Tópico da Língua Portuguesa

Meh, quem não tem trema caça com agudo [:p]

(mul-tiu-sos vs. mul-ti-u-sos - como em muitos outros casos, a dicção é por tradição porque a escrita é ambígua; não me lembrem o AO90 e os tetos e espetadores :sh))

Por acaso não temos muitas dessas: colher, jogo, sede, pelo, almoço, torno, acordo, gosto e poucas mais.
 
Também fiquei admirado com o acento, mas pelos vistos, estará correcto.

SNS24 | Atestado multiúso​

multiúso - Dicionário Online Priberam de Português​

Para mim estranho seria não levar acento, visto que pronuncio "i-ú", como em viúvo, não "iu" como em viu.




Atendendo a que os princípios que definem a acentuação gráfica no Acordo Ortográfico de 1945 (AO 45) não se alteraram substancialmente com o novo acordo (a questão dos acentos gráficos põe-se apenas em palavras graves, sobretudo com função diferencial), considero mais adequado escrever multiúsos, com acento, justamente para impedir a leitura da sequência como ditongo («para desfazer o ditongo»), à semelhança do que acontece com miúdo ou viúvo (mas não com oriundo) – cf. Base XIV do AO 45 e Base X, 1.ª do Acordo Ortográfico de 1990.​


https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/multiusos-vs-multiusos/32384​

A ortografia da palavra multiúsos (e de outras no mesmo contexto ortográfico) não sofreu nenhuma alteração com o Acordo Ortográfico de 1990, nem corresponde a nenhuma diferença entre o português europeu e o português do Brasil. Este é o mesmo contexto ortográfico de palavras como balaústre, ciúme, miúda, reúne ou viúvo. isto é, trata-se de uma vogal tónica u de uma palavra paroxítona (ou grave) que leva acento agudo quando antecedida de uma vogal com a qual não forma ditongo (desde que não constitua sílaba com a eventual consoante seguinte, diferente de s, caso em que não terá acento gráfico, como nos casos de diurno, demiurgo, oriundo ou triunfo).​

https://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/5950/​
 
Última edição:
O trema era usado em português para indicar que duas vogais não são um ditongo. Por acaso em inglês também já foi, e também é arcaico. Em alemão muda o som da vogal.

Eu sou velhinho e o não uso do trema no português de Portugal é ainda mais velho do que eu, não tem nada que ver com o AO90.

Nem estou a ver como poderia ser usado em multiúsos, associo-o mais a informar-nos que devemos ler o u em pinguim ou em tranquilo
 
O trema penso que ainda é usado no Brasil.

Não é mais utilizado. Afinal o acordo é para entrar em acordo não é? Se o Brasil aceitou o acordo tem que cumprir. Eu não sei muitas regras de acentuação gráfica confesso que detesto. Mas preciso aprender para prestar concurso público. Fomos mau acostumados a só se esforçar a aprender acentos e crase quando somos cobrados. Vou tentar mudar isso. Embora seja muito difícil. Eu estudo, estudo crase e sempre erro. É incrível. Eu nunca acerto tudo sobre plural de composto, crase. Parece uma missão impossível
 
Por mim aboliria tudo o que são acentos, à exceção de acentos na ultima silaba, que são os unicos que realmente, com grande frequencia, são importantes para a compreensão.

No maximo, mantê-los-ia em materiais didaticos, pois podem ajudar quem está a aprender a lingua.

Mas para o falante diario da lingua são totalmente desnecessarios.

Se têm duvidas, digam-me que dificuldade tiveram a ler este comentario, onde omiti 12 acentos.
 
Última edição:
Por mim aboliria tudo o que são acentos, à exceção de acentos na ultima silaba, que são os unicos que realmente, com grande frequencia, são importantes para a compreensão.

No maximo, mantê-los-ia em materiais didaticos, pois podem ajudar quem está a aprender a lingua.

Mas para o falante diario da lingua são totalmente desnecessarios.

Se têm duvidas, digam-me que dificuldade tiveram a ler este comentario, onde omiti 12 acentos.

Não é porque o acentos não fazerem falta que nós conseguimos ler a tua mensagem!

Chama-se efeito Cambrigde, em que o nosso cérebro, que já aprendeu as palavras corretas, consegue preencher as lacunas e corrigir os erros como um todo.

Etsá prvoado de acrodo cmo um etsduo da Uinverisdade de Cmarbigde. - Também consegues ler isto, e não é por isso que devemos abolir as letras na sequência correta da escrita.

Se eu ler a tua mensagem à letra, dava uma mensagem toda distorcida e algo ininteligível.
 
(...) à exceção de acentos na ultima silaba, que são os unicos que realmente, com grande frequencia, são importantes para a compreensão.

(...)

Fiquei curioso.
Podes demonstrar como é que os acentos na última sílaba são frequentemente mais importantes para a compreensão do que os acentos em qualquer outra?
 
Confesso que em quase meio século de vida nunca vi escreverem "multiusos" com acento nem nunca me ensinaram isso, quer na primária, quer no ensino básico. Não fui a uma enciclopédia ou dicionário verificar, pois fora a primeira vez que vira tal palavra assim escrita. Provavelmente foi a última também. :sh)
 
Fiquei curioso.
Podes demonstrar como é que os acentos na última sílaba são frequentemente mais importantes para a compreensão do que os acentos em qualquer outra?

Esta bem, e mais dificil perceber se não usar nenhum acento, ate porque e na ultima silaba que ha mais palavras que se distiguem apenas pelo acento.

Não é porque o acentos não fazerem falta que nós conseguimos ler a tua mensagem!

Chama-se efeito Cambrigde, em que o nosso cérebro, que já aprendeu as palavras corretas, consegue preencher as lacunas e corrigir os erros como um todo.

Etsá prvoado de acrodo cmo um etsduo da Uinverisdade de Cmarbigde. - Também consegues ler isto, e não é por isso que devemos abolir as letras na sequência correta da escrita.

Se eu ler a tua mensagem à letra, dava uma mensagem toda distorcida e algo ininteligível.




Literalmente significa que não são necessarios.

O objetivo da escrita é olhares para uma sequencia de simbolos e saberes reconhecer o que está lá escrito.

A nossa escrita é fonetica, que facilita a parte de aprender a reconhecer esses simbolos como palavras, ou vice-versa.

No entanto há um compromisso entre haver alguma ligação entre os simbolos e os sons e não tornar demasiado penante estar a representar todas as distinções que existem na fala e que atualmente não representamos na ortografia.

O objetivo é a escrita ser o mais simples possivel, em que ainda assim seja possivel reconhecer as palavras (há sistemas de escrita em que apenas escrevem consoantes, por exemplo).

Os acentos apenas servem o intuito de evitar palavras homofonas, mas as unicas palavras onde é mais comum a ausencia de acentos criar homofonas dificeis de perceber pelo contexto são as que têm acento na ultima silaba.​
 
Esta bem, e mais dificil perceber se não usar nenhum acento, ate porque e na ultima silaba que ha mais palavras que se distiguem apenas pelo acento.






Literalmente significa que não são necessarios.

O objetivo da escrita é olhares para uma sequencia de simbolos e saberes reconhecer o que está lá escrito.

A nossa escrita é fonetica, que facilita a parte de aprender a reconhecer esses simbolos como palavras, ou vice-versa.

No entanto há um compromisso entre haver alguma ligação entre os simbolos e os sons e não tornar demasiado penante estar a representar todas as distinções que existem na fala e que atualmente não representamos na ortografia.

O objetivo é a escrita ser o mais simples possivel, em que ainda assim seja possivel reconhecer as palavras (há sistemas de escrita em que apenas escrevem consoantes, por exemplo).

Os acentos apenas servem o intuito de evitar palavras homofonas, mas as unicas palavras onde é mais comum a ausencia de acentos criar homofonas dificeis de perceber pelo contexto são as que têm acento na ultima silaba.​

Este teu post é a prova viva que os acentos fazem falta como pão para a boca! É simplesmente uma tortura ler uma coisa assim. Quanto ao resto, não percebeste que precisas de aprender a palavra correta para depois a conseguires construir no meio de um erro ortográfico!! Se aprenderes a palavra com erro (sem acento) vais sempre interpretar a palavra com essa fonética (errada)

Sobre as palavras homófonas e os acentos, admito que não consegui chegar lá! O que é que os acentos têm que ver com palavras homófonas?
 
Sim, por vezes podem eliminar ambiguidades, sobretudo desde que entrou em vigor o novo aborto ortográfico (ex.º para vs. pára).

Mas mesmo noutras palavras em que não há risco de confusão, talvez devesse haver acentos, como em "colhêr" vs "colhér". Sei que parece um bocado estranho e talvez por isso não seja o melhor exemplo, mas há muitos mais casos assim.
 
Sim, por vezes podem eliminar ambiguidades, sobretudo desde que entrou em vigor o novo aborto ortográfico (ex.º para vs. pára).

Mas mesmo noutras palavras em que não há risco de confusão, talvez devesse haver acentos, como em "colhêr" vs "colhér". Sei que parece um bocado estranho e talvez por isso não seja o melhor exemplo, mas há muitos mais casos assim.

Pois há, mas em inglês e francês, por exemplo, há muitos mais e não vem nenhum mal ao mundo.
 
Este teu post é a prova viva que os acentos fazem falta como pão para a boca! É simplesmente uma tortura ler uma coisa assim. Quanto ao resto, não percebeste que precisas de aprender a palavra correta para depois a conseguires construir no meio de um erro ortográfico!! Se aprenderes a palavra com erro (sem acento) vais sempre interpretar a palavra com essa fonética (errada)

Sobre as palavras homófonas e os acentos, admito que não consegui chegar lá! O que é que os acentos têm que ver com palavras homófonas?

No meu comentario anterior estava a demonstrar precisamente porque fazem falta acentos nas palavras oxitonas.

De resto, é mera questão de habito: se tu lês "Italia" como "Itâlíiâ" é só porque estás a forçar essa pronuncia.

Na realidade, com o habito, não terias quaisquer duvidas em ler corretamente.

Não era homofonas mas sim homografas: se tiras o acento de "está", passa a escrever-se como "esta", ou seja, passam a ser homografas.

Mas isto acontece essencialmente nas oxitonas, nas paroxitonas e proparoxitonas isso é muito mais raro e dificilmente causa confusão.

Já agora, antes da reforma ortografica de 1911 não se acentuavam palavras proparoxitonas, e ninguém as lia "mal" por isso:

o74escR.png - Click image for larger version  Name:	o74escR.png Size:	712.6 KB ID:	14622364
Estavamos, tinhamos, Sonia, monticulos, unica

Repara como até palavras como "ahi" e "sahimos" não precisavam de acento porque o "h" quebrava o ditongo.
 
Última edição:
Sim, por vezes podem eliminar ambiguidades, sobretudo desde que entrou em vigor o novo aborto ortográfico (ex.º para vs. pára).

Mas mesmo noutras palavras em que não há risco de confusão, talvez devesse haver acentos, como em "colhêr" vs "colhér". Sei que parece um bocado estranho e talvez por isso não seja o melhor exemplo, mas há muitos mais casos assim.

Isso é precisamente o oposto do que defendo.

Tu consegues quase sempre saber que palavra é pelo contexto, salvo raras exceções que podem ter um acento diferencial (como pára deveria ter).

A escrita não serve para te ensinar a pronunciar as palavras, até porque é pouco eficaz nisso, pois posso ver varias palavras no teu texto que só pela grafia não dá para saber como se pronunciam:

talvêz ou talvéz?
devêsse ou devésse?
havêr ou havér?
cômo ou cómo?
parêce ou paréce?
sêja ou séja?
melhôr ou melhór?

E depois tens muitos outros casos até em silabas atonas, como:

tèlèmovel, mas telefone?

autòcarro, mas automóvel?

mòtòsserra, mas muturizada?

inclusivè? gànhar? càveira? Àveiro? esquècido? còrado? prègar? gèração? dezòito?

Acho que é mais que evidente que seria horrivel sobrecarregar a escrita com acentos para tentar "ensinar" qual é a pronuncia exata de cada palavra.

Portanto, eu apenas aplico a mesma logica a palavras como Italia, America, fosforo, medico, inteligencia, etc...
 
Última edição:
...
Repara como até palavras como "ahi" e "sahimos" não precisavam de acento porque o "h" quebrava o ditongo.

No tempo das BBS e penso que mesmo depois com os primeiros IRC, aquilo não aceitava caracteres acentuados. E eu usava muito este artifício do h para "acentuar" palavras. É uma coisa curiosa, pois nenhum de nós aprendeu tais coisas, mas conseguimos ler com muita facilidade e rapidamente percebemos a função do h!
 
No meu comentario anterior estava a demonstrar precisamente porque fazem falta acentos nas palavras oxitonas.

De resto, é mera questão de habito: se tu lês "Italia" como "Itâlíiâ" é só porque estás a forçar essa pronuncia.

Na realidade, com o habito, não terias quaisquer duvidas em ler corretamente.

Não era homofonas mas sim homografas: se tiras o acento de "está", passa a escrever-se como "esta", ou seja, passam a ser homografas.

Mas isto acontece essencialmente nas oxitonas, nas paroxitonas e proparoxitonas isso é muito mais raro e dificilmente causa confusão.

Já agora, antes da reforma ortografica de 1911 não se acentuavam palavras proparoxitonas, e ninguém as lia "mal" por isso:

filedata/fetch?id=14622364&d=1754663861
Estavamos, tinhamos, Sonia, monticulos, unica

Repara como até palavras como "ahi" e "sahimos" não precisavam de acento porque o "h" quebrava o ditongo.

A língua é um organismo vivo. Tanto a escrita como a falada e a falada influencia a escrita. [;)] Antes de 1911 não se falava como agora.
 
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