Reflexão : o estado da Indústria Automóvel

Eu ? Eu não...e repara, conheço bastante bem a Citroên como deves calcular. Agora, mesmo conhecendo bem, prefiro ainda dar mais valor a um colega meu que está há ano na Peugeot...mas têm 10 anos de Citroên....

O que dizes faz sentido em modelos que são contruidos em parceria, agora no global, nada têm haver...e essa diferença vai aumentar ainda mais...o 207 é o primeiro expoente disso...

Logico que existem coisas comuns...

Não sei se será bem assim. A plataforma do 207 não vai ser a do futuro C3?
 
[:D]

Fazemos assim então :

Explica-me = Mostra-me, tua a mim, os números e as notícias, em que exceptuando o Grande Grupo (= muitas Marcas) General Motors, todos os outros estão de perfeita saúde financeira e sem risco de sofrerem "Ataques".


Uma Ajuda, para que não digas que estou "apenas a passar-te a bola" :

Sabes porque razão a Porsche já adquiriu 30% do Grande Grupo VW ?

R : Para evitar que o mesmo possa sofrer uma OPA Hostil - após a alteração de uma Lei Interna Proteccionista (tal como na nossa PT) imposta pela UE - por parte de investidores de risco e especuladores, para desmantelamento...

[;)]

Começando pela Toyota, 2º construtor mundial, já viste algum notícia referente à sua debilidade como Grande construtor?
Não de certeza absoluta.
A única que ainda não tenho grande informação é a Ford, mas se descobrisse alguns nºs poderiamos tirar alguma conclusão. Não é pelo facto desta ter em asta pública a Aston Martin e a jaguar que está em crise.
Que eu saiba, estas duas marcas nunca foram "potes de ouro", principalmente a jaguar pois a ideia que tenho é que a AM vende o que produz. Posso estar enganado.
A Renault-Nissan vai bem. Apresenta novos modelos a cada ano, cada vez melhores com melhor qualidade, a Nissan está a passar de algum anonimato que tinha outrora, bem como a Infiniti e a própria Dacia que até há bem pouco tempo ninguém conhecia. A Samsung é um mundo á parte.Apresentou novos e bons lucros pelo que ainda vi noutro dia (estou a procurar onde li isso), por isso, está bem actualmente.
A Honda nos últimos anos tem crescido a olhos vistos.
Ainda me lembro da época de festejos há uns 4 ou 5 anos atra´s quando passou a PSA e assim se manteve.
Como vês, de entre os grands grupos, os únicos que poderão estar débeis são os VW e Ford (sem falar na GM).
E ainda quanto à VW e Ford, ainda terei que ler mais sobre isso.
 
Não sei se será bem assim. A plataforma do 207 não vai ser a do futuro C3?
Vamos la ver, são duas marcas do mesmo grupo, é natural que partilhem componentes, agora cada vez mais vão se afastar e ter filosofias diferentes...

Se calhar menos coisas vão ter em comum que um Grande Punto e um Corsa...
 
Os grupos que estão em maior dificuldade são os americanos. Toda a imprensa diz que a GM se dedicava mais a gerir as altas pensões dos funcionários do que a fazer carros. A Ford está a ter prejuiízos nos EUA devido a processos em tribunal e falhas na segurança dos modelos lá vendidos. Pelo contrário, os modelos que melhor conhecemos na Europa e aqui vendidos não têm tido problemas e o mercado Europeu da Ford está bem.
Começo a encontrar um padrão que está a ser confirmado pela Daimler-Chrysler: a Mercedes quer vender a Chrysler (americana), mas não consta que a própria Mercedes esteja em dificuldades.
O Grupo VAG está a voltar aos lucros, a PSA tem sido bem sucedida, a Renault idem. Em geral, a indústria europeia está, pelo menos, estável. Os japoneses, têm passado despercebidos mas não estão necessáriamente em dificuldades, como é exemplo a Toyota.
Ou seja, houve parcerias que se revelaram menos vantajosas, outras mais. Não se deve generalizar. As parcerias vieram para ficar. Não há espaço para as marcas se fecharem e inventarem novamente a pólvora.
 
Os grupos que estão em maior dificuldade são os americanos. Toda a imprensa diz que a GM se dedicava mais a gerir as altas pensões dos funcionários do que a fazer carros. A Ford está a ter prejuiízos nos EUA devido a processos em tribunal e falhas na segurança dos modelos lá vendidos. Pelo contrário, os modelos que melhor conhecemos na Europa e aqui vendidos não têm tido problemas e o mercado Europeu da Ford está bem.
Começo a encontrar um padrão que está a ser confirmado pela Daimler-Chrysler: a Mercedes quer vender a Chrysler (americana), mas não consta que a própria Mercedes esteja em dificuldades.

A "própria Mercdes", não é um Grupo, a DaimlerChrysler, sim, caso seja vendida a Chrysler, passará a existir o Grupo Chrysler como era antes da fusão e não passará a existir o "Grupo Mercedes" - a Smart não conta...[:D]

O Grupo VAG está a voltar aos lucros,

Mas é / está Frágil, já atrás o expliquei.


a PSA tem sido bem sucedida, a Renault idem.
Em geral, a indústria europeia está, pelo menos, estável. Os japoneses, têm passado despercebidos mas não estão necessáriamente em dificuldades, como é exemplo a Toyota.

A Toyota - mesmo considerando a Lexus, É UMA MARCA ( a Lexus começa, onde acaba a Toyota).

Ou seja, houve parcerias que se revelaram menos vantajosas, outras mais. Não se deve generalizar. As parcerias vieram para ficar. Não há espaço para as marcas se fecharem e inventarem novamente a pólvora.



Para mim, esta última parte é a melhor, aqui sim, mostras a tua análise e qual a tua visão para o Futuro - Aquilo que é pretendido com o Tópico.

Aceito a tua opinião e gostava de mais de outros Users.

[;)]
 
sim eu concordo com o SUN, pois basta ver o grupo vw ao ter várias marcas para partilhar os mesmos componentes, está a dar um tiro no pé, pois em vez de vender vw está a vender skoda ou seat. basta ver a fabrica que despediu 3000 empregados na belgica, pois teve que parar uma linha de fabrico do golf. não sei se será assim tão linear com outras, mas neste caso acho que a partilha do conhecimento\componentes com outras marcas não será tão benefico.
vendo no prisma de grupos com várias marcas, basta ver o caso da citroen berlingo e da peugeot partner em que apenas muda o simbolo.
 
[:D]


Sabes porque razão a Porsche já adquiriu 30% do Grande Grupo VW ?

R : Para evitar que o mesmo possa sofrer uma OPA Hostil - após a alteração de uma Lei Interna Proteccionista (tal como na nossa PT) imposta pela UE - por parte de investidores de risco e especuladores, para desmantelamento...


.. acima de tudo para se proteger , porque se a Vw fosse parar a um grupo concorrente , lá se iam os projetos em comum da Porsche com a Vw , como o Cayenne.
 
sim eu concordo com o SUN, pois basta ver o grupo vw ao ter várias marcas para partilhar os mesmos componentes, está a dar um tiro no pé, pois em vez de vender vw está a vender skoda ou seat. basta ver a fabrica que despediu 3000 empregados na belgica, pois teve que parar uma linha de fabrico do golf. não sei se será assim tão linear com outras, mas neste caso acho que a partilha do conhecimento\componentes com outras marcas não será tão benefico.
vendo no prisma de grupos com várias marcas, basta ver o caso da citroen berlingo e da peugeot partner em que apenas muda o simbolo.

Sabes que se não vende VW vende seat ou skoda. O dinheiro vai ter ao mesmo sitio. Assim partilhando componentes poupa-se muito dinheiro em investigação e desenvolvimento. Já para não falar em custos de produção.
 
Sabes que se não vende VW vende seat ou skoda. O dinheiro vai ter ao mesmo sitio. Assim partilhando componentes poupa-se muito dinheiro em investigação e desenvolvimento. Já para não falar em custos de produção.

sim, o que não deixa de ser mau para a marca em questão, pois de certeza que á vw interessa vender mais vw que seat's ou achas que não?
 
sim, o que não deixa de ser mau para a marca em questão, pois de certeza que á vw interessa vender mais vw que seat's ou achas que não?

Acho que não podemos olhar para a VW particularmente.. Temos de olhar para o grupo.. E para o grupo é quase a mesma coisa vender VW como seat.

Mas sim. Pegando no caso dos TDI's, se a seat não tivesse esses motores se calhar a VW tinha vendido mais.. São casos complicados, nunca se sabe o melhor.
 
Sabes que se não vende VW vende seat ou skoda. O dinheiro vai ter ao mesmo sitio. Assim partilhando componentes poupa-se muito dinheiro em investigação e desenvolvimento. Já para não falar em custos de produção.



Ora bem! e mesmo assim não estão contentes com os lucros [:)][:)]
 
Repesquei este tópico, porque em dois dias, dois importantes CEO´s da Industria automóvel desnudam aquilo que qualquer Europeu com dois neurónios já percebeu.

União Europeia aprova fim dos motores de combustão em 2035. Os 27 Estados-membros da União Europeia aprovaram um plano que impede a venda de automóveis novos com motor de combustão a partir de 2035.

CEO da BMW alerta: “fim do motor de combustão pode ter riscos políticos (...) e o fim prematuro do motor de combustão vai tornar o automóvel inacessível a muitos e até tem riscos políticos!"

CEO da Stellantis (Carlos Tavares) “Não precisamos da Euro 7 porque vai retirar recursos que deveríamos gastar na eletrificação (...) gastar dinheiro a desenvolver mais um passo para a combustão interna para executar em 2028… não faz sentido (...) a Euro 7 já foi adiada muitas vezes pois estamos a chegar aos limites (do que é possível fazer para limpar os gases de escape). Atingem os limites físicos, não devem tentar ultrapassá-los. Não ousariam fazê-lo neste mundo, pois arriscariam a não ficar em conformidade. É preciso estar em conformidade em todo o lado e isso leva-nos para lá da física.
(...)
A transição forçada para veículos 100% elétricos, que são mais caros que os veículos equivalentes a combustão ou híbridos, vai tornar a compra de automóvel inacessível para muitos. Nas suas palavras, Se negarem às classes médias o acesso à liberdade de movimento, irão ter graves problemas sociais.
 
As marcas (e os governos) têm de por corda nos sapatos. A BMW parece ser das mais atrasadas no desenvolvimento dos carros eléctricos.

Os carros novos deixam de ser vendidos com motores a combustao, mas vai existir um grande mercado de usados acessíveis (e com motor a combustao) ainda durante algum tempo.

Interessante que outras marcas puxem para que isso seja posto em prática sem atrasos: https://media.ford.com/content/ford...-eu-for-100--all-electric-vehicle-sales-.html
 
As marcas (e os governos) têm de por corda nos sapatos. A BMW parece ser das mais atrasadas no desenvolvimento dos carros eléctricos.

Os carros novos deixam de ser vendidos com motores a combustao, mas vai existir um grande mercado de usados acessíveis (e com motor a combustao) ainda durante algum tempo.

Interessante que outras marcas puxem para que isso seja posto em prática sem atrasos: https://media.ford.com/content/ford...-eu-for-100--all-electric-vehicle-sales-.html

Daqui a 2035 ainda falta muito, até lá a bmw já vai com várias iterações de elétricos, tem muito tempo pra "recuperar".

Tenho quase a certeza que em 2035 ninguém toca em carros de combustão, tirando colecionadores. Nessa data já vai haver muito carro elétrico com mais de 20 anos barato. E se há alguém sensível ao custo por km, é o tuga, afinal de contas não andamos tantos anos apaixonados pelo diesel? Um motor pior e menos agradável de conduzir que um motor a gasolina?

Mas é mais barato por KM, e o dinheiro é Rei! O elétrico é o novo diesel, é mais barato por km, por isso as pessoas não se vão importar de pagar mais pelo custo inicial (como já pagavam pelos diesel face a gasolina)
 
Não me parece que seja um passeio no parque.

2035 é já daqui a apenas uma dúzia de anos. E os VE agora ainda mal têm quota de mercado que se veja = não irão existir usados baratos.

O custo de aquisição/posse de um carro irá mesmo aumentar.

Mas noutra face, estamos a falar de puxar o tapete aos construtores europeus, que terão também maiores dificuldade nas exportações para mercados onde vender ICE seja legal. E acreditem, a maioria do mundo irá manter os ICE durante muitas décadas mesmo.

Na prática, os políticos não só estão a forçar um problema interno, como estão a interferir com demasiada força no mercado, podendo mesmo asfixiá-lo. Isto é, a europa peder grandes referências de fabricantes automóveis, reduzindo-se a nichos.

Com a abertura aos chineses, o trailer já está a mostrar como irá acabar o filme.
 
Última edição:
As marcas (e os governos) têm de por corda nos sapatos. A BMW parece ser das mais atrasadas no desenvolvimento dos carros eléctricos.

Os carros novos deixam de ser vendidos com motores a combustao, mas vai existir um grande mercado de usados acessíveis (e com motor a combustao) ainda durante algum tempo.

Interessante que outras marcas puxem para que isso seja posto em prática sem atrasos: https://media.ford.com/content/ford...-eu-for-100--all-electric-vehicle-sales-.html

Não estou tão certo disso, e os players do sector Europeu têm vindo a alertar para o facto de o preço dos electricos empurrar o mercado de usados para valores anormalmente elevados por um lafo, e por outro porque o preço dos electricos estará sempre dependente das variáveis bateria e da oferta energética, o mesmo é dizer da capacidade e custo do seu carregamento.


Daqui a 2035 ainda falta muito, até lá a bmw já vai com várias iterações de elétricos, tem muito tempo pra "recuperar".

Tenho quase a certeza que em 2035 ninguém toca em carros de combustão, tirando colecionadores. Nessa data já vai haver muito carro elétrico com mais de 20 anos barato. E se há alguém sensível ao custo por km, é o tuga, afinal de contas não andamos tantos anos apaixonados pelo diesel? Um motor pior e menos agradável de conduzir que um motor a gasolina?

Mas é mais barato por KM, e o dinheiro é Rei! O elétrico é o novo diesel, é mais barato por km, por isso as pessoas não se vão importar de pagar mais pelo custo inicial (como já pagavam pelos diesel face a gasolina)


Tambem não estou tão certo disso, e o Carlos Tavares falou esta semana disto mesmo na abertura do Salão de Paris ao lado de Macron, os custos elevados de manutenção derivados de uma nova tecnologia. Nessa altura tudo indica que os eléctricos que estão no mercado necessitarão de renovar as suas baterias, o que retirará muito do interesse ao mercado de usados, a menos que os propretários e o sector estejam disponiveis para desvalorizações de 80%
 
Os actuais motores e modelos europeus ainda aguentam umas boas décadas a serem vendidos nos mercados emergentes depois de 2035.

Tanto a Europa como os EUA estão a pensar em banir os carros de combustão em 2035.

O risco actual para as marcas europeias vai ser a invasão de carros chineses eléctricos, porque é como se se fizesse um "reset" à tecnologia motriz e a partir daqui ganha o que se adapta melhor. Em 2035 vamos ver muitos mais carros chineses nas estradas.
 
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