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Na verdade cerca de 75% dos agregados em PT ganham, por pessoa, até cerca de 3,50€/hora. []
E claro que há muita gente aqui a viver num mundo cor de rosa. Eu por exemplo, estou nos 5% da população com mais rendimentos e nunca comprei um carro novo (exemplo), mas ao que se lê por aqui e às compras que se fazem, este forum deve ser frequentado pela franja de 1% da população com mais rendimentos.[]
A nivel horário, ou seja, rendimento por hora, recebo menos que uma empregada de limpeza que cobra 6€ á hora. []
E de que é que estas à espera para mudar?A nivel horário, ou seja, rendimento por hora, recebo menos que uma empregada de limpeza que cobra 6€ á hora. []
E de que é que estas à espera para mudar?
Se quiseres pago-te a 6,50€ à hora, que estou à procura de um técnico especializado em limpeza.
Os 3€ por hora anda perto do SMN se a taxa de desemprego descesse para os 5% (nem vou aos 2%) as empresas iriam ter de começar a abrir os cordões a bolsa para conseguir contratar o pessoal mais produtivo, a reduziam-se em muito os casos de exploração, mas o pessoal pensa que tudo muda por decreto, se criarem condições para as empresas cresceram vão beneficiar mais os trabalhadores.
È normal que numa função de indiferenciado seja pago na volta desses valores de 3€/H, mas não há almoços grátis, ao fim de um tempo o funcionário andará desmoralizado e desmotivado, e irá por baixar a produção, e acima de tudo se tiver que fazer 2 ou 3 trabalhos (diga-se funções). Para resumir, da maneira que isto está vives para trabalhar, quando deveria ser o contrário
È normal que numa função de indiferenciado seja pago na volta desses valores de 3€/H, mas não há almoços grátis, ao fim de um tempo o funcionário andará desmoralizado e desmotivado, e irá por baixar a produção, e acima de tudo se tiver que fazer 2 ou 3 trabalhos (diga-se funções). Para resumir, da maneira que isto está vives para trabalhar, quando deveria ser o contrário
é isso mesmo, algo que aqui muitos não estão a visualizar...
O que penso que não estão a visualizar é que 75% da população activa vive mesmo com isso. Só pode significar que em geral os portugueses andem deprimidos, desmoralizados e desmotivados. Em todo o caso têm o Costa para os salvar. Ânimo.
Podem não ser os 75% mas uma boa parte não anda contente com o trabalho, isso é garantido. Isso do Costa, isso não vem de agora, já vem de á muito tempo, sempre tivemos uns dos SMN mais baixos da UE, de á uns anos para cá tem-se acentuado para pior, é os empregos precários (que não dá estabilidade alguma, é os salários que são uma miséria, etc) não é por nada que cada vez os jovens saem mais tarde da casa dos pais, não é por nada que cada vez a taxa natalidade baixa, são os resultados das tentativas falhadas.
Será também por causa dos baixos salários que a Alemanha tem das taxas de natalidade mais baixas da Europa (senão for a mais baixa mesmo)?
E eu respondo por aqui. Vejo pessoal com altos salários, carreiras estáveis e muitos não têm filhos e nem querem ter e outros têm apenas um filho e não querem mais.Eu pelos outros não respondo, respondo por aqui, uma das causas para os jovens saírem mais tarde da casa dos pais e em consequência a natalidade baixar são os baixos salários e a precariedade. Mas há quem afirme que estamos no caminho certo e que a lei protege o trabalhador.
O trabalho é num dos restaurantes de fastfood mais conhecidos... eu faço mais que 10h/semana, só que as 10h é o que está no contrato... ás vezes faço 25h/semana ás vezes mais outras vezes menos (isto varia bastante), repartidos por 5 dias por semana, com 2 folgas por semana e nem sequer estão juntas. Sim, ganha-se pouco mas é mais por estar a detestar o emprego que quero sair.
E isto tudo veio á baila porque... tenho direito a uma viagem com tudo pago para AMANHÃ (soube há muito pouco tempo) e, juntando o agradavel (ir de viagem) ao util (querer despedir-me mais dia menos dia), perguntei-vos acerca do despedimento.
Outra questão, ao ler as vossas respostas li algures que faltar 3/5 dias a seguir a uma folga dava direito a despedimento com justa-causa... Se eles me despedirem, o que acontece? (para além de deixar de ter emprego) Terei de pagar algo?
E eu respondo por aqui. Vejo pessoal com altos salários, carreiras estáveis e muitos não têm filhos e nem querem ter e outros têm apenas um filho e não querem mais.
Por outro lado, há quem receba apenas o rsi e tenha meia dúzia de filhos.
O que entendo é que a estabilidade financeira nada tem a ver com a opção de ter filhos.
Sim também é certo, mas num casal dito normal que namore, depois do namoro, vem o casamento ou ajuntamento, depois vem os filhos, ora se não tiverem estabilidade nem casa (a não ser arrendada e mesmo agora já complicam o acesso, algo que o arrendamento deveria ser como o 1º passo para ter a própria casa) e filhos vêm cada vez mais tarde.
Boa noite.
Também estou a pensar em pedir demissão.
Tenho um exame médico, feito numa unidade de saúde privada, que indica que tenho uma tendinite e um outro problema num braço. Está-me a custar a trabalhar e não queria agravar mais o problema.
A medicina do trabalho ligada à empresa não me está a dar nenhuma solução para o meu problema. Já tive uma situação de uma consulta marcada que não me foi dada, alegando que não estava nos registos. Mais uma situação de adiamento de marcação de nova consulta. Agora tenho uma nova consulta marcada, mas é num prazo temporal que acho demasiado longo e, pelo minha experiência, não me admiro se surgir alguma questão para eu não a ter.
Como disse, não queria continuar a agravar o meu problema no braço. Preciso de parar com aquele trabalho.
Na vossa opinião, posso apresentar um pedido de demissão imediata, sem ter que dar mais tempo de trabalho, alegando justa causa por motivo de saúde ou outro?
Obrigado pela resposta.
Já tinha pensado na opção do médico de família, que é o que irei tentar fazer amanhã. A questão é que arrisco-me a só conseguir uma consulta daqui a uns dois meses, e o meu braço pode estar irremediavelmente lixado até lá. Também não o conheço pessoalmente, que já não vou a uma consulta no centro de saúde há uns 5 anos.
Daí que, se essa opção não for possível, a segunda opção seria tentar pedir a demissão e sair no próprio dia, sem ter de andar a forçar o braço mais não sei quantos dias.
De salientar que eu já tinha pedido a demissão uma outra vez, no ano passado, por diversos motivos, mas vieram conversar comigo e convenceram-me a continuar por lá. Mas desta vez, eu queria era mesmo sair enquanto ainda não estou demasiado lixado. E um exame médico com uma tendinite e uma pequena rotura no braço, parecem-me motivos suficientes para querer mudar de vida.