Ainda não foi desta que fiz a EN 2 de fio a pavio, de uma ponta a outra. Muitas vezes a percorri em dias, aventuras e traçados distintos. Na prática, já a fiz quase toda mas nunca de uma só vez.
Desta vez, também não a fiz de uma só vez, contentei-me com 1 dia (cerca de 9 horas para ser mais concreto) e cerca de um terço da distância total da dita.
Decidi começar a percorrer a EN 2, sentido Norte Sul, a começar em Mora. O objectivo era acima de tudo registar o mais que pudesse marcas de um outro tempo e um ou outro autocarro com que me deparasse. E assim fiz.
Transformei a Sharan em micro auto-caravana (pernoitei em Faro) e aí vai ele por aí abaixo.
Tirando o troço entre Mora e Montemor-o-Velho que nunca o havia percorrido e o de Almodôvar para Faro (apenas feito uma vez e de Sul para Norte), todo o restante caminho é-me imensamente familar. Mas noutras vezes, não há sequer muito tempo para mais nada a não ser ir do ponto A ao B, ora cruzando ou percorrendo troços da EN 2. Ou seja, a EN 2 não é foco da minha atenção ou dedicação. Mas no Sábdo foi. E mais tempo houvesse e mais tempo perdia com ela. Deixei muitas coisas para trás mas fica a promessa de as revisitar e finalmente registar.
De saudar ver que a estrada está minimamente preservada, raro é o troço em que o piso está realmente mau. De louvar o esforço que se está a fazer em preservar o passado, ainda que com alguns atropelos à originalidade. Que importa que seja por uma moda ou vaidade, bom é ver que se dá valor ao passado, ao preservá-lo.
A única parte que mais me aborreceu foi ter de aturar os por demais barulhentos grupos de motociclistas na serra do Caldeirão. Epá, mais do que a condução de alguns, o barulho é infernal e um total desrespeito pela Natureza e pelos demais utilizadores. Tirando isso, viagem impecável, a Sharan é uma boa companheira de viagem e de guarida.
Conselho para quem a quiser fazer: vá com tempo, um dia é pouco, dois também não chegam, 3 ou 4 talvez comecem a ser suficientes, acima de 5 se calhar já começa a ser complicado em encontrar motivos para a fazer. É para se fazer devagar e assim melhor desfrutar. Mas lá está, vai depender da dimensão da carteira de cada um.
Aqui ficam umas fotos de entre umas centenas que fiz.
