Mariano Gago decide pelo encerramento compulsivo da Universidade Independente alegando que depois da inspecção realizada "o funcionamento da UnI decorre em condições manifestas de degradação pedagógica".
Até ao início da próxima semana o ministro garante ainda que está a analisar o processo de reconhecimento da instituição.
Em conferência de imprensa, Mariano Gago revelou que existe um despacho de encerramento compulsivo sendo que a entidade tem 10 dias para recorrer deste despacho e provar que consegue inverter «a situação de degradação pedagógica». A decisão final será tomada depois da SIDS se pronunciar.
Mariano Gago diz ainda que estão a ser tomadas medidas «para protecção de toda a documentação da Universidade Independente».
Depois de fazer um resumo sobre as auditorias realizadas à Universidade Independente, e de ter recordado que a UnI «foi criada por decreto Lei em 1994 pela ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite», Mariano Gago enumerou, uma a uma, as auditorias realizadas nos vários anos lectivos desde essa data.
«Em momento algum é identificado qualquer problema no funcionamento da instituição», disse por várias vezes Mariano Gago enquanto lia as passagens dos vários relatórios das auditorias realizadas à UnI.
O ministro recorda ainda que em 2006 é identificado o primeiro problema na UnI que «desencadeou de imediato uma acção do ministério junto da UnI».
Mariano Gago lembra que a culpa não é dos alunos mas «dos responsáveis da UnI que trairam a confiança do Estado».
Sobre a licenciatura de José Sócrates Mariano Gago esclareceu que «as pessoas que terminaram os cursos em 96 surgem nas listas do ano lectivo de 95/96». O ministro lembra ainda que foi realizada uma auditoria no ano em que José Sócrates de licenciou e que «não foi detectado qualquer problema, pelo contrário, os relatórios elogiam o funcionamento da instituição». Neste ano, recorde-se, o país era governado por António Guterres que esteve à frente do XIII Governo Constitucional entre 1995 e 2000.
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