Solução para o desemprego

Ninguem gosta que isso aconteça.
Agora a politica tem é que criar condições para o investimento e criação de novos empregos, em vez de andarem preocupados com os empregos ques se perdem.

não sei qual é a estregia correcta , mas sei que como mais estado não é de certeza.
 
Já agora, uma curiosidade que resulta das propostas do Blanchard, ou melhor, dos economistas neoliberais mais radicais:

Sabendo-se que Portugal deixou de ter a faculdade de intervir na sua política monetária desde a adesão ao euro, isto é, sabendo-se que Portugal já não pode valorizar ou desvalorizar a sua moeda como entender, isto tem consequências graves em termos de competitividade externa.
Trocado por miúdos, isto quer dizer que, nesta altura, se calhar dava-nos jeito ter uma moeda um pedaço menos valorizada, para estimular as exportações (porque assim os países estrangeiros poderiam comprar os nossos produtos mais baratos).
A questão é, a que medida alternativa se pode recorrer para chegar a um efeito semelhante?
E que relação tem isto com o título do tópico?
Cheguem-se à frente!

A resposta a esta questão é a redução dos salários nominais. Para aumentar a competitividade externa da nossa economia sem se poder desvalorizar a moeda, é preciso reduzir o valor dos salários. A redução nominal dos salários também resultaria provavelmente no aumento do emprego.
Ora aqui está um postulado neoliberal simples e directo. A receita é infalível e teria resultados práticos logo no mês seguinte à sua aplicação. As exportações aumentavam logo, o desemprego diminuia, e os indicadores macroeconómicos melhoravam, certo?
Pois é, mas com que custos sociais? Qual de vós estaria disposto a aceitar uma redução de, vamos lá, 10% do salário, a bem da competividade? Pois é, eu também não!
 
Não propriamente.
Um bom profissional tem o seu preço. Agora quem se pode ressentir são aqueles que não produzem ou não tem qualidade.

Percebo o teu ponto de vista, Alpiger. Isso que dizes tem a sua razão de ser, mas na minha opinião a competência profissional de cada pessoa serviria apenas para amenizar a tendência. A competência é um factor que reduz a radicalidade da substituição do trabalhador por outro mais barato, mas não a elimina. Como se costuma dizer, não há insubstituíveis.

Mas sem duvida que as leis laborais tem de ser muito mais flexiveis, de forma a permitir as empresas adaptarem o seu pessoal ao volume de trabalho e a separar o trigo do joio.

As leis laborais portuguesas não são das mais flexiveis do mundo, no papel, porque a prática corrente no mundo laboral português é do mais flexível que há. Basta pensar nos contratos a prazo, e sobretudo nos recibos verdes, para já não falar da contratação generalizada de imigrantes ilegais em certos sectores de actividade.
O grande problema do factor trabalho em Portugal não reside na falta de flexibilidade das leis laborais, mas sim na produtividade do trabalho.
Trabalhamos muito, mas produzimos pouco, porque temos um défice crónico de formação académica e profissional, um défice de organização na gestão das empresas, uma classe empresária bem intencionada mas pouco esclarecida. Se não me engano, somos um dos poucos países da OCDE em que os empresários têm em média menos escolaridade que os trabalhadores!
 
A rigidez das leis laborais em Portugal é o que faz muitas empresas optar por contratos de trabalho precário e recibos verdes.

Porque, e sejamos realistas, ter pessoas nos quadros implica ter uma dificuldade tremenda de as despedir. E as empresas hoje precisam de flexibilidade, devido à crescente fragmentação e à cada vez mais rápida movimentação dos mercados !

E vamos ver uma coisa, os mercados de trabalho mais flexíveis são precisamente os que menos problemas têm com o desemprego, devido a uma maior (e natural) facilidade de rotação.

As empresas modernas tudo fazem para reter os seus melhores talentos. É mesmo assim que funciona. Um mercado flexível e uma revolução na mentalidade de centenas de milhar de trabalhadores faria com que o cenário de desemprego fosse:

1) Maioritariamente de curta duração
2) Taxa de desemprego mais reduzida

Verdade se diga que, se por um lado há muitas empresas que não conseguem proporcionar o desenvolvimento de talentos, por outro existem milhares de trabalhadores que nada fazem para um dia o serem...
 
O porquê da minha crítica aos "gestores"? É simples, num País onde não existe praticamente um único mercado que podemos dizer que seja concorrencial...

Não entendo porque dizes isso. Se quiseres fundar uma empresa em qualquer área de actividade (serviços, construção, calçado, textil, metalurgia, etc, etc, etc) alguém te impede? Não existem entraves nenhuns à livre iniciativa privada, e também já nem existem barreiras nenhumas à entrada da concorrência estrangeira, portanto não vejo onde está esse défice de concorrência generalizado. Basta falares com os empresários portugueses para perceberes que concorrência é o que não falta, sendo uma das suas principais preocupações, se não mesmo a principal.

Se falares em sectores estratégicos, como a energia, os transportes, as rodovias e talvez o sistema financeiro, aí já há barreiras á entrada (défice de concorrência), mas nota que essas empresas são menos de 10% do tecido empregador nacional.

Mesmo na Banca não se pode dizer que há falta de concorrência. O que mais há é bancos aí em todas as esquinas, e se tiverem amigos bancários perguntem-lhe a ginástica que têm que fazer para fechar operações, quando o banco do lado parece fazer sempre mais barato. O que há neste sector, e muita gente não quer ver, é um nível de organização e profissionalização muito acima da média, que permitiu aos bancos terem uma máquina produtiva extremamente eficiente. Ok, há conluio tácito entre os bancos nas questões centrais, mas só isso não chegaria para dar tantos lucros. É preciso um nível de eficiência assinalável para lá chegar.

os "profissionais" são misturados com outros profissionais e onde os resultados até se atingem de uma forma relativamente fácil. Há empresas que batalham para sobreviver mas estas não estao integradas de forma nenhuma nas inúmeras colusões que proliferam na sociedade Portuguesa. Qual a Empresa cotada em bolsa que esteja a dar prejuízos?

Cumps ao pessoal e espero ter contribuído para o tópico.

Essas colusões são, a meu ver, resquícios ainda do sistema corporativo do Estado Novo, e da relativa juventude da nossa democracia, que ainda aceita sem grande indignação o compadrio entre os tubarões.
 
A rigidez das leis laborais em Portugal é o que faz muitas empresas optar por contratos de trabalho precário e recibos verdes.

Porque, e sejamos realistas, ter pessoas nos quadros implica ter uma dificuldade tremenda de as despedir. E as empresas hoje precisam de flexibilidade, devido à crescente fragmentação e à cada vez mais rápida movimentação dos mercados !

Também acho. Se as leis do trabalho passassem a ser mais flexíveis, de certeza que os recibos verdes levavam uma machadade de uns 80%.

E vamos ver uma coisa, os mercados de trabalho mais flexíveis são precisamente os que menos problemas têm com o desemprego, devido a uma maior (e natural) facilidade de rotação.

As empresas modernas tudo fazem para reter os seus melhores talentos. É mesmo assim que funciona. Um mercado flexível e uma revolução na mentalidade de centenas de milhar de trabalhadores faria com que o cenário de desemprego fosse:

1) Maioritariamente de curta duração
2) Taxa de desemprego mais reduzida

Verdade se diga que, se por um lado há muitas empresas que não conseguem proporcionar o desenvolvimento de talentos, por outro existem milhares de trabalhadores que nada fazem para um dia o serem...

Em teoria é verdade, mas as decisões económicas/políticas neste campo nunca têm só vantagens, e encerram sempre numerosos perigos.
Uma liberalização generalizada do mercado de trabalho teria apenas e só as consequências que referes, se o dito mercado de trabalho fosse dominado por trabalhadores altamente qualificados, capazes de fazer uso das suas competências para rodar livremente entre oportunidades.
Mas no país real o que sucederia seria um choque socio/económico brutal! Temos uma mol humana imensa de trabalhadores com baixas qualificações, baixo nível sócio-cultural e baixa motivação, que no caso de entrarem num esquema de liberalização total, produziria uma massa imensa de desempregados de longa duração.
Em tese, eu até poderia concordar com a liberalização total, mas para isso o Estado (ou seja, todos nós com os nossos impostos) tem que estar preparado para arcar com os custos orçamentais de ver disparar as dotações para o fundo de desemprego, a assistência social, etc. Porque não vale a pena termos ilusões, uma situação destas ia gerar desemprego não qualificado, com baixíssima probabilidade de voltar a entrar no mercado de trabalho sem antes se submeter a uma longa e dolorosa reconversão, com todas as consequências sociais gravosas que daí advêm (pobreza, criminalidade, etc).

Se a receita proposta for liberalizar o trabalho e deixar os trabalhadores entregues à sua sorte, sem quaisquer apoios sociais, aí discordo frontalmente. Os custos socias desse ajustamento poderiam ser suficientes para desfigurarem completamente a nossa sociedade.

Em suma, não há soluções fáceis. Como em tudo na vida!
 
o que conta não sao os empregos que se perdem nem os que se criam,. mas o saldo entre os dois.

a desruiçã e criação de meprego, a abertura e fecho de empresas fazm parte dos ciclos de vida economicos.
Aceitem isso como certo, e vao ver que faz todo o sentido que assim seja.

se faz sentido ou não nem sei...

No entanto concordo com o saldo dos que se perdem e dos que se ganham... mas repara abre uma nova empresa e procuram malta nova para trabalhar, o que se vai fazer ao pessoal de 40-50anos que é despedido das fabricas que fecham?
 
Também acho. Se as leis do trabalho passassem a ser mais flexíveis, de certeza que os recibos verdes levavam uma machadade de uns 80%.



Em teoria é verdade, mas as decisões económicas/políticas neste campo nunca têm só vantagens, e encerram sempre numerosos perigos.
Uma liberalização generalizada do mercado de trabalho teria apenas e só as consequências que referes, se o dito mercado de trabalho fosse dominado por trabalhadores altamente qualificados, capazes de fazer uso das suas competências para rodar livremente entre oportunidades.
Mas no país real o que sucederia seria um choque socio/económico brutal! Temos uma mol humana imensa de trabalhadores com baixas qualificações, baixo nível sócio-cultural e baixa motivação, que no caso de entrarem num esquema de liberalização total, produziria uma massa imensa de desempregados de longa duração.
Em tese, eu até poderia concordar com a liberalização total, mas para isso o Estado (ou seja, todos nós com os nossos impostos) tem que estar preparado para arcar com os custos orçamentais de ver disparar as dotações para o fundo de desemprego, a assistência social, etc. Porque não vale a pena termos ilusões, uma situação destas ia gerar desemprego não qualificado, com baixíssima probabilidade de voltar a entrar no mercado de trabalho sem antes se submeter a uma longa e dolorosa reconversão, com todas as consequências sociais gravosas que daí advêm (pobreza, criminalidade, etc).

Se a receita proposta for liberalizar o trabalho e deixar os trabalhadores entregues à sua sorte, sem quaisquer apoios sociais, aí discordo frontalmente. Os custos socias desse ajustamento poderiam ser suficientes para desfigurarem completamente a nossa sociedade.

Em suma, não há soluções fáceis. Como em tudo na vida!

Pois não.

Isso que descreves nao é mais do que o conceito de Flexi-Segurança (detesto este tipo de jargões que surgem, mas pronto).

Ou seja, lei do trabalho liberal, com maior nível de protecção social.
Mas essa protecção social não passa só por aumentar dotações de fundo de desemprego. Passaria também por ter gestores de carreiras no Estado, formação (a sério, não o que acontece hoje) dos desempregados, etc...

Ou seja, o Estado poderia (e deveria) ser uma espécie agência de recrutamento e selecção. Considerando as pessoas como "activos" e investindo nestes para que pudessem ser o mais atractivos possível.

É assim que eu vejo o mercado de trabalho.
 
Já disse e volto a repetir.

O problema ficaria resolvido se resolvessem o problema da Justiça.

Não havendo justiça nada se faz. ( e tudo se rouba )

Mas isso aos politicos não interessa, porque depois não iriam poder fazer muita coisa.
 
Pois não.

Isso que descreves nao é mais do que o conceito de Flexi-Segurança (detesto este tipo de jargões que surgem, mas pronto).

Ou seja, lei do trabalho liberal, com maior nível de protecção social.
Mas essa protecção social não passa só por aumentar dotações de fundo de desemprego. Passaria também por ter gestores de carreiras no Estado, formação (a sério, não o que acontece hoje) dos desempregados, etc...

Exacto.

Ou seja, o Estado poderia (e deveria) ser uma espécie agência de recrutamento e selecção. Considerando as pessoas como "activos" e investindo nestes para que pudessem ser o mais atractivos possível.

É assim que eu vejo o mercado de trabalho.

Isso também não! O recrutamento e a selecção têm que ser incumbência das empresas, que livremente devem escolher quem entendem.
 
Já disse e volto a repetir.

O problema ficaria resolvido se resolvessem o problema da Justiça.

Não havendo justiça nada se faz. ( e tudo se rouba )

Mas isso aos politicos não interessa, porque depois não iriam poder fazer muita coisa.

Ora nem mais! Um país sem justiça o que é? Não é nada!!!

Infelizmente nós neste momento somos nada, não se ligam a direitos e deveres, não se pagam dívidas, não se arranjam peças em garantia, etc. Neste momento este país está por conta dos chico espertos e enquanto assim for não iremos a lado nenhum, por mais leis que façam ou que mudem as existentes (tudo dependente da sua aplicação pois para quê fazer leis se depois não se consegue aplicá-las?).
 
o que conta não sao os empregos que se perdem nem os que se criam,. mas o saldo entre os dois.

a desruiçã e criação de meprego, a abertura e fecho de empresas fazm parte dos ciclos de vida economicos.
Aceitem isso como certo, e vao ver que faz todo o sentido que assim seja.

Pena é que o Sr. Sócrate só conte os que se criam, não o saldo entre os 2...
 
Já disse e volto a repetir.

O problema ficaria resolvido se resolvessem o problema da Justiça.

Não havendo justiça nada se faz. ( e tudo se rouba )

Mas isso aos politicos não interessa, porque depois não iriam poder fazer muita coisa.

Concordo. A Justiça é um dos pilares essenciais de uma sociedade democrática. E a nossa Justiça simplesmente não funciona. Portanto a democracia também não funciona...

Isto para não falar da Saúde, Segurança, Emprego, etc...
 
Já disse e volto a repetir.

O problema ficaria resolvido se resolvessem o problema da Justiça.

Não havendo justiça nada se faz. ( e tudo se rouba )

Mas isso aos políticos não interessa, porque depois não iriam poder fazer muita coisa.
Se a justiça funcionasse, digamos que muitos deles deixariam de aparecer.
 
Quantas pessoas não conheço eu que na altura de serem despedidos ficam quase sem nada, pq a empresa chantageia sempre a dizer: Então vamos para tribunal durante os próximos 10 anos? E verdade é q todas as pessoas não têm paxorra para isso, pegam no guito e bazam.
 
Exacto.



Isso também não! O recrutamento e a selecção têm que ser incumbência das empresas, que livremente devem escolher quem entendem.

Não era nesse sentido.

Era no sentido de ter o IEFP a gerir os seus activos (pessoas) e colocá-los no mercado de trabalho pro-activamente, apoiando as empresas nos processos de recrutamento e selecção.
 
Quantas pessoas não conheço eu que na altura de serem despedidos ficam quase sem nada, pq a empresa chantageia sempre a dizer: Então vamos para tribunal durante os próximos 10 anos? E verdade é q todas as pessoas não têm paxorra para isso, pegam no guito e bazam.
Habitualmente é assim.

E quanto menos poder de compra as pessoas tiverem, mais garantias as empresas têm de que a justiça nunca as vai apanhar.
 
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