Publicação: 20-04-2007 14:50 | Última actualização: 20-04-2007 15:24
SIC
Cães perigosos
Donos são muitas vezes culpados da violência dos animais
Têm aumentado os casos de cães considerados perigosos que atacam pessoas, nalguns casos os próprios donos. No episódio mais recente e mais dramático, uma mulher morreu vítima de quatro rotweiller. A SIC foi conhecer melhor esta raça que conquista cada vez mais admiradores em Portugal.
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O ar ameaçador e possante dos rotweiller assusta muitas vezes os que estão menos habituados com a raça. É natural. Este é um cão que pode pesar várias dezenas de quilos e que tem uma força na mandíbula comparável aos grandes felinos. Em caso de ataque, o esmagamento de ossos é uma forte possibilidade. Mas os rotweiller não são cães maus. O problema é que muitas vezes têm maus donos.
Dono de uma forte personalidade, o rotweiller é um cão que precisa desde muito cedo de uma disciplina rígida, mas sem violência. É um animal que testa o dono em permanência e que tem um forte sentido de dominância. É preciso explicar-lhe desde o primeiro dia que, na família, tal como na matilha, há prioridades que nunca se podem violar.
As notícias de ataques dos cães chamados perigosos são uma constante. O último aconteceu às portas de Lisboa: quatro rotweiller mataram uma mulher durante um ataque. Neste caso houve um erro crasso do dono, deixou que os cães desenvolvessem um espírito de matilha.
O rotweiller é um cão talhado para a actividade policial, pode ser usado em busca e salvamento, detecção de estupefacientes ou em actividades de intervenção que exijam controlo de actos violentos.
Bin é hoje um cão equilibrado, mas nem sempre foi assim, mordeu a dona e foi entregue à PSP.
Salvou-se de ser abatido e ganhou uma personalidade mais sociável, depois de ser educado de forma correcta.