos, mas as coisas cá não se alteraram muito.

Lá, além de tratar o professor com respeito, tínhamos que permanecer de pé enquanto o professor não nos mandasse sentar, era a regra, e não fazia comichão a ninguém.

Quando passei para Portugal, as diferenças eram muitas... O tratamento dos professores era muito mais informal, a entrada nas salas caótica, e pasmem-se, até havia gente a chegar atrasada! Inacreditável! Nunca antes tinha visto tal coisa...

Há uns anos atrás, o ensino francês era muitíssimo mais rígido que o português, hoje sinceramente não sei como anda aquilo, mas o nosso vai de mal a pior.
 
Discordo profundamente!!

Que distanciamento!! Afinal convivem todos os dias!! E o respeito não vem das palavras "tu" e "você"... Vem das atitudes e da utilização de palavras respeitosas!

Acho um exagero ridículo essa noção de respeito entre familiares, imposto por 2 palavras, que não passam disso mesmo, palavras!

Eu sentia-me mal se os meus filhos me tratassem por você!![;)]

Não os trato por "você", trato por "Pai" e "Mãe". [;)]
Aliás, não uso a palavra "você" com ninguém porque considero deselegante. As pessoas têm nome e quando não sei é "Senhor/a".

Eu não tenho distanciamento algum, fui educado assim e tenho uma relação excelente com eles.
Não tenho qualquer inibição e não tenho traumas de infância. [:D]
 
Não os trato por "você", trato por "Pai" e "Mãe". [;)]
Aliás, não uso a palavra "você" com ninguém porque considero deselegante. As pessoas têm nome e quando não sei é "Senhor/a".

Eu não tenho distanciamento algum, fui educado assim e tenho uma relação excelente com eles.
Não tenho qualquer inibição e não tenho traumas de infância. [:D]

Yah, isso advém das educações...[;)]

Eu, como fui habituado a tratar por tu, seria incapaz de pedir aos meus filhos que me tratassem assim...Sentia-me mal...[:D]
 
Tu não deves estar a par do mundo das escolas

nao deve estar mesmo. ainda no outro dia uma aluna de 4s e 5s tratou-me por tu.eu deixei-a acabar de falar, depois disse que nao era TU. ela modificou e disse O PROFESSOR. mas alguém que vá ao meio do porto, gaia, etc que se vê bem o que lá acontece e como é que eles tratam os profs. nem o nome deles sabem, quanto mais tratá-los decentemente. [8b]

VOCÊ é 1 bocado labrego, apesar de quase toda a gente falar assim. nao é por mal, é mais uma normalidade as pessoas tratarem-se assim. caiu no uso. [:D]
 
Desde da 1ª classe até ao 9º ano, andei num Externato em Lisboa, em que tinha de me levantar quando o professor entrasse na sala.

Depois havia uns habitos mais rigorosos, como o de não podermos mascar pastilhas, jogar à bola (pois o recinto era um tanto ou quanto pequeno), etc..

E confesso que não me fez mal nenhum, estas "regras de respeito"!
 
é labrego porque a labregada apropriou-se da expressão. nos antigamentes (e aínda hoje) os familiares na nobreza tratavam-se por você. era por deferência mas na qual existia uma intimidade muito grande.

agora um tipo que não se conheçe de lado nenhum chegam logo com você isto você aquilo.

às vezes até acho que nem fazem por mal.
 
Não estava a ser irónico. [;)]

O que quis dizer é que a forma de tratamento parametriza o respeito no relacionamento.
Se no 1º dia de aulas o Prof dá abertura para que o tratem por "tu" é claro que vai acabar o ano a ser praxado pelos alunos.

A minha mulher é professora, vou tomando conhecimento de algumas coisas. Essa regra é elementar para ela - nos primeiros 2 meses, disciplina férrea para "peneirar" o pessoal. Depois analisa cada turma, identifica o problemáticos e adapta o comportamento - não os trata todos de forma igual, mas sempre por "você" e exige reprocidade.

Não sou professor, mas conhecendo-a não me parece dificil definir padrões de respeito. É claro que há sempre os mais problemáticos, dominadores da turma que tentam minar o relacionamento - por isso é que este trabalho tem que ser feito desde o primeiro dia, para os isolar.

Ora bem!
 
Dona não uso... Acho deselegante.

Senhor, senhora...

Ou então chamo o 1º nome, com o devido respeito.[;)]

Não é deselegante.

Srª Dona ..... é mais elegante do que apenas Srª.

Não posso chamar a uma pessoa que não conheço apenas pelo 1º nome.
Ou é D. Maria ou Srª D. Maria ..... nunca Maria.....
 
Não os trato por "você", trato por "Pai" e "Mãe". [;)]
Aliás, não uso a palavra "você" com ninguém porque considero deselegante. As pessoas têm nome e quando não sei é "Senhor/a".

Eu não tenho distanciamento algum, fui educado assim e tenho uma relação excelente com eles.
Não tenho qualquer inibição e não tenho traumas de infância. [:D]

Isso.
A única diferença é que as minhas filhas tratam-nos por tu.
Mas quando é necessário não deixam de saber quem manda....
 
Não posso chamar a uma pessoa que não conheço apenas pelo 1º nome.
Ou é D. Maria ou Srª D. Maria ..... nunca Maria.....
O que mais oiço é "Seudona" [:)]

Quanto à lei francesa, bem, desconheço a realidade francesa, mas em Portugal seria absurdo aplicar-se, por algumas razões:
- Não é o estado que deve dar educação às pessoas, por muito estado-pai, estado-mãe, ou estado-tio-avô que seja...
- Em Portugal, só um aluno muito marginal trata os professores por tu, salvo algumas excepções, como por exemplo, o professor criar com os alunos uma certa intimidade extra-escola (nos alunos mais velhos) ou extra-faculdade, o professor admitir que o tratem por tu, ou já conhecer o professor de outros andanças onde já o tratava por tu.

Conheço uns quantos exemplos de relação prof-alunos em que se tratavam pelo nome próprio, e algumas vezes por tu, e nunca ninguém viu nisso falta de respeito, apenas uma intimidade saudavel.

Mas já sabe que cá, o tratamento faz muita confusão, é o Vossa Excelência, é o Senhor Doutor, é o Senhor Engenheiro, o Excelentissimo, o Sua Santidade (no caso do Pinto da Costa), o Reverendissimo, bla bla bla bla. Tretas. Se me tratarem por tu, não me faltam ao respeito, agora se me disserem "O Sr. Mob que vá ingerir excremento bovino", é bonito, sou tratado com respeito e educação, mas mandam-me comer ***** de boi à mesma. Metam na cabeça que o respeito não está no "Tu/<Nome>" nem no Você", está a seguir à palavra usada.
 
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