Rotações em Autoestrada (TAGS: RPM AE)

E o que é que o cú tem a ver com as calças?

Lá por ter binário máximo antes das 2000 isso não quer dizer nada.
O que é certo é que a potencia disponível às 2000 é reduzida para que o carro desenvolva eficazmente em 6ª

Tu vais em 3ª às 2000 e carregas e o carro responde. E até responde bem. Vais em 6ª às 2000 e ele coitado faz o que pode.... É um exagero uma relação de caixa que faz 60km/h por cada 1000rpm's num carro que nem 180km/h tem de velocidade máxima (e aqui descer ravinas não conta).

Olha que não! Olha que não!
 
Todas as regras têm excepções. [:cool:]

Mas à partida em igualdade de circcunstâncias, nomeadamente no aspecto que referes. Creio que os mais rotativos sofrem mais desgaste.

Sim, se igualdade de circumstâncias tens toda a razão. Mas o "Ceteris Paribum" (já não me lembro se é assim que se escreve...a Matemática já vai longe e os seus teoremas [:)] ) num mundo real é pouco provavel de aparecer...

É bom para percebermos, e de facto concordo que mantendo tudo igual, mais rpms, maior fricção, blablabla...maior desgaste.

Mas e se um motor for desenhado, concebido e produzido com essas maiores rpms?! [;)]

Se for bem feito as coisas deverão ser iguais. Isto na realidade é tudo académico, porque o construtor já define à partida o tempo de vida útil daquele carro e por isso concebe o motor para isso...logo faz os acertos, seja reforçando materiais, mais lubrificação ou o que seja para que as condições de durabilidade se mantenham com as maiores rpms

Como eu sempre digo -> Por alguma coisa o Redline e o corte lá estão [;)] É porque o construtor testou e garante que até lá é o que o motor em condições ideais tem obrigação (que eles garantem...e lá estão as garantias) de o fazer
 
E já agora o que faz um carro subir melhor ou pior, é o binário e não a potência. Mas isso dá pano para mangas e se tens dúvidas quanto a isso o melhor é fazer outro tópico.[;)]

Olha um OT [;)] [:D]

A potência é um produto do binário pelas rpms -> logo estão intimamente ligados...e como há uma caixa/diferencial pelo meio.......

Na realidade é a potência, ou seja o binário (força) dado por um conjunto de tempo (rpms) que dão a capacidade de subir, descer, etc. melhor ou pior.

Se o binário é menor...aumente-se as rpms que já temos mais potência na mesma unidade de tempo.

Ou seja numa subida se o que eu preciso é a capacidade de gerar movimento e aceleração por segundo...ou aumento a força do motor (binário) ou aumento a quantidade de vezes que ele gira (e por cada giro produz o tal "binário") que vai dar ao mesmo...

Se usarmos a analogia dos computadores é um pouco como a discussão se uma máquina é mais rápida só porque o CPU faz mais MHZ?

Isso fica bonito nos números do marketing, é verdade. Mas se por cada ciclo de processamento (rpms) o CPU processa meia dúzia de instruções versus um CPU que faz poucos ciclos mais processa mais instruções por ciclo...

É como diria o outro: "É fazer as contas..."
 
Se for bem feito as coisas deverão ser iguais. Isto na realidade é tudo académico, porque o construtor já define à partida o tempo de vida útil daquele carro e por isso concebe o motor para isso...logo faz os acertos, seja reforçando materiais, mais lubrificação ou o que seja para que as condições de durabilidade se mantenham com as maiores rpms

o gajo que inventou o 190D foi despedido por não ter pensado nisso...[:)] [:)] [:)]

era os gajos das peças todos sentados nos balcões sem nada para fazer!!![:D]
 
Olha um OT [;)] [:D]

A potência é um produto do binário pelas rpms -> logo estão intimamente ligados...e como há uma caixa/diferencial pelo meio.......

Na realidade é a potência, ou seja o binário (força) dado por um conjunto de tempo (rpms) que dão a capacidade de subir, descer, etc. melhor ou pior.

Se o binário é menor...aumente-se as rpms que já temos mais potência na mesma unidade de tempo.

Ou seja numa subida se o que eu preciso é a capacidade de gerar movimento e aceleração por segundo...ou aumento a força do motor (binário) ou aumento a quantidade de vezes que ele gira (e por cada giro produz o tal "binário") que vai dar ao mesmo...

Se usarmos a analogia dos computadores é um pouco como a discussão se uma máquina é mais rápida só porque o CPU faz mais MHZ?

Isso fica bonito nos números do marketing, é verdade. Mas se por cada ciclo de processamento (rpms) o CPU processa meia dúzia de instruções versus um CPU que faz poucos ciclos mais processa mais instruções por ciclo...

É como diria o outro: "É fazer as contas..."

está um pouco confuso, mas acho que estás a pensar o mesmo que eu![:blush:]
 
Sim, se igualdade de circumstâncias tens toda a razão. Mas o "Ceteris Paribum" (já não me lembro se é assim que se escreve...a Matemática já vai longe e os seus teoremas [:)] ) num mundo real é pouco provavel de aparecer...

É bom para percebermos, e de facto concordo que mantendo tudo igual, mais rpms, maior fricção, blablabla...maior desgaste.

Mas e se um motor for desenhado, concebido e produzido com essas maiores rpms?! [;)]

Se for bem feito as coisas deverão ser iguais. Isto na realidade é tudo académico, porque o construtor já define à partida o tempo de vida útil daquele carro e por isso concebe o motor para isso...logo faz os acertos, seja reforçando materiais, mais lubrificação ou o que seja para que as condições de durabilidade se mantenham com as maiores rpms

Como eu sempre digo -> Por alguma coisa o Redline e o corte lá estão [;)] É porque o construtor testou e garante que até lá é o que o motor em condições ideais tem obrigação (que eles garantem...e lá estão as garantias) de o fazer

Eles garantir, garantem mas por 3, 5 anos no máximo e 100.000 Kms, depois está nas tuas mãos, teres esgotado a vida util dos componentes mais frageis nesse periodo ou estares a "meio-caminho"

Ex: na minha Diversion 600 a 1ª embraiagem durou 15.000 Kms, a segunda ao fim de 35.000 ainda estava optima...

cpts
 
Eu já cheguei as conclusões que queria, estejam à vontade para divagar com os binários, potências, etc., até porque, isto está tudo relacionado, e, estas discussões filosóficas já vêm de outros tópicos e quando são entre users que sabem da poda até dá gosto ler.

P.S: Mas porque é que o Astra 1.3 CDTI têm sempre de vir ao barulho? [:p]
 
está um pouco confuso, mas acho que estás a pensar o mesmo que eu![:blush:]

Vou escrevendo conforme me vou lembrando...e trabalhando ao mesmo tempo, alt-tabs e tal...é dificil que as ideias fiquem todas bonitinhas, mas assim dá para puxarem mais pela cabeça -> isto não é só lerem e entenderem tudo como num livrinho bonitinho [:)]

Mas acho que percebeste [;)]
 
Vou escrevendo conforme me vou lembrando...e trabalhando ao mesmo tempo, alt-tabs e tal...é dificil que as ideias fiquem todas bonitinhas, mas assim dá para puxarem mais pela cabeça -> isto não é só lerem e entenderem tudo como num livrinho bonitinho [:)]

Mas acho que percebeste [;)]

X2, já somos 2 LOL
serve perfeitamente [;)] hehe
 
Eu já cheguei as conclusões que queria, estejam à vontade para divagar com os binários, potências, etc., até porque, isto está tudo relacionado, e, estas discussões filosóficas já vêm de outros tópicos e quando são entre users que sabem da poda até dá gosto ler.

P.S: Mas porque é que o Astra 1.3 CDTI têm sempre de vir ao barulho? [:p]

Eu não sei, sei que nos ultimos tempos os desaguisados que tenho na estrada são com Astras e Meganes :(, não gosto de generalizações, mas se os saxos cup são dos xunings da boina, estes outros são do engravatadinho que parece que tem que provar a deus e ao mundo que o seu turbo diesel de 90 cv ou 105 anda muito mais do que todos os outros mesmo quando a unica forma de demonstrar isso é sacar do kit asas á lá 007 e voar por cima dos outro todos...
 
Eles garantir, garantem mas por 3, 5 anos no máximo e 100.000 Kms, depois está nas tuas mãos, teres esgotado a vida util dos componentes mais frageis nesse periodo ou estares a "meio-caminho"

Ex: na minha Diversion 600 a 1ª embraiagem durou 15.000 Kms, a segunda ao fim de 35.000 ainda estava optima...

cpts

Tirando os componentes de substituição normal, como pastilhas, embraiagens, etc -> que até estão previstos pelos construtores

Penso que, e apesar das garantias tipicamente não passarem os 100mil kms., a vida útil de um carro projectada deverá ser pelo menos o dobro sem dores de cabeça

Eu pelo menos exijo os 200mil kms. Menos do que isso e não é carro para mim. E isto sem grandes cuidados -> na realidade depois com o que é nosso temos sempre, ainda que inconscientemente, alguns cuidados...não andamos a partir o carro todos os dias

Mas também andar com o carro nas palminhas das mãos todos os dias...cum caneco. Aquilo não se parte por puxarmos pelo motor...
 
Tirando os componentes de substituição normal, como pastilhas, embraiagens, etc -> que até estão previstos pelos construtores

Penso que, e apesar das garantias tipicamente não passarem os 100mil kms., a vida útil de um carro projectada deverá ser pelo menos o dobro sem dores de cabeça

Eu pelo menos exijo os 200mil kms. Menos do que isso e não é carro para mim. E isto sem grandes cuidados -> na realidade depois com o que é nosso temos sempre, ainda que inconscientemente, alguns cuidados...não andamos a partir o carro todos os dias

Mas também andar com o carro nas palminhas das mãos todos os dias...cum caneco. Aquilo não se parte por puxarmos pelo motor...

Claro que não, o que eu quer dizer é que não podemos andar a usar um carro comum como se fosse de competição e esperar que ele dure o normal de um carro comum, até porque os carros de competição no fim de cada prova são revistos e muitas peças substituidas.

Mas atenção eu falo no campo teorico não estou a dizer que fulano ou cicrano fazem ou deixam de fazer...
 
A téncica que normalmente uso na AE tem a ver com as RPMs a que se situa o redline.
Se circular com o motor a cerca de 75% do valor nominal (redline) então consigo maximizar a relação entre a velocidade e desgaste do carro.
É por esse motivo que os aviões comerciais também costumam manter os voos de cruzeiro com os motores aproximadamente nos 75%.
Obviamente isto varia um pouco de carro para carro, mas na generalidade aplica-se bem!
 
4000...[;)]

E já fez vários km sempre colado nas 5000 rotações, a 160 km/h...[;)]
O meu Yaris já fez meia duzia de viagens (Coimbra/Évora) sempre lá em cima.
Literalmente com a pata a fundo e as 6.500rpm (parece um diesel lol) em constante batuque [:D] (corta 5ª ás 6.750rpm)

Há uns anitos atrás, fazia Coimbra/Fig Foz todos os fins de semana (nos chamados picas nocturnos) com médias no CB de 198km/h.

Ya, era jovem e inconsciente, mas nunca cheguei a meter um carro na VDG [:D]
 
Claro que não, o que eu quer dizer é que não podemos andar a usar um carro comum como se fosse de competição e esperar que ele dure o normal de um carro comum, até porque os carros de competição no fim de cada prova são revistos e muitas peças substituidas.

Mas atenção eu falo no campo teorico não estou a dizer que fulano ou cicrano fazem ou deixam de fazer...

Claro que sim...mas viajar em AE mesmo que a grandes rpms não é propriamente um tratamento perto de competição -> isso é mais nos Trackdays que aí sim o desgaste do carro é grande -> o que desgasta um carro não são as altas velocidades de cruzeiro do motor que são constantes...mas sim o acelera a fundo, redline, troca de caixa...travagem a fundo, redução, redução, curva no limite, acelera outra vez....sempre, sempre a dar-lhe nos limites...

Em AE mesmo que vás a 4000rpms num motor que está preparado para chegar às 5000 estás a utilizar 80% da sua capacidade prevista...mesmo que por um longo período de tempo
 
(...)

Em AE mesmo que vás a 4000rpms num motor que está preparado para chegar às 5000 estás a utilizar 80% da sua capacidade prevista...mesmo que por um longo período de tempo

Pois, a questão tempo é outra, nós temos tendencia para antropomorfizar tudo, os motores não se cansam, não precisam de descansar, desde que a temperatura ambiente se mantenha dentro do intervalo para qual o sistema de refregiração foi concebido, as paragens até são desaconcelhaveis (isto em termos de motores exclusivamente).
 
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