citação:Originalmente colocada por pensante
Para mudar o sentido do tópico,cá vai:
Quase duas décadas depois, a Suzuki decidiu recuperar o nome Swift. Ao contrário do modelo antecessor, o novo não se assume como um utilitário. Antes como um citadino. No entanto, tanto concorre com Renault Clio, Ford Fiesta e Opel Corsa, como com Citroën C2, Kia Picanto e Fiat Panda. É uma das propostas mais apelativas da Suzuki. Já vamos saber porquê.
Mini japonês
É inegável a sua colagem estética ao novo Mini produzido pelo Grupo BMW. Com um design compacto, linhas robustas e detalhes bem elaborados, o novo Swift dá nas vistas pela sua presença jovial e irreverente.
A cor cinza-prata desta unidade não é, seguramente, a mais apelativa, mas permite, ainda assim, cativar muitos olhares. Que melhor ficaria este citadino pintado de vermelho, azul ou amarelo... Seja como for, o recorte dos grupos ópticos, as cavas das rodas pronunciadas, as jantes de 15" com cinco raios e a grelha escura conferem apelo ao mais engraçado Suzuki da actualidade. Nem mesmo o facto de ter cinco portas lhe retira o ar desportivo. Os designers nipónicos estão de parabéns.
Menos apelativo do que o exterior é, sem dúvida, o interior. Impunha-se maior arrojo. O volante, de três braços, regula apenas em altura. O banco, em tecido escuro, proporciona um eficaz suporte lateral e lombar, e regula em comprimento, altura e inclinação.
Com boa visibilidade, pedais bem posicionados, apoio para o pé esquerdo, volante e alavanca da caixa bem colocados e comandos secundários bem distribuídos, o posto de condução é correcto.
As aplicações cinzentas marcam presença no volante, nos puxadores das portas, no punho/base da alavanca da caixa e no aro do velocímetro. As saídas de climatização laterais (circulares) e a consola central escura, completam o cenário.
Com 2380 mm de distância entre eixos, o espaço disponível é, claro, muito limitado. No entanto, é perfeitamente possível transportar cinco adultos sem problemas de maior. A mala tem apenas 213 litros de volume (o acesso não é muito bom), podendo chegar aos 562 litros através do rebatimento assimétrico do banco traseiro.
Os espaços de arrumação não são muitos, mas existem em número suficiente. A qualidade de construção é manchada pela presença de plásticos e revestimentos sofríveis. Os acabamentos e a montagem também podiam ser melhores. Bem mais agradável é o nível de equipamento e a segurança.
Sobre este último aspecto, importa destacar a presença de seis airbags, cintos dianteiros com pré-tensores/limitadores de esforço, cintos de três pontos e encostos de cabeça para todos os lugares, bem como ABS com EBD+BAS.
Condução agradável
Apesar de ter um aspecto desportivo, o novo Swift está desprovido de qualquer pretensão mais agressiva em termos dinâmicos. A sua condução é fácil e agradável, mas pouco mais.
A direcção, algo leve, é muito filtrada e pouco precisa. A suspensão, que emite oscilações incómodas sempre que o piso não é perfeito, permite que a carroçaria exiba um rolamento em curva superior ao desejável. Os pneus Goodyear Eagle NCT 5, de medida 185/60R15, cumprem o seu papel apenas com discrição.
Os travões são algo esponjosos e pouco resistentes à fadiga. O comando da caixa é pouco rápido e preciso. Pode parecer injusta esta análise ao comportamento do Swift, mas a verdade é que seria de esperar maior envolvência e eficácia deste citadino japonês.
Já que a Suzuki se inspirou no novo Mini em termos de design, porque não seguir-lhe, também, a eficácia dinâmica?
Para aquilo que foi concebido, o novo Swift cumpre o seu papel com total competência. As dimensões reduzidas, a direcção assistida e a boa visibilidade para todos os ângulos tornam a condução em cidade muito fácil e agradável. Circular em estrada e, sobretudo, em auto-estrada já é bem diferente.
Apesar dos 990 kg de peso do conjunto, e dos 93 cv do motor 1.3 a gasolina, as performances são fortemente penalizadas por uma caixa de cinco velocidades com relações demasiado longas. É frequente o condutor ter de efectuar várias reduções nas subidas e ultrapassagens para fazer com que o novo Swift ganhe alguma vivacidade.
Nos regimes elevados, o motor emite uma sonoridade demasiado esforçada, sendo o habitáculo invadido por um roncar incómodo (a insonorização também não convence, portanto), o que torna muito difícil manter qualquer conversa acima dos 120 km/h sem levantar a voz. Os consumos também poderiam ser mais apelativos. Além de o depósito ser pequeno, a falta de vivacidade do motor obriga a trabalhar muito com a caixa e, por isso, a utilizar rotações mais altas.
Custa 15 100 euros a versão 1.3 melhor equipada do Suzuki Swift de cinco portas: GLX. Face a tudo o que é proposto, não é um valor elevado. No entanto, importa referir que a gama se inicia nos 12 250 euros da versão 1.3 GA de três portas. Além do motor 1.3 de 93 cv, o novo Swift está disponível, também, com motor 1.5 VVT de 102 cv. Quanto ao Diesel 1.3 DDiS de 70 cv, porventura o mais apelativo para o mercado nacional, chegará em breve até nós.