Falam, falam, falam, mas no fundo gostam da situação actual.
Não vos vejo nada indignados com o facto de na FP, desde sempre, não ter havido distinção entre bons e maus funcionários. De todos progredirem, sem excepção.
Lá está é muuuuuuitooooooo difícil avaliar os funcionários taditos!!! Que crime leza pátria!!! Isso vai pôr-nos uns contra os outros, o que é desejo do grande capital, manter-nos desunidos...
Simplesmente nem vos incomoda que o vizinho do lado não faça nada ou faça menos ou esteja de baixa a toda a hora e progrida como vocês.
Até chateia, mas ele é forçado a isso, é do sistema. O sistema dá-vos tão pouco que o pessoal se vê obrigado a isso (e a estupidez deste raciocínio
precriano não é assim tão incomum infelizmente).
Acham normal todos chegarem ao topo da carreira. É simplesmente normal. É um direito.
Acham normal progredirem automaticamente (sim já se sabe existem provas dificilimas!!!)
Tão dificeis que todos progredem automaticamente
Acham normal terem um vinculo definitivo porque sim. No fundo até acham que no privado também devia acontecer mas a porra da história não o permitiu e o raio do muro caiu.
No fundo a FP é a última resistente desses tempos. Há que protegê-la.
Basicamente ninguém vos vê preocupados com o que realmente preocupa ou devia preocupar qualquer pessoa que trabalhe.
Mas continuem que estão a ir no caminho certo.
E entretanto não aproveitem esta oportunidade aceitando a mudança inevitável e exigindo simultaneamente uma despolitização das chefias, e a avaliação para todos, para todos.
Podem ter a certeza que se os sincatos e vocês mudassem de vida, se percebessem que o sistemazinho socialista não é exequível no mundo actual, bastava-vos aceitar este tipo de mudanças exigindo avaliação para todos, chefias e não chefias.
O cidadão comum ia apoiar-vos.
Mas não. Eu sei que não o vão fazer. Querem tudo e vão ter nada. Inflexibilidade até ao fim. O vosso discurso é tão velho e tão retrógrado que ninguém vos ouve já.
Já ninguém tem pachorra a verdade é essa.