DigCb
Well-known member
A ideia inicial nem sequer era cortar a direito na Função Pública... era mesmo começar por despedir os inúteis. Isso não é falta de coragem, antes pelo contrário, era mexer com a mediocridade instalada que suga imensos recursos aos portugueses desde o Estado Novo.Isso das despesas e do tribunal de contas é outro mito. Ele foi cortar despesa onde era mais fácil cortar, o corte não foi equilibrado para a sociedade como um todo, em Português, teve falta de tomates, foi forte com os fracos e fraco com os fortes.
Não conseguiu fazê-lo por causa do "princípio da confiança" da constituição. Os mamões do tribunal constitucional decidiram que despedir funcionários públicos porque o país entrou em falência técnica violava o principio da confiança. Que quando os FP assinaram esse contrato de trabalho foi com a confiança de que esse contrato era vitalício. Basicamente os funcionários públicos não podem ser despedidos porque isso vai contra as suas expectativas quando entraram para a função pública.
Depois tentou cortar ordenados permanentemente na função pública coisa que também não pode ser, porque segundo o tribunal constitucional isso vai contra o "principio da igualdade". O principio que diz que os funcionários públicos devem vistos como iguais aos funcionários privados, então como o governo não ia cortar ordenados no privado, também não podia cortar no público.
Portanto teve que existir "um enorme aumento de impostos" para todos.
Se o problema foi a falência do estado porque raio deve o governo fazer cortes "equilibrados na sociedade como um todo"? Eu nunca vivi acima das minha possibilidades. Porque tenho que pagar ainda mas pelo facto de o estado ter ficado sem dinheiro?
Porque raio devia o governo castigar ainda mais a classe produtiva (que NÃO é a função pública) em vez cortar e ajustar na sangria que é o Estado?