5. Lisboa está um caos. A gestão de Carlos Moedas é mediática e pouco mais. Anunciam-se medidas de apoio à habitação, mas a burocracia é enorme e os funcionários contradizem-se uns aos outros. As obras públicas eternizam-se. Muitas são mal feitas. A substituição das paragens da Carris derrapa no tempo e não traz vantagem aos passageiros. Pode ser herança, mas deixou-se andar. Num dos maiores eixos de Lisboa, a Avenida António Augusto Aguiar, a mexida no trânsito põe em perigo a própria vida dos automobilistas que mudam de direção.
A incompetência é tremenda. Quando houver um acidente grave, já se vê que ninguém irá preso, e devia. À frente do Hospital Santa Maria há passadeiras que estão a verde meros 20 segundos para peões, muitos deles com mobilidade reduzida e saídos de tratamentos. É maldade porque a situação já foi denunciada muitas vezes. As escadas rolantes do Metro (é verdade que são Estado central) não funcionam.
As ruas estão sujas. A câmara só pensa na receita do turismo, mas não a reverte para benefício da população. A beira-rio está pejada de barraquinhas com produtos da treta, caros, e música foleira e incómoda.
A confusão de TVDE e Tuk-Tuk é enorme. Com Lisboa assim, os grandes eventos económicos tendem a fugir. Sábias, as grandes cidades espanholas aproveitam e investem na qualidade.
O turismo não pode ser uma selva de oportunismos. A culinária portuguesa está em extinção e não há campanhas para o evitar. Sobra o bacalhau à Brás rançoso. O normal são Pizzas, Pita Shoarma, Sushi e uns ridículos pastéis de bacalhau com queijo da Serra. Para comer português temos de demandar a periferia.
A EMEL é um centro de faturação. A Polícia Municipal é inútil em termos de segurança pública.
Serve para multar condutores e fiscalizar obras pequeninas. Os monos gigantes de grandes grupos crescem à vontadinha. Moedas acha que soma e segue. Pode até voltar a ganhar, mas os lisboetas estão a perder qualidade de vida. Que diferença para Santana Lopes, para falar apenas de um ex-presidente do mesmo partido.