Os ciclistas podem fazer tudo o que lhes apetecer?
Resposta simples: tudo não. Mas podem fazer mais do que pensa. As redes sociais tornaram-se campos de batalha: ciclistas e automobilistas culpam-se mutuamente e reclamam o maior direito a utilizar a estrada. Desde 2019, houve quase 5000 acidentes com bicicletas em meio urbano, 16 mortes e 171 feridos graves.
Basta abrirmos uma publicação sobre bicicletas ou ciclovia, seja nas redes sociais ou no site de um jornal, e o cenário é sempre o mesmo: automobilistas e ciclistas trocam acusações e insultos, falam de falta de civismo e de incumprimento da lei, e, vistas bem as coisas, ninguém se entende. Quantos dos argumentos utilizados de parte a parte se apoiam de facto na lei?
O PÚBLICO reuniu algumas das “certezas” apresentadas em comentários e submeteu-as ao teste da lei. Podem as bicicletas andar fora das ciclovias? Devem os ciclistas circular encostados à berma? E o capacete, o seguro e a matrícula, são obrigatórios?
Para esclarecer, consultámos o Código da Estrada, falámos com Mário Alves, especialista em mobilidade urbana, e apanhámos boleia de Dinis Correia, que todos os dias usa a bicicleta nos seus trajectos por Lisboa e que, por entre razias e ciclovias menos bem conseguidas, nos faz sentir na pele o que é andar de bicicleta na capital. Vamos a isso?