Nasa alerta que o lixo está a pôr em risco a conquista do Espaço
Em 2055, o número de fragmentos naves a pairar no Espaço vai superar os que caem e se desfazem na atmosfera terrestre. A previsão foi hoje adiantada pela Nasa e serve de alerta para uma das consequências mais nefastas da exploração do espaço.
De resto, esta previsão até é optimista. Os mesmos responsáveis da agência espacial norte-americana acreditam que o cenário pode ser bem pior – e o lixo aeropespacial que gravita em torno da Terra pode mesmo ultrapassar em número e volume aquele que cai na atmosfera, ainda antes de 2055, informa a News Scientist. O lixo aeroespacial é um perigo para as futuras missões. A colisão com um fragmento de pequenos centímetros, quando movimentado a milhares de quilómetros por hora, pode ser suficiente para danificar um satélite ou um vaivém.
A Nasa lembra mesmo o ocorrido em Janeiro de 2005, com o rocket norte-americano Thor, que colidiu com o “terceiro andar” do rocket chinês CZ-4, que andava a pairar no Espaço desde Março de 2000, data em que explodiu em pleno voo.
A colisão teve como resultado a separação de três partes do Thor que acabaram por ficar também elas a pairar no espaço.
Esta problemática tende a acentuar-se com o crescente envio de satélites para o Espaço.
A zona mais “suja” e problemática está situada entre os 900 e os 1000 quilómetros de distância da Terra. Nesta vasta área ocorrem 60% das colisões entre lixo e satélites e outros meios de transporte aeroespaciais.
Actualmente, os países que apostam na indústria aeroespacial têm por regra criar mecanismos que eliminam tudo o que é abandonado no espaço 25 anos depois da utilização.
Este mecanismo tem por base pequenos impulsionadores que empurram satélites ou outros aparelhos para a atmosfera, onde acabam por se desfazer.
Ou porque não tem sido respeitada, ou porque não contempla os detritos causados por colisões e abandono de equipamento, esta regra está revelar-se insuficiente para manter o Espaço limpo.
Pelo que os investigadores da Nasa lembram que é necessário encontrar soluções rapidamente. O que terá de passar por sistemas mais baratos que a incorporação de motores iónicos que permitem guiar satélites ou de feixes laser situados na terra que permitem “chutar” para outras rotas satélites desactivados que se mantêm em órbita – soluções cujos custos ou validade técnica têm inviabilizado.
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