Não será neste caso. Qual é a piada ? a distância/tempo ? Foi o que me deu o google maps na hora que postei, acredito que 9 da manhã ou às 18 seja mais demorado.
Eu não quero estar aqui no papel de dizer que é tudo fácil, mas a verdade é que devemos ter a capacidade de nos compararmos com os melhores mas também com os piores.
A questão não é ser fácil ou difícil.
Faz todo o sentido que a vida no início seja mais difícil.
A questão é que esse paradigma está a mudar.
Existem cada vez mais licenciados, o valor do trabalho está a diminuir e ao mesmo tempo o valor de bens como habitação (que é o que se discute neste tópico) está a subir brutalmente.
E ainda falta perceber como é que o mercado de trabalho vai reagir aos licenciados nascidos na década de 70, tendo em conta a pressão cada vez maior para serem substituídos por jovens licenciados por metade dos custos.Vão aguentar-se nos empregos mais 10 ou 15 anos? Ou serão dispensados mais cedo?
E consequências nos CH vigentes?
Isto porque os alunos inscritos no ensino superior na década de 90 disparou.
A consequência imediata é que muita gente (para não dizer a maioria) vai ter menos do que a geração anterior (pais) e a situação tem tendência a piorar, ou seja, o tal início mais difícil e depois a melhoria de vida está muito comprometido pelo aumento generalizado de custo dos produtos e por ser um bem de largos milhares de euros, do aumento por vezes de 100 ou 200k no preço das casas.
Isto reflete o comportamento do mercado da habitação nos últimos 10/15 anos.
Resultado- as pessoas não irão conseguir sair cedo de casa dos pais e mesmo quando poupam estando em casa dos pais se o preço das habitações continuar a subir como tem subido, a poupança das pessoas não consegue cobrir a subida do preço das casas ficando por isso o bem (casa) mais inacessível.
No fundo a questão é a de mudança do paradigma - a geração atual ter uma vida melhor do que a anterior.