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Só por curiosidade, alguém aqui se lembra de ver construção de habitação social na sua zona de habitação nos últimos 20 anos?
Eu moro em Aveiro há uns 10 anos e não vi nada. Morei na Maia uns 6-8 anos e também nada...
A classe média vai ser empurrada para as freguesias limítrofes, viver perto do centro (nem digo no centro) está caríssimo. É o que acontece em todo o lado, Aveiro não seria diferente.Em Aveiro o que tens de habitação social é tudo do século passado, o que está mais visível até está em condições mínimas de habitabilidade, o que está longe dos roteiros turísticos está em péssimo estado. Falando aqui de Aveiro, tudo o que está a ser construido é a pensar nos mercados da gama alta, não se vê construção para a classe média e muito menos para habitação social.
Vivemos numa democracia liberal.Esta primeira frase é reveladora de uma linha de pensamento preocupante. Sempre a omnipresente polarização, o 8 ou 80, o tudo ou nada, a eterna luta com os moinhos de vento, o famoso "eles".
Vivemos numa democracia liberal.
A propriedade privada é um valor inquestionável, mas também o é, a habitação, a saúde, a educação, a segurança e procura da felicidade.
Não se trata de polarizar nada, trata-se de justiça, da mais elevada forma de justiça, a justiça social.
Não é extremismo de roubar aos ricos para dar aos pobres, é antes a justa redistribuição da riqueza, comprando pelo valor que o imóvel têm nas finanças, reparar com os impostos de quem os paga ( e as famílias pagam bastante mais ) e colocar no mercado de arrendamento.
Não há nada mais liberal e democrático do que isto. Existe ainda as vantagens de regular a habitação nos centros urbanos, acabar com os prédios degradados e cheios de grafitis.
Polarizador é deixar uns quantos não pagarem impostos, receberem benefícios fiscais para reparar e reconstruir e que acaba em contas fora do país e haver milhares sem casa ou a pagar empréstimos e rendas especulativas.
Vivemos numa democracia liberal.
A propriedade privada é um valor inquestionável, mas também o é, a habitação, a saúde, a educação, a segurança e procura da felicidade.
Não se trata de polarizar nada, trata-se de justiça, da mais elevada forma de justiça, a justiça social.
Não é extremismo de roubar aos ricos para dar aos pobres, é antes a justa redistribuição da riqueza, comprando pelo valor que o imóvel têm nas finanças, reparar com os impostos de quem os paga ( e as famílias pagam bastante mais ) e colocar no mercado de arrendamento.
Não há nada mais liberal e democrático do que isto. Existe ainda as vantagens de regular a habitação nos centros urbanos, acabar com os prédios degradados e cheios de grafitis.
Polarizador é deixar uns quantos não pagarem impostos, receberem benefícios fiscais para reparar e reconstruir e que acaba em contas fora do país e haver milhares sem casa ou a pagar empréstimos e rendas especulativas.
nao. Se o estado quer fazer isso como estás a dizer. Não deve comprar à força, mas sim pegar em terrenos disponíveis ( e são muitos! ) e construir à maluca casas públicas. Se quiser gastar dinheiro consegue ter em 2 a 3 anos mais de 20 mil apartamentos na grande Lisboa. E depois faz rendas abaixo do mercado. E se fizer um bom trabalho baixa o valor intrínseco dos apartamentos para toda a gente. É isto não é um exemplo abstrato, era algo normal na Alemanha ( mas caiu em desuso ) e ainda comum na Áustria, onde o senhorio estado tem tanta casa, diretamente e indirectamente no mercado que consegue estabilizar os preços.
se o estado quer influenciar os preços, num estado de direito numa democracia liberal, ou cria melhores condições fiscais e afins, ou vai à luta como se uma empresa privada de tratasse. Andar a atacar outros senhorios e negócios não é a solução. Isso nunca funciona. Tem consequências
alias se a ministra em vez de anunciar aquela coisa sem sentido nenhum que falou custar 900 milhões de euros, tivesse se limitado a dizer que o estado ia gastar 900 milhoes de euros a construir habitação social para classe média em Lisboa Porto e Algarve, pronto a habitar em 2 anos, tinha feito muito melhor figura.
Eu aviso já que não sou impactado pelas medidas (serei se só poder subir as rendas x%), mas...
Se começar pelas da sua família toda primeiro já dará o exemplo.[]
Como é só conversa como os 5000€ da emprega da limpeza, podemos inventar à vontade novos PREC.
Realidade Vs Inventar[]
PS: O problema é que não são poucas as pestes por aí.
Aquela necessidade de ser tudo público numa necessidade de controlo total estatal. É controlo de preços de tudo, é habitação é TAPs.
Só quando todos trabalharmos para o Estado é que seremos felizes.[]
Nada contra habitação social. Continuo a achar que é a única solução.
Só que aproveitar os quarteis, os antigos hospitais de Lisboa, as antigas sedes e construir de raiz nessas zona são muitos milhões.
Gastavam mais que os 150M alocados para "obras coercivas e demoravam 5-20 anos a contruí-las.
Já vão tarde e continuam a ir tarde.
É como o Aeroporto de Alcochete. É o mais óbvio, mas vão protelar a decisão por anos e anos.
Só por curiosidade, alguém aqui se lembra de ver construção de habitação social na sua zona de habitação nos últimos 20 anos?
Eu moro em Aveiro há uns 10 anos e não vi nada. Morei na Maia uns 6-8 anos e também nada...
Aqui no concelho, construiu-se muita habitação social, já neste século, para erradicação das barracas.
Os que para lá foram morar, transformaram os prédios, em barracas na vertical.
É o erro de aglomerar tudo num só sítio, em "barracas verticais".Aqui no concelho, construiu-se muita habitação social, já neste século, para erradicação das barracas.
Os que para lá foram morar, transformaram os prédios, em barracas na vertical.
É o erro de aglomerar tudo num só sítio, em "barracas verticais".
Tem havido um conjunto de concursos públicos para projeto de construção de "Habitação a custos Controlados" promovido pelo IHRU que no fundo me parece o caminho que deve ser seguido para resolver (lentamente) o problema da habitação para a classe média, e que mais não são do que habitações normais idênticas às promovidas por construtores e empresas privadas, mas que têm de obedecer a um conjunto de regras e dimensionamento pré estabelecidos pelo regulamento.
Habitação social é outra coisa, inferior em termos de qualidade e dimensionamento do espaço.
Pessoalmente acho que a habitação de custos Controlados, no fundo o estado brincar ao imobiliário, faz mais sentido que o social.
O problema é que já se sabe como acabam estas coisas: dinheiro foge e não vai para as casas, e neste momento quem governa tem mais olhos que barriga e preferes usurpar o que é dos outros, como dizia a ministra, "todos têm o direito de morar nas zonas mais caras de Lisboa e Cascais", estão apresentados...
Também sofremos muito do "não se faz nem deixam fazer", o que a longo prazo temos os problemas que já estamos a viver: preços abusivos, degradação, etc.