Tao à espera de que ??
Compramos um carro novo e PAGAMOS DOIS !!
Acho muito bem...
Devia era descer para ZERO !
[8b]
Eu vivo em Itália e já passei temporadas na Alemanha e já disse e repeti há muito tempo que o sistema fiscal Português é extremamente ineficiente.
Ao contrário do que muita gente pensa, o custo de ter um veículo em Portugal e na Itália/Alemanha é idêntico: os preços de aquisição são ilusórios pois não têm em conta os impostos de circulação.
Sucede que na Itália e na Alemanha os condutores têm que pagar o chamado
imposto de circulação que é calculado em função da cilindrada do veículo e da poluição que o veículo faz. O imposto é pago ao longo da vida útil do veículo e, supondo que o veículo tem 3 donos num período de 15 anos, cada utilizador paga apenas aquilo que efectivamente poluiu!
Em Portugal faz-se a estimativa logo ao início e penaliza-se imenso a compra do veículo. Estima-se que o veículo tem uma vida útil de 15 anos e calcula-se a poluição que vai realizar durante esses 15 anos: o sujeito que comprar o veículo novo vai ter que pagar na íntegra o imposto e depois vai repercutir nos donos seguintes o valor do imposto com a desvalorização do veículo.
Resultado: a aquisição do veículo torna-se extremamente onerosa porque o imposto é pago na íntegra no momento da aquisição e depois recupera-se na revenda do veículo (o que explica por que os usados em Portugal são mais caros do que nos outros países)!
Isto deve-se ao facto de termos um Estado com um sistema fiscal injusto e ineficiente que penaliza quem trabalha pois tem que arrecadar a maior parte de receitas possíveis para sustentar os enormes encargos do Estado. E, como o peso do Estado na Economia real ronda os 50%, a tendência é para aumentar pois esta máquina precisa de dinheiro - que vem dos impostos - para sobreviver.
Isto já para não falar de algumas barbaridades como o processo contra Portugal que correntemente corre no Tribunal Europeu por causa da dupla-tributação de veículos (o famoso IVA sobre ISV) e o método de cálculo do imposto sobre veículos importados, cuja compatibilidade com a livre circulação de mercadorias prevista no Tratado de Roma levanta-me as maiores dúvidas!
Há que ter coragem e imitar a Itália e Alemanha e adoptar as seguintes medidas:
(1) tributar unicamente a circulação do veículo por forma a obter um imposto fiscalmente mais neutro que não penalize tanto a aquisição do veículo.
(2) acabar com a dupla tributação IVA+ISV!
(3) acabar com o método de cálculo de imposto sobre os usados importados que apenas serve para fechar o mercado e cuja compatibilidade com a livre circulação de mercadorias me suscita as maiores dúvidas!
(4) Apostar definitivamente nas energias alternativas. A AGIP percebeu desde mto cedo que o GPL e o Metano poderiam ser uma enorme fonte de rendimento e investiu fortemente na sua produção, além de conferir incentivos estatais para a implementação nos veículos. Isso permitiria à GALP reforçar a sua posição nos mercados de combutíveis (tinha possibilidades de ter o monopólio do GPL em Portugal, com as consequentes receitas), criar postos de emprego para jovens licenciados, criar postos de emprego em oficinas de instalação e de manutenção dos sistemas e obter um ambiente consideravelmente mais limpo.