Viver sozinho

Apenas uma achega, em 2016 o limiar de pobreza era de 5269€ por adulto. Ou seja, em 2016, um adulto é pobre se auferir um salário inferior a 376,36€ (fazendo as contas para 14 salários por ano).

Claro que é possível viver com 730€ brutos por mês. Muita gente diz que não, mas geralmente há muita gente com padrões de vida que facilmente gastam mais do que outras pessoas necessitem para se sentirem felizes. Dependerá sempre do que cada um valoriza para si mesmo. Para uma pessoa que vá, por exemplo, jantar fora muito raramente, que consegue viver sem carro e não liga a roupas caras ou smartphones de várias centenas de euros, até viverá bastante bem na verdade! Conheço quem viva com menos e não passa fome... e isto em Lisboa!
Eu acho que um dos maiores obstáculos para se viver com determinados montantes é a insistência em ter carro. Noutros países europeus as pessoas não são tão agarradas aos automóveis quanto nós, porque são uma grande despesa e muita gente prefere alocar esse volume de recursos a outras coisas. Eu se fosse viver sozinho, com salários desses, prescindia imediatamente do carro... embora ache que desse para ter um, viveria com muito mais conforto e segurança sem ter que sustentar um, e a diferença é brutal.
 
Viver sozinho

Apenas uma achega, em 2016 o limiar de pobreza era de 5269€ por adulto. Ou seja, em 2016, um adulto é pobre se auferir um salário inferior a 376,36€ (fazendo as contas para 14 salários por ano).

Claro que é possível viver com 730€ brutos por mês. Muita gente diz que não, mas geralmente há muita gente com padrões de vida que facilmente gastam mais do que outras pessoas necessitem para se sentirem felizes. Dependerá sempre do que cada um valoriza para si mesmo. Para uma pessoa que vá, por exemplo, jantar fora muito raramente, que consegue viver sem carro e não liga a roupas caras ou smartphones de várias centenas de euros, até viverá bastante bem na verdade! Conheço quem viva com menos e não passa fome... e isto em Lisboa!
Eu acho que um dos maiores obstáculos para se viver com determinados montantes é a insistência em ter carro. Noutros países europeus as pessoas não são tão agarradas aos automóveis quanto nós, porque são uma grande despesa e muita gente prefere alocar esse volume de recursos a outras coisas. Eu se fosse viver sozinho, com salários desses, prescindia imediatamente do carro... embora ache que desse para ter um, viveria com muito mais conforto e segurança sem ter que sustentar um, e a diferença é brutal.

Percebo o que dizes, ter carro é um sem fim de despesas que muitas pessoas nem se apercebem.

Mas os TPs ainda têm muito de evoluir.

Mesmo na AML há inúmeras situações de casa-trabalho (quiçá a maioria) em que viver sem carro é quase impraticável. Ou vamos todos perder 5h em autocarros por dia?

Há pessoas que, seja porque razão for não se vão mudar de casa, e não ter carro acaba por impossível.

Se melhorarem muito os TPs com dinheiro realmente proveniente de impostos sobre o automóvel (ISP ISV, IUC) já era uma grande ajuda. Mas essas receitas são canalizadas para outras coisas...

Falando da AML que conheço melhor, é preciso ampliar bastante as linhas de metro e comboio e fazer mais ligações fluviais, como p exemplo entre Oeiras e o PdN como houve um user que sugeriu um dia destes noutro tópico e que faz todo o sentido.

Se o barco demorar meia hora (ou mesmo 40m) em hora de ponta tenho para mim que teria um enorme sucesso.
 
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Repara que estamos a falar de uma situação em que o dinheiro de facto é escasso... quando é assim, pah, ninguém gosta de perder 5h por dia, como dizes, em deslocações... mas às vezes têm que se tomar opções e pensar onde será que "ele" faz mais falta.
Também existem sempre outras opções, como uma mota (50cc ou 125cc) ou mesmo uma bicicleta para ligar até à estação de comboio/barco mais próxima. Mas salários baixos, que nos empurram para zonas mais baratas (pior servidas de TP), e nos quais um carro é uma despesa que pesa, é claro que leva a uma vida com alguns desconfortos.
 
Percebo o que dizes, ter carro é um sem fim de despesas que muitas pessoas nem se apercebem.

Mas os TPs ainda têm muito de evoluir.

Mesmo na AML há inúmeras situações de casa-trabalho (quiçá a maioria) em que viver sem carro é quase impraticável. Ou vamos todos perder 5h em autocarros por dia?

Há pessoas que, seja porque razão for não se vão mudar de casa, e não ter carro acaba por impossível.

Se melhorarem muito os TPs com dinheiro realmente proveniente de impostos sobre o automóvel (ISP ISV, IUC) já era uma grande ajuda. Mas essas receitas são canalizadas para outras coisas...

Falando da AML que conheço melhor, é preciso ampliar bastante as linhas de metro e comboio e fazer mais ligações fluviais, como p exemplo entre Oeiras e o PdN como houve um user que sugeriu um dia destes noutro tópico e que faz todo o sentido.

Se o barco demorar meia hora (ou mesmo 40m) em hora de ponta tenho para mim que teria um enorme sucesso.

Isto :)
 
Sais de Lisboa e é impossível fazer o dia a dia sem carro.

O que não é drama nenhum não fosse o português um vaidoso que não se importa em muitos casos de empenhar valores absurdos face ao que ganha num carro ou a deslocar.se a todo o lado de carro.
 
Boas.

Este tópico tem sido uma ajuda para mim mas confesso que também serviu para fazer sentir mais pobre do que aquilo que eu pensava.
Antes de eu criar este tópico fiz contas, cheguei à conclusão mais óbvia, consigo viver com o que ganho mas se aparecer uma despesa avultada ia ter dificuldades.
No entanto toda a minha vida eu vivi rodeado de gente que ganhava menos do que eu e conseguiam viver. Com dificuldades mas conseguiam. Perante isto eu via-me como um priveliado por ganhar o que ganho.
Este tópico abriu me os olhos mas também me meteu o medo no corpo para falar a verdade.
 
Acho que não deves ter medo e eu consigo perceber o que é viver num ambiente tóxico. Deves zelar pela tua saúde mental. Pelo que percebi, és de Barcelos, o que torna as coisas muito mais fáceis já que as rendas aí não têm os valores estúpidos que Lisboa tem. Para o que descreves que é a tua vida e o teu padrão de vida/consumo/gastos, consegues perfeitamente. Com ou sem carro. Diria apenas que ponderava se precisava mesmo do carro, ou se consigo uma alternativa muito mais económico que me dê outro conforto financeiro.

É que usualmente as "despesas surpresa" que surgem e dão cabo das contas/orçamento são apenas de 3 naturezas: habitação própria, carro, ou saúde. Numa casa alugada só tens de te preocupar em pagar a renda que é sempre a mesma, reparações/intervenções/obras são do senhorio, logo por aí estás livre. Do carro... vai depender se tens carro ou não. Da saúde não foges, mas diria que é fácil conseguir uma poupança mensal confortável para lidar com essas eventualidades.
 
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