Arrendamento compulsivo

Só por curiosidade, alguém aqui se lembra de ver construção de habitação social na sua zona de habitação nos últimos 20 anos?

Eu moro em Aveiro há uns 10 anos e não vi nada. Morei na Maia uns 6-8 anos e também nada...
 
Nada. Nem habitação social, nem cooperativas de construção, nem construção a preço controlado. Nada fizeram e agora querem fornicar o património dos privados.
 
Só por curiosidade, alguém aqui se lembra de ver construção de habitação social na sua zona de habitação nos últimos 20 anos?

Eu moro em Aveiro há uns 10 anos e não vi nada. Morei na Maia uns 6-8 anos e também nada...

Em Aveiro o que tens de habitação social é tudo do século passado, o que está mais visível até está em condições mínimas de habitabilidade, o que está longe dos roteiros turísticos está em péssimo estado. Falando aqui de Aveiro, tudo o que está a ser construido é a pensar nos mercados da gama alta, não se vê construção para a classe média e muito menos para habitação social.
 
Em Aveiro o que tens de habitação social é tudo do século passado, o que está mais visível até está em condições mínimas de habitabilidade, o que está longe dos roteiros turísticos está em péssimo estado. Falando aqui de Aveiro, tudo o que está a ser construido é a pensar nos mercados da gama alta, não se vê construção para a classe média e muito menos para habitação social.
A classe média vai ser empurrada para as freguesias limítrofes, viver perto do centro (nem digo no centro) está caríssimo. É o que acontece em todo o lado, Aveiro não seria diferente.

A vantagem é que mesmo vivendo no limite do concelho, estou no centro em menos de 10 minutos.

Não há um plano qualquer para construir habitação social no descampado perto do túnel de Esgueira?
 
Esta primeira frase é reveladora de uma linha de pensamento preocupante. Sempre a omnipresente polarização, o 8 ou 80, o tudo ou nada, a eterna luta com os moinhos de vento, o famoso "eles".
Vivemos numa democracia liberal.

A propriedade privada é um valor inquestionável, mas também o é, a habitação, a saúde, a educação, a segurança e procura da felicidade.

Não se trata de polarizar nada, trata-se de justiça, da mais elevada forma de justiça, a justiça social.

Não é extremismo de roubar aos ricos para dar aos pobres, é antes a justa redistribuição da riqueza, comprando pelo valor que o imóvel têm nas finanças, reparar com os impostos de quem os paga ( e as famílias pagam bastante mais ) e colocar no mercado de arrendamento.

Não há nada mais liberal e democrático do que isto. Existe ainda as vantagens de regular a habitação nos centros urbanos, acabar com os prédios degradados e cheios de grafitis.

Polarizador é deixar uns quantos não pagarem impostos, receberem benefícios fiscais para reparar e reconstruir e que acaba em contas fora do país e haver milhares sem casa ou a pagar empréstimos e rendas especulativas.
 
Vivemos numa democracia liberal.

A propriedade privada é um valor inquestionável, mas também o é, a habitação, a saúde, a educação, a segurança e procura da felicidade.

Não se trata de polarizar nada, trata-se de justiça, da mais elevada forma de justiça, a justiça social.

Não é extremismo de roubar aos ricos para dar aos pobres, é antes a justa redistribuição da riqueza, comprando pelo valor que o imóvel têm nas finanças, reparar com os impostos de quem os paga ( e as famílias pagam bastante mais ) e colocar no mercado de arrendamento.

Não há nada mais liberal e democrático do que isto. Existe ainda as vantagens de regular a habitação nos centros urbanos, acabar com os prédios degradados e cheios de grafitis.

Polarizador é deixar uns quantos não pagarem impostos, receberem benefícios fiscais para reparar e reconstruir e que acaba em contas fora do país e haver milhares sem casa ou a pagar empréstimos e rendas especulativas.

Vai para a corea do norte. La é tudo justo camarada, muito justo !
 
O estado so verve para enterrar o pais [:D]


PRR alimenta especulação imobiliária. Autarca de Vila Real de Santo António "soube pela TVI" da mais-valia

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O primeiro grande investimento do PRR em habitação social serviu para alimentar a especulação imobiliária.
A Câmara de Vila Real de Santo António ofereceu 82% de lucro a dois fundos especulativos, na compra de 70 casas. O presidente da Câmara afirma ter sabido pela TVI, do grupo da CNN Portugal, desta mais-valia.
O antigo ministro com a pasta da Habitação, Pedro Nuno Santos, e a atual, Marina Gonçalves, foram ao Algarve festejar o negócio.
https://cnnportugal.iol.pt/videos/p...la-tvi-da-mais-valia/63f3cf2a0cf2665294d680f5


Em resumo A cmara com o guito do PRR compro a dois fundos 70 casa por 8,8 milhoes, casas essas que os fundos comprar por 4 milhoes [:)]
Tudo isto em 366 dias
nao fosse ja mau o negocios , aplaudido pelo PNS [:)], a camara fincciou as casas duas vezes , e que a autarquia cedeu os terrenos a custo simbolico a uma cooperativa que entretanto faliu [:)], e os fundos abutres compram por um pechincha.

Portanto metam mais estado na habitaçao que vai correr bem
A cara de palhaço do PNS é um must
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Vivemos numa democracia liberal.

A propriedade privada é um valor inquestionável, mas também o é, a habitação, a saúde, a educação, a segurança e procura da felicidade.

Não se trata de polarizar nada, trata-se de justiça, da mais elevada forma de justiça, a justiça social.

Não é extremismo de roubar aos ricos para dar aos pobres, é antes a justa redistribuição da riqueza, comprando pelo valor que o imóvel têm nas finanças, reparar com os impostos de quem os paga ( e as famílias pagam bastante mais ) e colocar no mercado de arrendamento.

Não há nada mais liberal e democrático do que isto. Existe ainda as vantagens de regular a habitação nos centros urbanos, acabar com os prédios degradados e cheios de grafitis.

Polarizador é deixar uns quantos não pagarem impostos, receberem benefícios fiscais para reparar e reconstruir e que acaba em contas fora do país e haver milhares sem casa ou a pagar empréstimos e rendas especulativas.

Nada de extremos mesmo... [:D]

O que impede o meu direito à habitação e a minha propriedade privada de qualquer pessoa/organização comprar e/ou construir a sua? Existe algum monopólio no mercado? Aliás, o que impede que seja o estado a criar mecanismos positivos de classificação de terrenos, por exemplo, exclusivamente para construção acessível?

E porque motivo haveria de ser o estado a meter a mão em imóveis privados quando nem os seus consegue cuidar?

Eu vejo uma panóplia de caminhos, de forma positiva e capazes de ajudar a resolver o assunto da habitação e sem terraplanar direitos de propriedade privada.

Aliás, se fosse uma medida para pegar em imóveis privados mas verdadeiramente liberal, o estado colocaria anúncios de procura de casas para arrendar e não usaria arrendamento compulsivo.
 
nao. Se o estado quer fazer isso como estás a dizer. Não deve comprar à força, mas sim pegar em terrenos disponíveis ( e são muitos! ) e construir à maluca casas públicas. Se quiser gastar dinheiro consegue ter em 2 a 3 anos mais de 20 mil apartamentos na grande Lisboa. E depois faz rendas abaixo do mercado. E se fizer um bom trabalho baixa o valor intrínseco dos apartamentos para toda a gente. É isto não é um exemplo abstrato, era algo normal na Alemanha ( mas caiu em desuso ) e ainda comum na Áustria, onde o senhorio estado tem tanta casa, diretamente e indirectamente no mercado que consegue estabilizar os preços.

se o estado quer influenciar os preços, num estado de direito numa democracia liberal, ou cria melhores condições fiscais e afins, ou vai à luta como se uma empresa privada de tratasse. Andar a atacar outros senhorios e negócios não é a solução. Isso nunca funciona. Tem consequências

alias se a ministra em vez de anunciar aquela coisa sem sentido nenhum que falou custar 900 milhões de euros, tivesse se limitado a dizer que o estado ia gastar 900 milhoes de euros a construir habitação social para classe média em Lisboa Porto e Algarve, pronto a habitar em 2 anos, tinha feito muito melhor figura.

Tem havido um conjunto de concursos públicos para projeto de construção de "Habitação a custos Controlados" promovido pelo IHRU que no fundo me parece o caminho que deve ser seguido para resolver (lentamente) o problema da habitação para a classe média, e que mais não são do que habitações normais idênticas às promovidas por construtores e empresas privadas, mas que têm de obedecer a um conjunto de regras e dimensionamento pré estabelecidos pelo regulamento.

Habitação social é outra coisa, inferior em termos de qualidade e dimensionamento do espaço.

Pessoalmente acho que a habitação de custos Controlados, no fundo o estado brincar ao imobiliário, faz mais sentido que o social.
O problema é que já se sabe como acabam estas coisas: dinheiro foge e não vai para as casas, e neste momento quem governa tem mais olhos que barriga e preferes usurpar o que é dos outros, como dizia a ministra, "todos têm o direito de morar nas zonas mais caras de Lisboa e Cascais", estão apresentados...
Também sofremos muito do "não se faz nem deixam fazer", o que a longo prazo temos os problemas que já estamos a viver: preços abusivos, degradação, etc.
 
Eu aviso já que não sou impactado pelas medidas (serei se só poder subir as rendas x%), mas...


Se começar pelas da sua família toda primeiro já dará o exemplo.[:p]


Como é só conversa como os 5000€ da emprega da limpeza, podemos inventar à vontade novos PREC.


Realidade Vs Inventar[:D]

PS: O problema é que não são poucas as pestes por aí.

Aquela necessidade de ser tudo público numa necessidade de controlo total estatal. É controlo de preços de tudo, é habitação é TAPs.

Só quando todos trabalharmos para o Estado é que seremos felizes.[:D]


Nada contra habitação social. Continuo a achar que é a única solução.

Só que aproveitar os quarteis, os antigos hospitais de Lisboa, as antigas sedes e construir de raiz nessas zona são muitos milhões.

Gastavam mais que os 150M alocados para "obras coercivas e demoravam 5-20 anos a contruí-las.

Já vão tarde e continuam a ir tarde.

É como o Aeroporto de Alcochete. É o mais óbvio, mas vão protelar a decisão por anos e anos.

Isso é óbvio do ponto de vista de solução de muito longo prazo. Mas não o é do ponto de vista financeiro porque a Vinci tem contrato de exploração de aeroportos na zona pelos próximos 40 anos. E penso que alcochete obrigaria a um novo concurso de construção que poderia comprometer esse contrato com a Vinci e podendo condenar o estado a pagar indemnizações de dezenas de milhar de milhões.

Pelo que tenho lido, o montijo será a solução menos má para as próximas décadas. E alcochete ficar em banho maria mais para meados do século.

Mas falamos de 3.200 milhões numa companhia para meia dúzia voarem. 600 milhões que eram precisos para o montijo. E agora na habitação metem 150 milhões.

O sinal está dado: meus amigos, a ideia é apanharem um avião para fora do país, não é comprarem/arrendarem cá casa...
 
Só por curiosidade, alguém aqui se lembra de ver construção de habitação social na sua zona de habitação nos últimos 20 anos?

Eu moro em Aveiro há uns 10 anos e não vi nada. Morei na Maia uns 6-8 anos e também nada...

Aqui no concelho, construiu-se muita habitação social, já neste século, para erradicação das barracas.

Os que para lá foram morar, transformaram os prédios, em barracas na vertical.
 
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Aqui no concelho, construiu-se muita habitação social, já neste século, para erradicação das barracas.

Os que para lá foram morar, transformaram os prédios, em barracas na vertical.

E será essa uma boa parte do problema!... Palpita-me que uma boa franja desta "medida" não esteja prevista para ter na primeira linha preferencial os casais novos, as famílias, a instalação em novas zonas por razões familiares, profissionais e outras! Mas posso estar enganado...
 
Nos ultimos dias tem aparecido vários exemplos como este
https://twitter.com/mendoncamc/status/1627755940580585510/photo/1

Excelente localização, cidade, ,transportes publicos, repovoar centros urbanos, etc e blá blá blá
De que está à espera o Estado? Central ou local não interessa. Por mtos imbróglios que possam existir para estas situações não deve pior do que inventar toda uma nova realidade para resolver um problema.

É um pouco como, perante o abismo demos um passo em frente.
 
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Em relação aos imóveis do Estado, misericórdia e entidades relacionadas com o Estado.

Tem mais que centenas. São milhares. Podem estar é em localizações pouco apetecíveis.


Um dos grandes problemas de muito difícil resolução são os bairros de habitação social de Lisboa.

Muitos apartamentos estão degradados, devolutos[:D] ocupados e com problemas graves de conflitos inerentes à lei do mais forte que reina nalguns prédios.

Basta falar com quem lá vive. A maioria queria sair de lá.




Ultimamente tem sido veiculado em todo o lado que as casas devolutas no país são 730.000. Este é um número pouco correcto, porque são os fogos onde não houve respostas aos Censos 2021.

Quem não quis responder tem casa devoluta.

As respostas eram tendencialmente online para a franja mais velha da população não responder.

Nas segundas casas onde as pessoas só vão lá alguns dias por ano também não se deram ao trabalho na maioria.


Mas mais importante que o número bonito de 730.000 casas devolutas.


Falando só da região de Lisboa:

Em Lisboa supostamente existem 48 mil casas devolutas, 2 mil do Estado.

E na área metropolitana de Lisboa supostamente existem 160.000 casas vazias.

Dados dos censos 2021


Agora é contar empiricamente quantos prédios existem em remodelação ou construção na área metropolitana de Lisboa e conseguem saber o limite de construção/remodelação da zona.
 
Tem havido um conjunto de concursos públicos para projeto de construção de "Habitação a custos Controlados" promovido pelo IHRU que no fundo me parece o caminho que deve ser seguido para resolver (lentamente) o problema da habitação para a classe média, e que mais não são do que habitações normais idênticas às promovidas por construtores e empresas privadas, mas que têm de obedecer a um conjunto de regras e dimensionamento pré estabelecidos pelo regulamento.

Habitação social é outra coisa, inferior em termos de qualidade e dimensionamento do espaço.

Pessoalmente acho que a habitação de custos Controlados, no fundo o estado brincar ao imobiliário, faz mais sentido que o social.
O problema é que já se sabe como acabam estas coisas: dinheiro foge e não vai para as casas, e neste momento quem governa tem mais olhos que barriga e preferes usurpar o que é dos outros, como dizia a ministra, "todos têm o direito de morar nas zonas mais caras de Lisboa e Cascais", estão apresentados...
Também sofremos muito do "não se faz nem deixam fazer", o que a longo prazo temos os problemas que já estamos a viver: preços abusivos, degradação, etc.

Podiam fazer como alguns países escandinavos e mesmo aqui, (não sei se é generalizado ou apenas alguns concelhos o fazem, como no meu) onde uma parte (~10%) das habitações, nos novos empreendimentos, são alocados para “council houses”. Evitam-se verdadeiros guetos e o custo para habitação social é “zero”.
 
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