Museus e outréns...

joao cunha

Banido
Um tòpico de museus e um pouco da sua història :)
Começo eu como era de esperar[|)]

Museu do Caramulo

Dois irmãos, Abel e João de Lacerda, fundam nos anos cinquenta, um invulgar museu, numa pequena povoação chamada Caramulo, situada numa montanha no centro de Portugal, com luxuriante vegetação, virada a Sul, sobre um vale extenso de 80 Km: o mais vasto panorama do país.

Abel de Lacerda, apaixonado pela arte, constrói um edifício, com os mais modernos conceitos de museologia, para expor uma invulgar colecção de objectos de arte constituída por 500 peças de pintura, escultura, mobiliário, cerâmica e tapeçarias, que vão da era Romana até Picasso.

João de Lacerda, apaixonado por automóveis, constrói outro edifício anexo ao primeiro, vocacionado para expor 100 automóveis e motos, dentro do princípio de que todos os veículos pudessem sair facilmente, para exibição e conservação.

Com a morte prematura de Abel de Lacerda em 1957, criou-se a Fundação Abel de Lacerda - hoje Fundação Abel e João de Lacerda - proprietária dos dois museus de Arte e Automóveis, abertos ao público todo o ano. Mais de 1 milhão de visitantes entraram neste meio século, no Museu do Caramulo.

A sua coleçäo de arte

Iniciada em 1953, por iniciativa de Abel de Lacerda, sob o lema da generosidade, a colecção de arte do Museu do Caramulo foi constituída por ofertas de coleccionadores e artistas contemporâneos de renome, como Vieira da Silva, Jean Lurçat, Salvador Dali e Pablo Picasso.

A colecção de arte reveste-se de uma enorme riqueza dadas as diferentes categorias de objectos que encerra e que abarcam um largo período histórico, desde a Antiguidade até à Contemporaneidade, numa rigorosa selecção.

As salas do museu enchem-se de peças de pintura, escultura, mobiliário, ourivesaria, marfim, vidros, esmaltes, têxteis e cerâmica. Nesta última secção, as peças revelam o gosto e técnica cerâmica das mais diversas épocas, desde o período Han e Tang até uma jarra de Picasso, porcelanas Delft e Ming, com especial relevo para a célebre garrafa de Jorge Álvares de 1552.

Na secção de têxteis, salientam-se 4 tapeçarias monumentais, encomendadas pelo Rei das Descobertas - D. Manuel I - tecidas em Tournai no 1º. Quartel do Séc. XVI. Pelo seu enorme valor cultural, estas peças constituem um meio privilegiado para a compreensão do século XVI, das relações entre Portugal e a Flandres até à influência das Descobertas Portugesas na arte ocidental.

Ao nível da pintura, o Museu do Caramulo apresenta uma selecção de obras de consagrados pintores nacionais, como Grão Vasco, Silva Porto, Columbano e Amadeo de Sousa Cardoso, passando ainda por artistas flamengos como Frei Carlos, Quinten Metsijs, Isembrant, Jacob Jordaens ou franceses como Hyacinthe Rigaud, Frans Pourbus, Raoul Dufy e Fernand Léger.

O núcleo de escultura é composto por peças de artistas portugueses como Salvador Barata Feyo, Canto da Maya, Leopoldo de Almeida ou António Duarte, bem como os estrangeiros, José Cañas e José Clará.

O Museu do Caramulo é justamente considerado um dos principais de Portugal, com criteriosa e rigorosa selecção das obras expostas, constituindo assim uma extraordinária colecção que atravessa todos os do domínios da Arte.

È um museu que me ficou na memòria fui là tinha cerca de 13 anos :)

Colecção de Automóveis

A colecção de Automóveis, Motociclos e Velocípedes do Museu do Caramulo foi iniciada por João de Lacerda, em 1955, ao adquirir um Ford T de 1925. Desde então, a colecção foi aumentando, encontrando-se hoje em exposição no Caramulo.

Devido ao sucesso do Museu do Caramulo e ao seu enorme prestígio, este foi acolhendo automóveis em depósito, alargando desta forma o espólio exposto.

Contudo, é condição imperativa para um automóvel ser exposto, estar restaurado e com a mecânica impecável, tal como nasceu, permitindo-lhe desta forma circular normalmente em desfiles ou até mesmo participar em provas.

Este objectivo presidiu à construção do edifício anexo, de forma a que cada veículo possa sair instantaneamente sem restrições. Isto porque, todos os automóveis circulam no exterior, pelo menos 2 vezes ao ano, sendo registado, numa ficha individual, tudo o que tiver ocorrido nessas saídas.

O Museu do Caramulo dispõe de uma exposição permanente 30 motociclos e 70 automóveis (dos quais 14 veteranos), representando 36 marcas de 7 países. O mais antigo é um Benz de 1886 e o mais recente um Ferrari 456, de 1998. Existe ainda uma variada colecção de bicicletas e triciclos antigos.

Muitos dos automóveis têm uma relação com a História de Portugal. Na colecção automóvel exposta permanentemente no museu pode observar-se:

* o mais antigo automóvel ainda em funcionamento em Portugal, o Peugeot de 1899;
* o Bugatti 35B, em que Lehrfeld estabeleceu, em 1931, o recorde do quilómetro lançado, a mais de 200 km/h;
* o Mercedes-Benz blindado e o Cadillac que estiveram ao serviço do Prof. Doutor Oliveira Salazar;
* o Pegaso Sport, oferecido pelo General Franco ao Presidente Craveiro Lopes;
* o Chrysler Imperial da PIDE que protagonizou a "Fuga da Prisão de Caxias";
* o Renault que foi pertença do conselheiro João Franco;
* o Rolls-Royce que serviu a Rainha Isabel II, o Presidente Eisenhower e o Papa João Paulo II nas suas visitas a Portugal;
* o Fiat oferecido ao Dr. João de Lacerda, pelo presidente do Grupo Fiat.


Colecção de Brinquedos

O Museu do Caramulo abriu ao público, em Março de 2004, uma exposição de brinquedos antigos e miniaturas de colecção.

Esta nova exposição, com carácter permanente, conta com mais de 2000 peças e cobre quase um século da história do brinquedo e do coleccionismo, mostrando a evolução do brinquedo e das miniaturas através das suas várias fases e materiais.

Da lata ao plástico, da massa ao ferro, a exposição oferece uma grande variedade não só em termos das peças expostas, como na origem dos países e formas de produção.

A variedade das temáticas expostas é muito alargada, cobrindo áreas como aviação, comboios, barcos, automóveis e transportes terrestres, militares e guerra, pistas de acção, jogos e ficção científica, não esquecendo os brinquedos de origem portuguesa.

O Museu do Caramulo espera, com esta nova aposta, não só complementar as colecções já existentes como aumentar a sua oferta nos serviços educativos e pedagógicos, conquistando assim novos públicos.

Além da colecção, o museu organiza anualmente a Feira de Miniaturas e Brinquedos Antigos (troca, compra e venda) no seu claustro, juntando vendedores e coleccionadores de norte a sul num lugar diferente dos habituais e oferecendo simultaneamente uma visita às colecções do Museu do Caramulo.
Pode-se meter museus de todo o mundo.

A lista actualizada dos museus jà mencionados
Museu do Carro Eléctrico
Museu do Caramulo
Museu de Cera de Londres
Museu Josef Mueller
Museu Paranaense
Mosteiro da Batalha
Museu do Brinquedo
Museu da Pessoa
Museu do Louvre
Museu da Terra de Miranda
Museu do Päo
Museu de Säo Bràs
Farol Museu
Fluviàrio
Museu Aeronaves Històricas
Museu do Sal
Museu Internacional da Escravatura
Museu Alberto Sampaio
Museu do Relògio
Museu Café Brasileiro
Museu Hermitage
Museu de Artes Tradicionais
Museu do Ar
Robotarium
 
Última edição:
madame tussaud e o museu de cera de londres

Marie Grosholtz nasceu em Strasbourg, França, em 1761. Seu pai, um soldado que lutou na Guerra dos Sete Anos (Grã-Bretanha e Prússia contra Áustria, França e Rússia) faleceu dois meses antes do nascimento da filha. Durante os primeiros cinco anos de vida, Marie viveu em Berna com a sua mãe, que trabalhava como governanta na casa de Philipe Curtius, um médico com extrema habilidade em esculpir em cera partes anatômicas do corpo humano. Quando o doutor Curtius mudou-se para Paris, levou consigo Marie e sua mãe, introduzindo-as a um mundo criativa e politicamente fascinante. O médico ensinou a Marie as técnicas de modelagem em cera. E rapidamente lhe foi permitido modelar personalidades da época como François Voltaire e o americano Benjamim Franklin. A exposição do doutor Curtius era tão famosa que passou a ser financiada pela Família Real Francesa. Tão logo o talento e a habilidade de Marie tornaram-se conhecidos ela foi convidada - aos dezenove anos - a ser tutora da irmã do Rei Luis XVI.

A vida no Palácio de Versalhes era bem diferente da que levara até então e por apenas nove anos ela viveu nas dependências de Versalhes. Em 1789, o doutor Curtius chamou-a de volta a Paris. A capital era o centro caótico da sangrenta Revolução Francesa. Marie e sua mãe foram presas e compartilharam a mesma cela de Josephine de Beauhamais, que mais tarde viria a desposar Napoleão Bonaparte. Entretanto, Marie foi encarregada de preparar máscaras de cera utilizando como molde as cabeças dos prisioneiros que haviam sido guilhotinados. Entre estes figuravam Maria Antonieta, Luis XVI e Jean Paul Marat (o filósofo revolucionário morto por Charlotte Corday).

Em 1794, o doutor Curtius faleceu e deixou para Marie toda sua coleção de cera. No ano seguinte Marie casou-se com um engenheiro francês chamado François Tussaud, com quem teve uma filha (falecida prematuramente) e dois filhos. A França continuava a sofrer após a Revolução e para que a exposição de cera de Marie sobrevivesse era necessário uma decisão muito difícil. Assim, ela deixou o país e excursionou pelas Ilhas Britânicas levando seus moldes de cera e seu filho mais velho. E ela jamais veria seu marido ou a França novamente. Marie passou mais de 33 anos exibindo sua crescente coleção para uma multidão de espectadores curiosa e intrigada. Enquanto isso, seu filho mais velho, Joseph, tomava gosto pelo ofício da mãe, enquanto Francis, o mais novo, ficara em Paris cuidando da avó, após a morte de seu pai. Quando, em 1826, a senhor Grosholtz morreu, Francis viajou para a Inglaterra para juntar-se ao que restava da família Tussaud.

Marie Tussaud superou, ainda, uma vasta gama de desastres. Em 1822 o navio que carregava a exibição que excursionava pela Irlanda naufragou. Porém, a maioria das peças foi salva. Semana a semana, as figuras de Lord Byron, dos assassinos Burke e Hare, do Rei George IV, da princesa Carolina de Brunswick, de Shakespeare, e de muitos outros eram constantemente embaladas e desembaladas para serem admiradas pelo público. Nos tempos em que não havia televisão, rádio ou cinema, as figuras de Madame Tussaud eram uma sensação. As viagens terminaram em 1835 quando finalmente a coleção de Marie Tussaud se estabeleceu em Londres, próximo ao local onde hoje se encontra o Madame Tussaud's Museum.

Marie continuou seu trabalho até praticamente sua morte. Dedicou seus últimos anos à sua própria escultura em cera. Em abril de 1850, aos 89 anos, Marie Tussaud - grande mulher do século XIX - sucumbiu. Os filhos de Marie empenharam-se em expandir a exposição. Em 1884 fixaram como residência fixa da coleção Tussaud uma casa na Marylebone Road. Os bonecos de cera foram distribuídos em várias salas, sendo uma chamada Camara dos Horrores e reservada a vilões e assassinos famosos. Até mesmo a lâmina da guilhotina que havia cortado a cabeça de Maria Antonieta fazia parte da exposição.

Um novo desastre ocorreu em 1925. Desta vez um incêndio causado por uma falha elétrica tratou de derreter figuras insubstituíveis como Robespierre e Marat. Também destruiu relíquias da era napoleônica. Em 1928 o interior do museu foi reconstruído e incluiu-se um cinema e um restaurante. Porém, com a Segunda Guerra Mundial e os ataques a Londres, nem o famoso museu foi poupado. Em 8 de setembro de 1940, em um bombardeio, a estrutura do museu foi abalada. Cerca de 352 modelos de cera foram irreparavelmente danificados. O cinema foi destruído. Posteriormente, em 1958 o Madame Tussaud's abriu o London Planetarium, construído para substituir o cinema destruído pelo fogo, e novas reformas iniciaram-se a fim de se renovar a fachada. Em 1993, a última inovação foi apresentada ao público: The Spirit of London, uma exposição que leva os visitantes através da história da cidade, dos tempos de Shakespeare aos dias de hoje. Uma história da qual o próprio museu faz parte.

;)
 
Museu Josef Mueller

Josef Mueller nasceu em 1887 e pertencia à uma família bourgeoise de Soleure (Solothurn), na Suíça alemä. Nada o prédestinava a ficar um mais grandes colecionadores de arte de todos os tempos. Órfão de pai e mãe à idade de seis anos, foi criado por uma que governanta, mas ele teve a possibilidade de poder tornar frequentes visitas aos pais de um camarada de classe, amadores de pintura moderna, e que, em 1906, possuiam já muito um bonito quadro do período recortar de Picasso, um retrato de mulher de perfil que Mueller devia adquirir seguidamente. À 20 anos, consagrou o seu rendimento de um ano inteiro a comprar uma tela Ferdinand Hodler, e muito rapidamente, ele tornou-se em Paris onde encontrou o famoso mercador Ambroise Vollard. Sobre os conselhos de este, adquiriu um quadro importante e famosos de Cézanne, o retrato do Jardineiro Vallier, pinta em 1905, extremo ao fim de vida do futuro pai da pintura moderna. É superando mil dificuldades que Josef Mueller constituiu de maneira rápida um conjunto que compreendia já em 1918 de sete Cézanne, cinco Matisse, cinco Renoir, sem estar a contar o Picasso, vira-o e tantas telas dos outros mestres prestigiosos. De seguida a novidade, o desejo (formulado por Rimbaud) de ser "absolutamente modernos" tinha levado os artistas a explorar o desconhecido. Após as inovações revolucionárias dos Impressionnistes, foram os Cervos (Derain, Vlaminck, Matisse) que compreenderam os primeiros que "fétiches" africanos, das quais aparentam-o grosseria até então era girado dérision, encontravam o seu lugar entre os obras de arte mais famosos feitos da mão do homem, em sempre procura de perfeição formal. Nos anos 20, outros artistas, outros colecionadores, descobriam com felicidade a ingenuidade, honestidade da diligência dos artistas tribais, que, ignorando "a arte para a arte", não produzem a sua obra nem para exprimir-se pessoalmente, nem para agradar um público de conhecedores, mas porque revelam-se necessárias no âmbito de crenças magicoreligiosas onde domina a preocupação de manter em equilíbrio as forças contraditórias que se enfrentam em redor das comunidades humanas. Em 1952, Jean Paul Barbeiro fiançait com a rapariga Josef Mueller, Monique. O seu casamento teve lugar em 1955. também devia-lhe pôr-se a constituir activamente a sua própria colecção.

Mas retornam em 1935 onde o Museum of Modern Arte de Nova Iorque organizou uma grande exposição intitulada African Negro Arte.As obras pertenciam muito à Europeus, dos quais poète Tristan Tzara, proprietário magnífica de uma máscara gabonesa que o Museu Barbier-Mueller devia adquirir em 1988. Josef Mueller não emprestou nada para esta exposição. Era raro que misturasse-se à uma manifestação pública. Ter-se-ia recusado certamente a dar uma conferência ou a explicar as razões que levavam-no a acumular tanto tesouros. Contudo, em 1957, à idade de setenta anos, Josef Mueller decidiu expôr a sua colecção africana no museu da sua cidade natal de Soleure, onde tivesse retornado de estabelecer-se após a guerra. Jean Paul Barbeiro, ele mesmo historiador e amador de arte, compreendeu que Josef Mueller era irritado por obras de arte chamados os "primitivos" assim sejam considerados pouco, em relação aos quadros dos quais fazia-lhe -se tanto cumprimentos. Provavelmente é este dia que nasceu a ideia verdadeiro de um museu permanente de arte primitiva, que devia ver atrasado o dia vinte anos, à Genebra, onde tivessem-se fixado Monique e Jean Paul Barbier-Mueller. Este último tinha constituído do seu lado uma colecção que ia acrescentar-se ao fundo Mueller. Tinha-se posto à procura de peças importantes para dar à colecção mais coerência. Josef Mueller, com efeito, não procurava criar um verdadeiro conjunto, comprando os objectos sobre simples critérios estéticos. É seu genro que terá êxito a propôr uma colecção raciocinada, tornado por sua vez "um chefe-de-obra" reconhecido como tal no mundo inteiro. O museu Barbier-Mueller abriu as suas portas em Maio de 1977, três meses após o falecimento Josef Mueller. Foi um acontecimento ao qual associaram-se muito numerosos amigos da família, de amadores de arte e conhecedores vindos do mundo inteiro. Agruparam-se cedo para formar uma Associação dos amigos do museu, a qual conta hoje perto de um milhar de membros. As colecções reunem agora cerca de 5000 obras, esculturas, máscaras, têxteis, objectos de prestígio ou de ornamento corporal. Este conjunto único, incessantemente enriquecido por Jean Paul Barbier-Mueller, constitui a mais importante colecção de arte primitiva ao mundo. Os sectores principais são por ordem de importância a África, a Oceania, as Américas (pré e postcolombianas), a Ásia tribal, Insulinde e, geralmente, as fases arcaicas ou pré-históricas das grandes civilizações (Grécia, Itália, Japão, Ásia do Sudeste).

Em Maio de 1997, a Sua Majestade a Rainha Sófia inaugurava o Museo Barbier-Mueller, instalado no Palácio Nadal, um hotel específico século X situado oposto do museu Picasso, na rua Montcada, em cheio no coraçäo do bairro gothique de Barcelona. Um empréstimo de uma duração de cinco anos, atribuído ao Instituto da Cultura da Cidade de Barcelona pela família Barbier-Mueller, devia permitir julgar do impacto deste novo museu na população local. Graças múltiplas a manifestações organizadas pela direcção do museu, um interesse muito nítido desenhou-se na população. Em 2002, o empréstimo foi renovado, colecionador que declara que deixaria as suas principais peças précolombiennes em Barcelona tão muito tempo que viveria. O museu tenta oferecer aos seus visitantes e os leitores dos seus catálogos mais maior número de informações relativas à criação e a utilização ritual das obras apresentados, onde o financiamento de missões de estudos que desentupem sobre a publicação de catálogos, às vezes dos livros volumosos, tendo valor de referência.

:)
 
Museu Paranaense

Fundado em 1876, o Museu Paranaense foi o primeiro museu do Paraná e o terceiro do Brasil. Possui um acervo de cerca de 300 mil peças e documentos. São peças etnográficas de origem indígena de várias partes do Brasil, peças arqueológicas, mapas do Brasil-Colônia, peças históricas das antigas capitanias do sul do País e obras de arte.

O Museu Paranaense teve abrigo em várias sedes, desde a sua fundação. Sua primeira foi na Praça Zacarias, transferindo-se 25 anos depois para a rua Dr. Muricy, depois para a rua São Francisco, depois para o Batel, depois para a rua Treze de Maio e, em 1973, para o Paço Municipal, na Praça Generoso Marques, onde ficou até dezembro de 2002.

Em julho de 2003, o Museu Paranaense tomou o lugar do antigo Museu de Arte do Paraná, no Alto do São Francisco. O prédio, construído nos anos 1920, já foi, também, Palácio do Governo e sede do Tribunal Regional Eleitoral.
museu-paranaense-curitiba.jpg
caravela-museu.jpg


:)
 
citação:Originalmente colocada por Zoltan Pluto

Isto podia ser um bom tópico para recomendar a visitas de certos museus!dos mais diversos tipos!

È esse o intuito,mas a malta também näo tem muito tempo desponìvel[|)]

Também fui à Batalha näo é um museu mas vou tentar meter info.;)
 
Mosteiro da Batalha


O Mosteiro da Batalha é o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Construído por iniciativa de D. João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota (1385), as obras iniciaram-se logo no ano seguinte, sob direcção do arquitecto português Afonso Domingues. Dessa fase resultou grande parte das estruturas da igreja e duas alas do claustro.

Em 1402 o projecto sofreu uma mudança radical, sendo a direcção das obras assumida por Mestre Huguet, arquitecto estrangeiro, provavelmente catalão, que dotou o Mosteiro da Batalha de uma matriz gótica flamejante. A este período corresponde o abobadamento dos espaços da igreja e da Sala do Capítulo, a construção da Capela do Fundador e, ainda, o início das obras das Capelas Imperfeitas. Pelos meados do século XV, construiu-se o Claustro de D. Afonso V, obra de Fernão de Évora, e que se filia no Gótico afonsino, corrente que rejeita a exuberância do estilo flamejante em benefício de linhas simples e austeras. No reinado de D. Manuel fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas, projecto que se prolongou até à década de 30 do século XVI, já com a inclusão de elementos renascentistas, e que foi depois abruptamente abandonado pelas solicitações de outros monumentos no país.


Depois de um longo interregno, o Mosteiro da Batalha viria a ser objecto de novas obras - estas já de restauro - a partir de 1840. Durante mais de cinquenta anos o Mosteiro foi sistematicamente restaurado segundo critérios de retorno forçado à traça medieval, facto que não permite hoje um melhor conhecimento deste monumento durante a Idade Moderna. Em 1980 foi transformado em Museu, e três anos depois inscrito pela UNESCO na lista de Património Mundial. Aqui funcionam duas oficinas de cantaria e de vitral, iniciativas que se fundem com os objectivos mais amplos de investigação e divulgação do próprio Museu; na Batalha conserva-se, ainda, o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses, com uma campanha da primeira metade do século XV na capela-mor, e outra já da segunda década de Quinhentos na Sala do Capítulo.

Quando là fui e isso lembro-me bem,chorei que nem um desalmàdo:Dantes estavam dois melitares à porta do mosteiro e eu como era puto e estava traumatizado com as armas,foi uma carga de trabalho para me convencerem a entrar [:0].
Hoje em dia näo sei se ainda funciona assim.
 
Boa iniciativa [^]

Na minha zona ;)


Museu do Brinquedo - Sintra

Os Brinquedos presentes neste Museu, fazem parte de uma recolha feita ao longo de mais de 50 anos pelo Coleccionador João Arbués Moreira.

A colecção começou a ser constituída quando tinha 14 anos de idade com os brinquedos que lhe iam sendo oferecidos e outros, pertença de pais e avós. Com a idade o poder de escolha e de compra aumentou ao mesmo tempo que crescia a vontade de saber mais acerca das peças que ia encontrando, o seu fabrico, a sua origem,
a sua história.

Assim nasceu a pesquisa e aquisição de peças mais antigas e o interesse pela História da Humanidade que os brinquedos tão bem documentam. Com o passar do tempo, a colecção foi aumentando e tinha já mais de 40.000 brinquedos diferentes.
Havia que preservar e expor este património permitindo ao público tomar contacto com a maior colecção do género em todo o país.

Em 1987 foi criada a Fundação Arbués Moreira à qual foi legada toda a colecção, dois anos mais tarde um acordo com a Câmara Municipal de Sintra para cedência de um espaço permitiu a criação do Museu do Brinquedo de Sintra.

A colecção continuou sempre a crescer, o espaço tornou-se exíguo para as peças entretanto adquiridas e doadas. Era indispensável a criação de um novo local de exposição que permitisse albergar toda a colecção e enriquecer a comunicação entre o público visitante e o Museu.

Este novo espaço, antigo Quartel dos Bombeiros de Sintra, inclui instalações apropriadas para o visionamento de vídeos temáticos, espaço lúdico multimédia, uma sala destinada à montagem de exposições temporárias e uma oficina de restauro.

Museu do Brinquedo - Sintra
 
Museu da Terra de Miranda

Estive lá o ano passado no inicio das festas da Cidade.
O Museu é muito simples mas com uma riqueza histórica da região muito grande.
Gostei muito da visita.
Fica a dica.


"Situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, o Museu da Terra de Miranda está instalado no edifício seiscentista da antiga Câmara Municipal. O espólio do Museu da Terra de Miranda - região bem definida desde meados do século XII - representa a região na multiplicidade dos seus aspectos geográficos, geológicos, históricos e sócio-económicos, organizada segundo dois eixos fundamentais: a população e o território. A exposição permanente apresenta colecções de trajes mirandeses e instrumentos usados na sua produção, alfaias agrícolas e máscaras."

No mesmo assunto:
Museu do Povo Galego em Santiago de Compostela.
Visitei há cerca de uns 3 ou 4 anos e encontrei muitas semelhanças com a vida rural do nosso país.

Fica o link:

http://www.museodopobo.es/cgm/mapa.html
 
Última edição:
Museu do Pão em Ceia, tudo muito bom incluindo o restaurante[;)] rodeado de uma execelente paisagem.

www.Museudopão.pt

O Museu do Pão é um complexo museológico privado onde se exibem e preservam as tradições, história e arte do pão português. </SPAN>
Em mais de 3.500m² o visitante encontra uma gama de actividades destinadas à cultura, pedagogia e lazer.


Através de quatro salas expositivas e de vários outros espaços do complexo museológico, poderá conhecer os antigos saberes e sabores da terra portuguesa.

Como chegar ao Museu do Pão:

Do centro de Seia (Fonte das Quatro Bicas) seguir pela estrada do Sabugueiro. A seguir ao Hospital de Seia, virar na primeira rua à esquerda, seguindo a indicação dos painéis.

As salas expositivas têm acesso para deficientes motores.


A Sul uma pequena incursão na pacata e bonita Vila de S.Brás de Alportel para ver o Museu do Trajo do Algarve.

www.Museu-sbras.com
 
Cultura
Museus
27-07-2007 9:00

Cascais abre o primeiro farol-museu
596908095c50b_250x130.jpg


O Farol de Santa Marta, em Cascais, torna-se sexta-feira o primeiro farol-museu nacional, que irá desvendar um ofício com cinco séculos de história no país.

No ano passado, a Câmara de Cascais e a Marinha, que ainda hoje apoia a navegação a partir da torre de 20 metros, iniciaram a remodelação do espaço para dar a conhecer as antigas residências dos faroleiros, os seus instrumentos de trabalho e modo de vida.

Após as obras, o farol tornou-se num espaço de exposição de peças recuperadas pela Marinha, amplas plataformas com vista para o mar, um centro de documentação e uma cafetaria.

"Tentamos encontrar formas de não ser só um museu de sítio, mas onde a temática dos faróis, que fazem parte do imaginário, estivesse presente, até porque Portugal preserva um conjunto de faróis de excepcional importância do ponto de vista patrimonial e arquitectónico", disse à Lusa o historiador Joaquim Boiça, director do novo espaço e descendente de uma família de faroleiros que trabalhou em Santa Marta.

"Além de suportes fundamentais do comércio marítimo, os faróis foram espaços de grandes avanços tecnológicos, a nível da produção de energia ou da óptica, com muitos físicos dos séculos XVIII e XIX a participarem nesta aventura de iluminar os mares", explicou.

O público pode ainda assistir a uma "fantástica viagem" de quatro minutos, através de uma reconstituição virtual do farol que, segundo Joaquim Boiça, vai surpreender, e ainda a um documentario intitulado "Faróis de Portugal, cinco séculos de história".

O Museu-Farol de Santa Marta, projectado pelos arquitectos Francisco Aires Mateus e Manuel Aires Mateus, estará aberto das 10h00 às 19h00 entre 1 de Maio de 30 de Setembro, fechando uma hora mais cedo nos restantes meses.

Inserido no Forte de Santa Marta, cuja construção deverá remontar ao século XVII, o farol foi inaugurado em Março de 1868 e classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977, sendo uma referência na sinalização costeira da barra do Tejo.

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=56&ContentId=214544
 
Última edição:
A merecer uma visita atenta.

subscribed.gif
Fluviário. O 1º da Europa, Portugal é pioneiro.
Excalibur

Citação:

Primeiro fluviário da Europa abre hoje em Mora e traz piranhas ao Alentejo


Roberto Dores,
em Évora
António Pedro Valente (imagem)
493657.jpg
10px.gif

Têm um ar ameaçador e metem respeito. O corpo é comprimido, focinho curto e arredondado, com mandíbula saliente. A ligeireza com que trituram um camarão inteiro com casca denuncia dentes afiados. Quem havia de dizer que um dia o Alentejo teria piranhas vermelhas? Mas elas aí estão, entre as maiores atracções do Fluviário de Mora, que hoje é inaugurado, sugerindo um passeio entre a nascente e a foz de um rio, através de um conjunto de aquários, por onde se distribuem 500 exemplares de 72 espécies de peixes e de outros animais. Um tipo de "oceanário" de água doce. É a primeira estrutura do género na Europa e a terceira em todo o mundo.

Tal como viviam no Amazonas, as piranhas-vermelhas estão confortavelmente instaladas numa água que atinge uma temperatura superior aos 30 graus. Na hora da refeição, os camarões são o "prato preferido", alternados com uma ração à base de carne. Esta espécie alcança os 30 centímetros de comprimento, havendo exemplares em Mora que ainda nem chegaram aos dez.

Mas o fluviário apresenta mais peixes exóticos. Há para ver seis peixes-facas, dez pacus-negros e cinco aruanãs-prateados, oriundos da América do Sul, da bacia amazónica e dos lagos africanos, que vão coabitar com as várias espécies portuguesas de água doce, caso dos pimpões, achigãs, tainhas, chanchitos, enguias ou trutas mergulhadas em águas gélidas.

Ali ao lado das piranhas não faltam ainda seis rãs-seta-venenosas, de cores deslumbrantes, sete peixes-gatos, 30 peixes-azuis-cauda-de-lira, três bichir-cinzentos (enguia-dinossauro) e 16 ciclídeos-de-thomas e um trio de ciclídeos-amarelos, estes últimos representantes do lago Malawi. Há ainda dois pares de lontras que já estão habituadas à presença humana e ao regime alimentar implementado.

Projectado há cinco anos, o fluviário é uma obra de valor superior a seis milhões de euros, sendo que, após terem sido capturados, todos os peixes foram sujeitos a um período de quarentena, a fim de serem submetidos a uma desparasitação para evitar possíveis contaminações das outras espécies aquando da sua colocação no sistema de aquários.

O presidente da autarquia, José Sinogas, garante ao DN existir uma grande expectativa em torno deste projecto, que ocupa 2300 metros quadrados em pleno Parque Natural do Gameiro, nas margens da ribeira do Raia, admitindo que as exposições permanentes da fauna e flora possam atrair ao concelho 200 mil visitantes por ano. Para além de estar a apenas cerca de cem quilómetros de Lisboa, o fluviário apostou forte na promoção em Espanha, sem perder de vista as questões pedagógicas e de investigação com a abertura às escolas.

Hoje, o Fluviário de Mora já é candidato ao mais prestigiado Prémio Europeu de Arquitectura, tendo a obra estado cargo da empresa Teixeira Duarte, em parceria com a Promontório Arquitectos. A construção foi financiada, em cerca de 50%, pelo Programa Operacional da Região do Alentejo, tendo outra metade sido paga pela autarquia.

10px.gif
 
Museu de aeronaves històricas

http://www.aeronauta.com/aero.fenix/museu.html

O Museu Aero Fénix foi fundado em 1995, pertence à Associação Museológica Aero Fénix e tem por objectivo principal a preservação de Património Histórico Aeronáutico Português.
Sendo uma organização cultural sem fins lucrativos, o Museu Aero Fénix está registado junto do Instituto Português de Museus e é membro do Conselho Europeu para a Preservação da Aviação. Em Novembro de 2001 o director da Aero Fénix, o cte. J. Munkelt Gonçalves, foi eleito presidente daquele organismo europeu e manteve-se em funções até Novembro de 2002.
O nosso primeiro grande projecto é a reconstrução de um avião North American T-6G Texan, que voou durante muitos anos na Força Aérea Portuguesa, o s/n 51-15177, ex-FAP 1635.
Actualmente, o Museu Aero Fénix é um dos dois únicos museus aeronáuticos em Portugal que têm aviões a voar e muitos deles são únicos. O seu acervo conta com oito aviões e dois planadores:

Aqui està o projecto recostruçäo de um T-6G 51-15177

http://www.aeronauta.com/aero.fenix/t6-1635.html
 
Museu do Sal abre amanhã na Figueira da Foz


"A exposição esclarece e divulga todo o processo de produção de sal e a actividade salineira", disse à Lusa Teresa Marchado, vereadora com o pelouro da Cultura na autarquia da Figueira da Foz.

A mostra é composta por "cinco grandes temas", entre eles a origem do sal na natureza partindo, a evolução histórica da produção salina em Portugal, com especial enfoque nas salinas da Figueira da Foz (no braço sul do rio Mondego e na ilha Morraceira), o ciclo de exploração e a importância das salinas no meio ambiente.

Além da exposição permanente, o museu incluirá uma sala destinada a serviços educativos, que poderá servir para exposições temporárias de documentação variada ou fotografia.

Mais uma boa opção em termos de cultura.
 
Voltar
Superior