Paulo Macedo pede auditoria às contas de Manuela Ferreira Leite

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Claro que é normalíssimo.
E se lessem a notícia do princípio ao fim perceberiam que o objectivo é exactamente o oposto de 99% das intervenções aqui.


As auditorias servem para isso mesmo. Elas são programadas.

O que não é normal, é pedir-se uma auditoria... Um pedido de auditoria é accionado quando há dúvidas. [:p]
 
As auditorias servem para isso mesmo. Elas são programadas.

O que não é normal, é pedir-se uma auditoria... Um pedido de auditoria é accionado quando há dúvidas. [:p]

Claro.
Mas que dúvidas???
Se gostas de Jornais Económicos perceberás que não é a medida política em si que vai ser auditada mas as diferenças do que está a ser cumprido com o previsto no contrato com o privado.
NORMALÍSSIMO.


Mas em relação a esta polémica fora de horas da "cosmética" só tenho uma coisa a dizer:

Há quem ainda não entenda que Portugal ainda depende, em parte, dos fundos comunitários. Há quem não entenda também, que os fundos destinados a Portugal dependem do valor do défice. E por fim, há quem não entenda... e insiste que entende!!
Palavras sábias.
Sábias.
Ainda mais sábias numa altura em que Portugal era o ÚNICO pais que não cumpria.
 
Correcto.

No entanto é necessário ter em especial atenção duas medidas diferentes: uma é aplicar medidas de correcção ao problema (o que se está a fazer), a outra é dissimular o problema aplicando medidas populistas (o que se fez com Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix).
 
Correcto.

No entanto é necessário ter em especial atenção duas medidas diferentes: uma é aplicar medidas de correcção ao problema (o que se está a fazer), a outra é dissimular o problema aplicando medidas populistas (o que se fez com Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix).

Eram as medidas possíveis na altura e não eram nada populistas.
Se achavam que faziam melhor não tivessem abandonado o barco no pantâno.
E o azar foi que o barco estava tão bem enfiado no pantâno que qd voltaram ao poder este ainda lá estava.

E olha que agora ainda lá está.
A maré europeia subiu mas o barco mal se desloca.
 
Foi no tempo em que a drª. Ferreira Leite era Secretária de Estado que se inventou uma Sociedade Anónima SGPS (PARTEST) que tinha quatro características principais:

1 - Ser uma empresa de estatuto integralmente privado;
2 - Tinha sede no Ministério das Finanças, mais precisamente na porta do Ministério, na Rua da Alfândega;
3 - O seu Conselho de Administração era constituído exclusivamente por dirigentes do Ministério;
4 - Não publicava contas e a sua existência era um autêntico “Segredo de Estado”.


Se estivéssemos na ex-URSS, estava-se perante uma forma peculiar do Estado comunista se converter ao capitalismo.
Em Portugal, a história foi outra e, para a entendermos, temos de entrar num detalhe técnico sobre a forma como foram decididos os critérios de Maastricht:
A venda do património do Estado é considerada como uma operação que não deve ser registada orçamentalmente, dado que ela não corresponde à arrecadação de uma verdadeira receita mas, antes e apenas, à modificação de uma situação patrimonial.

Quer isto dizer que, quando o Estado privatiza não pode com isso registar o dinheiro como receita, a menos que...
...suponhamos que o Ministério das Finanças resolve passar a titularidade de uma empresa (ou de um imóvel, ou de alguns títulos dessa empresa) do património do Estado para essa tal PARTEST.
Na prática, ficava tudo em casa...

Suponhamos que uma empresa era passada para a PARTEST ao preço de 100 e que depois esta a vendia no mercado ao preço de 1.000, sendo que as mais-valias, no final do ano daqui decorrentes, passavam para o accionista, ou seja, para o Estado.
No registo do património do Estado entravam apenas 100, sendo que os restantes 900 deveriam aparecer como receita no Orçamento, como dividendos ou mais-valias.

Na prática, o dinheiro não chegava a entrar no Orçamento, dado que os 900 eram antes utilizados em qualquer despesa que o Governo quisesse fazer sem a declarar
. [;)]


Uma bela invenção, essa PARTEST !!!

Faz-me lembrar a história do Frango e do Vitelo, do Salazar [:D]

 
Última edição:
Eram as medidas possíveis na altura e não eram nada populistas.
Se achavam que faziam melhor não tivessem abandonado o barco no pantâno.
E o azar foi que o barco estava tão bem enfiado no pantâno que qd voltaram ao poder este ainda lá estava.

E olha que agora ainda lá está.
A maré europeia subiu mas o barco mal se desloca.

O que me riu com esta hipocrisia. Então Santana não tinha anunciado o fim da austeridade e da crise em Portugal?
 
E onde me viste bater palmas e essa afirmação????
Logo vai chamar hipocrita a quem......

“Logo vai chamar hipócrita a quem......” CUIDADO...!

“Se achavam que faziam melhor não tivessem abandonado o barco no pantâno.”
Esta aplica-se na integra a Durão Barroso.

Ainda por cima não percebeu...
Diz que quando lá voltaram ainda o barco estava no fundo???
Então mas..... Santana não tinha anunciado o fim da crise??? Em que ficamos afinal???
 
“Logo vai chamar hipócrita a quem......” CUIDADO...!

“Se achavam que faziam melhor não tivessem abandonado o barco no pantâno.”
Esta aplica-se na integra a Durão Barroso.

Ainda por cima não percebeu...
Diz que quando lá voltaram ainda o barco estava no fundo???
Então mas..... Santana não tinha anunciado o fim da crise??? Em que ficamos afinal???
Cuidado o tanas.
Chame hipocrita a quem quiser mas se me chama a mim leva o troco.
Entendido??

Eu respondo pelas minhas afirmações e não por afirmações de outros.

Se tivesse memória talvez se lembrasse do que eu ando a dizer há anos sobre a CRISE de Portugal.
Mas como por esses lados tal não abunda deixe-me dizer-lhe por outras palavras.
Mesmo que o actual governo governasse espetacularmente, a crise não passava no fim da legislatura.

Daí talvez perceba, duvido mas é sempre uma possibilidade, o que eu acho da crise e das atitudes dos políticos que embandeiram em arco com qq sinal ténue de melhoria, como o referido PSL ou os actuais governantes.

Portanto ria-se da "minha hipocrisia" que eu de si nem me rio nem choro.
Lamento, apenas.
 
Foi no tempo em que a drª. Ferreira Leite era Secretária de Estado que se inventou uma Sociedade Anónima SGPS (PARTEST) que tinha quatro características principais:

1 - Ser uma empresa de estatuto integralmente privado;
2 - Tinha sede no Ministério das Finanças, mais precisamente na porta do Ministério, na Rua da Alfândega;
3 - O seu Conselho de Administração era constituído exclusivamente por dirigentes do Ministério;
4 - Não publicava contas e a sua existência era um autêntico “Segredo de Estado”.

...

Suponhamos que uma empresa era passada para a PARTEST ao preço de 100 e que depois esta a vendia no mercado ao preço de 1.000, sendo que as mais-valias, no final do ano daqui decorrentes, passavam para o accionista, ou seja, para o Estado.
No registo do património do Estado entravam apenas 100, sendo que os restantes 900 deveriam aparecer como receita no Orçamento, como dividendos ou mais-valias.

Na prática, o dinheiro não chegava a entrar no Orçamento, dado que os 900 eram antes utilizados em qualquer despesa que o Governo quisesse fazer sem a declarar
. [;)]


Uma bela invenção, essa PARTEST !!!

Faz-me lembrar a história do Frango e do Vitelo, do Salazar [:D]



Acho que o PS boy não reparou no que pôs a bold logo ao início [:)]

:confused: [s)] [s)]


Depois, pouco havendo já a privatizar e dado que os banqueiros declararam um veto à privatização da CGD (como não tinham meios para a comprar, tiveram medo que viesse aí algum banco estrangeiro fazer-lhes concorrência), a drª. Ferreira Leite dirigiu a sua atenção para o mercado imobiliário.

E assim, uma das subsidiárias da “PARABÚBLICA” - empresa em que entretanto se metamorfoseou a famosa PARTEST - de seu nome SAGESTAMO, começou a adquirir os imóveis do Estado para venda e o Governo contou com ela, como “saco azul” para o que lhe apeteceu.

A drª Ferreira Leite devia ter sido a primeira a dar o exemplo e a não cair nestas tentações.


 
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