"Vender Tempo", compravam ? (questionário)

Viva Pessoal, imaginem que a partir de agora têm uma empresa prestadora de serviços que trata de todos os encargos das vossa vidas, desde o pagamento de contas de água, luz e Internet até pagamentos à Segurança Social, Finanças e entrega do IRS, passando pelo contacto de profissionais de canalização e bricolage ou até mesmo transporte dos vossos pais, tratamento de recados relativos a Farmácia e Médico, etc.

Uma instituição que fosse o vosso braço direito, que tratasse de tudo aquilo que vocês na vossa vida profissional ocupada e stressante não têm nem tempo nem disponibilidade para resolver, passando a usufruir do vosso tempo livre com aquilo que mais gostam, família, amigos, conduzir, etc [:p]

Acham que é uma ideia com potencial ?
Existe algum serviço que vos parece ter um especial retorno neste âmbito de negócio ?

Gostava que respondessem a este questionário, para servir de estudo de mercado para o plano de negócios da nossa sociedade fictícia, no âmbito da disciplina de Empreendedorismo e Inovação:

https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dEFFdFdWQjBHREs0YWFKNVZNRlNVWFE6MQ

Obrigado a todos [:cool:]

Para mim, tem dois lados distintos: um deles (a bold) concordo e acho útil, mas já existe sob forma de agências que tratam disso. O outro lado (sublinhado) discordo, até ver um plano mais concreto, nomeadamente custos e a questão da confiança na entidade aqui também entra em jogo.

Se o preço fosse apelativo e aqui falo na questão a bold, eu comprava. Mas tinha que achar que era compensatório em relação a andar eu a tratar dessas coisas. Mais, acho que era boa ideia também essa empresa servir de intermediária entre o cliente e outras instituições, por exemplo, conservatórias, para tratar de burocracias jurídicas, como a abertura de uma empresa, etc.

No fundo, a minha opinião é que a ideia não é má, embora haja algumas arestas a limar, como o que já referi e a questão da implementação da ideia se calhar veio no timing errado [;)] Há dez ou quinze anos seria bem mais lucrativa do que hoje, porque estamos numa altura em que muitas das vezes o orçamento dos agregados mal chega para as despesas, quanto mais para coisas superfluas...

EDIT: A última pergunta do questionário está mal feita, uma vez que não menciona os serviços sobre os quais devemos atribuir um valor monetário. Claro que por uma lavandaria estamos dispostos a dar X, mas para tratar de um processo com o notário, esse valor já aumenta. Isto é, não há um valor tipo 50/100/500€ que se possa atribuir assim à cabeça.
 
Última edição:
Parece me uma ideia muito boa. Principalmente em grandes centros. Tempo é dinheiro. Existe uma grande falta de dinheiro em Portugal, mas....... para quem trabalha de sol a sol (basicamente) por vezes o tempo nao chega para fazer nem metade das coisas que existem para se fazer.....

Espero muito sinceramente que o consigas fazer. E certo que estas a cobrar por um serviço mas ao mesmo tempo tambem estaras a fazer trabalho social/comunitario, no caso das pessoas de 3 idade. [;)]
 
Essa ideia não me parece muito interessante. Eu (e grande parte da população) pago tudo por débito directo e resolvo tudo online, seja ao nível de Finanças, bancos, etc. Até as consultas e pedido de medicamentos podem ser feitos através de uma plataforma. Quanto aos pequenos arranjos o facto de haver intermediários pode ser positivo mas já empresas dedicadas a esse serviço e depois também tem a agravante do serviço ficar com custo mais elevados.

O target poderia ser a população mais idosa mas não me parece que contratariam esses serviços.

Obrigado a todos pelas respostas [:cool:]

É verdade, mas já pensaste na quantidade de pessoas que mesmo estando informatizadas não conhecem esses meios de pagamento ? Ou que até conhecem mas não confiam pagar por meios electrónicos ? Também as existe e não são poucas ! [;)] (.. bastantes!)
 
País de intermediários... Qualquer dia aparece aí um gajo a perguntar se quero que engravidem a minha mulher por mim.

Criem valor, não sejam sanguessugas.
 
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País de intermediários... Qualquer dia aparece aí um gajo a perguntar se quero que engravidem a minha mulher por mim.

Criem valor, não sejam sanguessugas.

Então e se eles levarem a empresa para a frente e até tiverem sucesso? E começarem a criar postos de trabalho? Não será isso criar valor?
Pois até o gajo que contractasses para engravidar a tua mulher (só a usar o exemplo que destes, não o entendas como provocação) teria que te cobrar IVA pelo serviço prestado! E não será isso melhor que ser mais um a mamar da teta que é o desemprego?
 
Só cria valor para o estado. Não capacita o cidadão.
É melhor que estar desempregrado, não acho que seja melhor que por exemplo criar uma empresa de formação/educação/whatever ao cidadão, que esclarecesse dúvidas e desse dicas da melhor maneira de "poupar/ganhar tempo/dinheiro" no dia-a-dia, em vez de estar simplesmente a cobrar para fazer por ele.
 
Já conheço alguem que já fez isso mas mais limitado e para um certo publico, "velhotes" sem jeito para preencher os impressos do IRS ou que lidem com internet.
Então "cativam" as senhas e obrigam-nos a enviar o IRS pela net e 40€, imprimir a folhita para o IUC 20€, certidão de não divida 30€...não é só a TDT que pregou partidas aos idosos[;)]
 
Só cria valor para o estado. Não capacita o cidadão.
É melhor que estar desempregrado, não acho que seja melhor que por exemplo criar uma empresa de formação/educação/whatever ao cidadão, que esclarecesse dúvidas e desse dicas da melhor maneira de "poupar/ganhar tempo/dinheiro" no dia-a-dia, em vez de estar simplesmente a cobrar para fazer por ele.

Consigo compreender o que estás a dizer mas pensa lá no seguinte:
-Ao criar valor para o estado não está também a criar valor para o cidadão? Pois quer queiramos quer não o estado é o representante dos cidadãos, ainda que muitas vezes os represente mal.
-"Simplesmente a cobrar para fazer por ele", mas não é essa a definição de prestação de serviços?
-"Formação ao cidadão", então mas vamos dar aos cidadãos formação de tudo o que lhes faz falta no dia a dia? Torná-los auto suficientes em relação a tudo? Desculpa mas isso é utópico! Se eu quiser trocar de carro preciso que alguém o construa, se eu precisar de carne preciso que alguém a crie, e se não tiver tempo para ir pessoalmente ás finanças de tratar de algum assunto talvez até possa de precisar de alguém que vá por mim!
Acima de tudo eu sou da opinião que na conjuntura actual é vital que as pessoas não se conformem, que não se acomodem, numa palavra que sejam empreendedoras! Será o primeiro (grande) passo para que a desejada retoma económica seja uma realidade...
 
Isso basicamente seria um mordomo com a única diferença de ter um número de contribuinte.A ideia pode ser boa, mas sinceramente não me parece que tenha muito sucesso pois isso dependeria de uma coisa chamada confiança, e nós pelo contrário somos uma país de desconfiados por natureza. Talvez resultasse noutro país, em Portugal sinceramente não estou a ver.
Era capaz de jurar que todos os mordomos a viver legalmente em Portugal têm Nº de contribuinte.
 
-Valor não é só impostos, é conhecimentos, capacidades, informação.
-Sim é, mas no meu entender um serviço (de pintura por exemplo), pressupõe que seja feito com melhor qualidade que quando feito pelo próprio. Mas sim concedo, se eu fizer mais dinheiro a trabalhar na hora em que a "empresa" iria buscar os meus filhos à escola, valia a pena.

- Porque não? Acho que devem ser dentro do possível e razoável, e dentro da sua área de interesses, o mais auto-suficientes possível.

Mas não digo que no caso desta empresa, não existissem várias situações que pudesse ser mt útil. Não sei é se seria sustentável.

Por regra não gosto de intermediários, lembro-me sempre daquelas empresas de "out-sorcing" com a malta de saúde a contratar enfermeiros a 4€/hora e a ficar com o resto. Ou então aquelas empresas contratadas pela zon/meo, para vender porta a porta o produto deles. Não acrescentam nada à cadeira, só aumentam o preço para o consumidor final.
 
Não querendo menosprezar a iniciativa (valorizo esse espírito e é de incentivar) mas não vejo nenhuma mais valia no serviço apresentado.
 
Isto já existe. Não será tão abrangente quanto é apresentado pelo autor do tópico, mas o conceito é o mesmo: Moço de Recados

Eu dou valor a este tipo de coisas. Às vezes tenho um postal dos correios para levantar, uma multa de estacionamento para pagar, um documento para requisitar, etc, e ando tempos imensos com as coisas por fazer à espera de ter uma brechazinha de tempo livre para tratar dos assunto, o que por vezes até dá mau resultado, como por exemplo deixar ir para trás encomendas que estãp nos correios e ter que voltar a pagar os portes. Aqui há tempos andei a tratar de uma herança, e entre idas às Finanças, à Junta de Freguesia, aos arquivos da Câmara por causa das plantas, e a mais não sei onde, perdi dias inteiros. Tinha pago de bom grado a quem tivesse esperado nas filas por mim!
 
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