Arrendamento compulsivo

É esta mesma ideological que se dissimou pela America Latina tipo fogo num palheiro que levou aqueles países a ruina.
Em Portugal também temos esse problema, o Formador representa o pior que Portugal tem nesse aspecto, é o nosso maior handicap e nunca sairemos do fundo, contaremos com a mão de fora para pedir esmola.
Não entendem o que dá origem a uma sociedade próspera, não entendem que só com trabalho, dedicação e competência se consegue criar riqueza que dê uma forma ou de outra é distribuída.
Só têm uma coisa em mente tirar dos que têm e distribuir pelos que nada fazem para ter.



é lixado.

às vezes há pessoas que chegam a uma certa idade e percebem que (por uma razão ou outra) falharam naquilo que acharam que a sua vida seria. Tinham muitos sonhos, muito potencial, mas desperdiçaram tudo.

e depois vêm para os fóruns, e uns dias dizem que têm empresas de nanotecnologia na Suiça que fazem 5% do PIB português, outros dias dizem que trabalham para empresas alemãs em Portugal com salários alemães. Mas quando desviam os olhos do écrã, continuam ali na mesma repartição, com os meus colegas de sempre, muito deprimidos e desmoralizados, a contarem os anos para a reforma.

e quando é assim, é muito mais fácil acreditar que o culpado são os outros, que é o capitalismo, que são os bancos, enfim..... que são todos aqueles que tiveram (mais) sucesso.

e por isso quanto mais atacarem os "ricos", quanto mais dinheiro lhes tirarem, quanto mais propriedades lhes roubarem, mais acham que disfarçam os próprios erros e os próprios fracassos.


no fundo, é muito triste.
 
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portanto, na última década, construíram-se 6x menos casas que na década anterior.

além disso, em 2022 foram vendidas tantas casas como as construídas em dez anos.

mas os comentadeiros habituais dizem que o problema são a meia dúzia de nómadas digitais ([:D]), o alojamento local (que recuperou centenas de casas devolutas), e os malvados senhorios em geral (uns malandros porque não partilham a ferramenta).


e a turba lerda e bovina acredita.
Ainda não vi na TV um único comentador que explique o custo das casas convincentemente.

Mas penso que será um mix de factores.

Vistos gold
mobilidade digital,

reformados do norte da Europa e não só,

Investimento imobiliário estrangeiro que não seja vistos gold.

Regulamentação que faz as casas mais caras(ouvi esta parte de um comentador na TV, não sei se é verdade).


Pouca construção.


Turismo em massa.

Imigração em massa


Isto tudo junto aliado e mais corrupção, criou uma valorização dos imóveis incomportável para os nativos 😊
 
Era importante um debate sobre a habitação mas é muito difícil porque se cai em extremismos, quando o exemplo que vem de cima ele próprio é um extremismo estamos conversados.

A actual situação na habitação nitidamente é uma consequência da nossa falência em 2011 após a crise imobiliária.

A construção de casas novas é maioritariamente feita com dinheiro emprestado, quando não há acesso ao credito como havia anteriormente, constroem-se menos casas.

Podem inventar as medidas que quiserem que não resolvem este aspecto, só voltamos a ter mais credito em abundância se houver crescimento econômico.

A juntar à falta de credito, temos o aumento do custo da construção, quer pela via da mão de obra quer pelo materiais, não há hipótese.

Se uma casa nova é muito mais cara de construir, as casas usadas também acompanham o aumento, não vão conseguir evitar, deem as voltas que derem.

Então o que resta fazer?

Nada vai funcionar, baixar o custo da construção? não vão conseguir, mesmo que baixem algumas taxas, ia tudo ser diluído, simplificar os licenciamentos (diminui o tempo em que se paga juros durante a construção), já foi tentado diversas vezes e continuamos com a mesma conversa, arrisco em como é uma causa perdida.

Portugal não tem recursos naturais para vivermos todos à conta, por isso vamos ter que trabalhar para não morrer à fome, podem vir com todas as politicas do mundo que isto não muda.

Sendo assim a verdadeira riqueza de Portugal está nas pessoas, o trabalho delas é que define a nossa maior ou menor riqueza.

Mas temos uma mentalidade que ostraciza a criação de riqueza (vejam o que se passa com o alojamento local).

Como tal não há nada a fazer, não vai acontecer nada e o que acontecer só vai ser pior.

Em Espanha tomaram uma medida interessante, quando começaram a estressar com o alojamento local, passaram a permitir AL e frações de comercio (muitas delas são em r\chão onde causa menos transtornos aos condôminos) e cá?

Cá não há direito a isso, não temos o direito de ganhar dinheiro, temos o direito de ser miseráveis e andar de mão estendida, tudo que saia disso é para ser combatido.

Isto já é cultural, é geracional, não é possível mudar, primeiro era preciso querer e depois leva gerações.
 
Ainda não vi na TV um único comentador que explique o custo das casas convincentemente.

Mas penso que será um mix de factores.

Vistos gold
mobilidade digital,

reformados do norte da Europa e não só,

Investimento imobiliário estrangeiro que não seja vistos gold.

Regulamentação que faz as casas mais caras(ouvi esta parte de um comentador na TV, não sei se é verdade).


Pouca construção.


Turismo em massa.

Imigração em massa


Isto tudo junto aliado e mais corrupção, criou uma valorização dos imóveis incomportável para os nativos 😊

Praticamente tudo errado, por isso é que nunca vão ser capazes de resolver!

Não há credito, estamos todos endividados, o custo de construção disparou como disparou outros custos.

Muitas dessas "desculpas" ajudaram o pais depois de ter falido e agora a solução e acabar com a solução, está certo.

É continuar com o bom trabalho!!!
 
10% significa uma em cada 10 habitações. Falando de pequenos prédios, com meia dúzia de fracções, nem funciona, o que empurra novamente para edifícios dedicados a habitação social.

E depois temos ainda a construção de segmento muito elevado. Faz sentido lá te habitação social? E quem paga tudo isso?

Eu defendo mais a lógica de habitação pública partilhada. Isto é, edifícios de habitação social (e não bairros sociais) com vertente de garantir a habitação a quem precisa, mas com serviços partilhados, pelo menos na sua maioria. E pagos dentro da capacidade financeira de cada um. Não podem existir casas grátis e muito menos fazer passar a ideia que não têm custos.

Pois aqui é um pouco diferente, estamos a falar de bairros inteiros (o normal por aqui). O meu, um bairro pequeno, são 6 para habitação social. outro bairro a 500 m do meu, são cerca de 300 ou mais casas… 40-50 (rua inteira) para a câmara e assim sucessivamente… também inclui casas para estudantes…
 
Ainda não vi na TV um único comentador que explique o custo das casas convincentemente.

Mas penso que será um mix de factores.

Vistos gold
mobilidade digital,

reformados do norte da Europa e não só,

Investimento imobiliário estrangeiro que não seja vistos gold.

Regulamentação que faz as casas mais caras(ouvi esta parte de um comentador na TV, não sei se é verdade).


Pouca construção.


Turismo em massa.

Imigração em massa


Isto tudo junto aliado e mais corrupção, criou uma valorização dos imóveis incomportável para os nativos 😊

Se não fossem os vistos gold ainda tinham fechado mais construtoras e era pior...

O problema está a vista não é preciso inventar, são milhares de imigrantes a chegar todos os meses e pouca construção..
 
Se não fossem os vistos gold ainda tinham fechado mais construtoras e era pior...

O problema está a vista não é preciso inventar, são milhares de imigrantes a chegar todos os meses e pouca construção..

Pior só para os lobistas do PS e PSD. Para o português comum é pagar mais impostos e mais pela habitação.

O Lobby da construção é uma das desgraças dos países. E Portugal tem estado na linha da frente. Euro 2004 como um dos exemplos da desgraça.
 
Se não fossem os vistos gold ainda tinham fechado mais construtoras e era pior...

O problema está a vista não é preciso inventar, são milhares de imigrantes a chegar todos os meses e pouca construção..

Não é assim tão simples. Primeiro há que separar entre casas para venda e para aluguer.

Há muitos proprietários com casas vazias e que não alugam porque tradicionalmente temos um país que protege os inquilinos caloteiros. A política de arrendamento dos pulhiticos de esquerda nunca permitiu ter um mercado de arrendamento pujante.
 
A população em Portugal segundo os censos pouco mudou entre 1980 e 2020...

Querem meter 6 milhões de pessoas na grande Lisboa e 3M no Grande Porto?

Aí de facto não há casas (nem espaço para todos)...
 
A população em Portugal segundo os censos pouco mudou entre 1980 e 2020...

Querem meter 6 milhões de pessoas na grande Lisboa e 3M no Grande Porto?

Aí de facto não há casas (nem espaço para todos)...

Pois, já em Espanha no mesmo período a população passou de quase 40 milhões para quase 50 milhões, são 10 milhões a mais, tanto como a população de Portugal. E também têm turismo às paletes, até mais do que Portugal.
O nosso problema é mesmo a falta de desenvolvimento económico do país e a falta de capacidade de governo de fazer o que é necessário. Só pensam em sacar impostos, não pensam em facilitar a economia e a vida aos cidadão.

Quanto a meterem 6 milhões em Lisboa, está errado, mas esse também não é o problema, há muitas cidades por essa Europa fora com muito mais população que Lisboa ou Porto.

Com impostos tão elevados, com tanta burocracia e corrupção, as casas ficam demasiado caras para o poder de compra da classe média-baixa e baixa, por isso os empreiteiros só andam a construir para a classe alta e média-alta. A burocracia e corrupção também custam dinheiro, muito dinheiro.

O governo é que tem que mudar muito, mas enquanto forem xuxalistas a mandarem podem esquecer. Mesmo com o PSD não sei se mudaria o suficiente. É preciso mudar os impostos, tornar a jutiça mais rápida e eficaz, agilizar os processos burocráricos.

E uma coisa fundamental é não ter impostos mais baixos para residentes estrangeiros em relação aos portugueses, isso é ridiculo, é uma falta de respeito, e não se percebe porque não acabou também agora. Deve haver muitos empresários amigos dos xuxalistas que querem continuar a ganhar bom dinheiro fresco vindo do estrangeiro...
 
Última edição:
Não é assim tão simples. Primeiro há que separar entre casas para venda e para aluguer.

Há muitos proprietários com casas vazias e que não alugam porque tradicionalmente temos um país que protege os inquilinos caloteiros. A política de arrendamento dos pulhiticos de esquerda nunca permitiu ter um mercado de arrendamento pujante.

Quanto é que representam as compras por vistos gold? 0,1%
 

Desde logo inconstitucional, porquanto viola o princípio da igualdade.

Tudo ao lado

Ainda bem que a ministra das casinhas e o PM são formados em direito. Uns génios

Tinham de voltar ao activo para aprender algumas coisas antes de aventurarem neste lamaçal (voltarem… agora ri-me 😮‍💨)
 
A população em Portugal segundo os censos pouco mudou entre 1980 e 2020...

Querem meter 6 milhões de pessoas na grande Lisboa e 3M no Grande Porto?

Aí de facto não há casas (nem espaço para todos)...

A população pode não ter mudado, (segundo este artigo mudou alguma coisa) mas a vida das pessoas mudou radicalmente. Antes viviam tudo ao molho!

Deixo aqui um texto do economista Fernando alexandre com alguns números sobre habitação em Portugal.
https://observador.pt/opiniao/habitacao-um-problema-bom-e-solucoes-mas/

"As propostas de intervenção direta do Estado para trazer para o mercado habitações devolutas são risíveis: um Estado que não sabe cuidar do seu património, propõe-se cuidar do património dos privados.


Entre 1974 e 2010, a população residente aumentou de 8,7 para 10,6 milhões e houve uma enorme deslocação da população para os principais centros urbanos. Neste período, o número de alojamentos familiares mais do que duplicou, passando de 2,7 para 5,8 milhões (Pordata). O sector da construção mostrou uma grande dinâmica e capacidade de resposta à crescente procura. Em 2002, foram colocadas no mercado 125 mil novas casas e o investimento em habitação representava cerca de 10% do PIB. A resposta ao problema da habitação foi a aquisição de habitação pelas famílias, financiada com crédito bancário. A diminuição acentuada das taxas de juro, a partir do início dos anos 90, permitiu a generalização do acesso ao crédito para a aquisição de habitação. Em muitos casos, os bancos disponibilizavam crédito superior a 100% do valor da habitação. É ainda importante destacar o papel do programa de apoio às famílias ‘Crédito Bonificado’, que reduzia significativamente o valor da prestação bancária. Para termos uma ideia do alcance deste programa, em 1998, dois em cada três euros do crédito à habitação eram subsidiados. Até 1999, este programa de juros bonificados permitia a aquisição de habitação até 600 mil euros e muitas casas foram compradas por jovens estudantes sem rendimento, mas com pais abonados… Os abusos permitidos resultaram numa fatura de milhares de milhões de euros anuais para o Estado e na extinção do programa pela ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, que em 2002 teve de enfrentar a primeira grave crise orçamental do século XXI.

A partir dessa altura, o investimento em habitação entrou em queda e o número de novas casas colocadas no mercado caiu continuamente até atingir cerca de 7 mil, em 2015. A crise financeira e bancária de 2008-2013 resultou numa onda de falências no sector da construção, conduzindo a uma redução do emprego do sector em mais de 40%. Naqueles anos, os preços da habitação caíram cerca de 10%.

No entanto, a forte expansão turismo entre 2010 e 2019 alimentou uma vaga de reabilitação urbana, que resultou na triplicação do número de alojamentos turísticos nesse período, incluindo a conversão de muitas habitações devolutas no centro das cidades em alojamento local. A enorme expansão dos serviços ligados ao turismo foi acompanhada pelo aumento da imigração, que tornou o saldo migratório novamente positivo a partir de 2017, e contribuiu para o aumento da procura de habitação. Esta foi ainda reforçada pelo aumento do investimento por fundos imobiliários internacionais e pela vinda de um grande número de estrangeiros para Portugal, quer para gozar a reforma quer para trabalharem remotamente. Esta procura, associada a uma lenta reação da oferta, resultou num aumento de mais de 70% do índice de preços da habitação entre 2013 e 2022 (INE). Em 2021, apesar do aumento registado desde 2013, o número de novas casas no mercado foi de apenas cerca de 19 mil."

Se olharmos para estes números uma boa parte do problema está aqui explicado.

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Praticamente tudo errado, por isso é que nunca vão ser capazes de resolver!

Não há credito, estamos todos endividados, o custo de construção disparou como disparou outros custos.

Muitas dessas "desculpas" ajudaram o pais depois de ter falido e agora a solução e acabar com a solução, está certo.

É continuar com o bom trabalho!!!

O pessoal engravida pelos ouvidos... e depois disparata para todo o lado.
Os vistos gold são completamente residuais no nº de casas em Portugal, mas vão acabar, assim o pessoal da esquerda tem menos uma coisa para chatear. Depois acabam com os AL, que são nos centros das cidades e eram diria que acima de 80% casas que estariam devolutas não fosse o boom do turismo que vivemos nos últimos 15 anos+-. Se calhar querem vê-las novamente vazias e ao abandono.
O pessoal queixa-se dos imigrantes quando nos últimos anos devem ter saído (emigrado) de Portugal bem mais de meio milhão de pessoas.
As casas subiram porque os preços subiram e não se construi durante muitos, parece-me demasiado simples.
Eu vivo num local onde em 10 se fizeram mais casas no último ano que nos 10 anos anteriores todos juntos.

Quanto ao Estado tomar conta de casas, nem sei como continuam a falar do assunto... morre bem antes de nascer.
Que mais não seja aluga a um amigo por 5€ mês!!
 
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