Ranking das Escolas

A vocação da escola pública é outra, é a de proporcionar o mesmo a todos, quer sejam pobres, quer sejam ricos, quer sejam superdotados, quer tenham sérias limitações.

Claro que se pode sempre colocar a questão noutros termos, ou seja, até que ponto é benéfico ser assim _tão_ inclusiva.

Mas o problema da Escola Pública reside essencialmente aí [;)]

Não deve proporcionar o mesmo a todos, por muito impopular que isso seja.

As pessoas têm diferentes capacidades, motivação e capacidade de trabalho.

Como tal, o curricula não pode ser igual para todos.

É exasperante para os bons alunos terem que andar à velocidade dos medíocres.

E a filosofia que se promove há muito é essa: a ilusão de que os bons puxam pelos maus.

Não puxam.

São puxados [:p]

Outros países também já a tiveram e rapidamente voltaram atrás. A Alemanha é um exemplo.

Enquanto não se operar uma revolução na forma de organização das turmas, uma organização por mérito onde um aluno pode estar, por exemplo, a Matemática numa turma avançada e a Português numa turma menos avançada, não há volta a dar.

Depois, outra revolução a operar é alterar a autoridade do professor. A palhaça de desrespeito que vocês sofrem não pode nem deve continuar.
O professor não serve para ser o buddy da malta.

Nem sequer o pai ou a mãe.

Por último, metermos na cabeça que a educação pública não pode estar virada para a elite (podem chamar-lhe outra coisa se não gostam desta palavra) que tem capacidades para a formação académica superior.

E isso tem de deixar de dar comichão e preconceitos a mentalidades românticas que construíram, sejamos francos, o falhanço educacional actual.

Um falhanço que se traduz, de ano para ano, numa escola pública que recebe quem não consegue (financeiramente) ir para o privado. O que resulta numa profunda contradição nos resultados que a filosofia romântica que visava defender a Escola Pública obtém...matar a dita Escola Pública de ano para ano.

Condenando-a à mediocridade. Condenando os pobres a não conseguirem ter uma educação digna.

Condenarem a pobreza a perpetuar-se.

Porque, amigos, só a educação (a verdadeira, não a palhaçada do canudo, das novas oportunidades e do sucesso escolar administrativo ou ministerial) produz mobilidade social!

Porque se os escandinavos não têm preconceitos em relação a essa separação por mérito e à aposta no ensino técnico (o real, não a outra palhaçada que se verifica actualmente), se o mundo desenvolvido não os tem, nós não os podemos continuar a ter por puro preconceito ideológico.

Vamos encarar a realidade, que já estamos MUITO atrasados, sff [:cool:]
 
Última edição:
Nunca tiveste turmas com 40 alunos?

Eu quando andei do 5º ao 12º nunca baixei desse valor nas minhas turmas.

Mas já lá vão uns anitos. :sh)

Infelizmente aqui desde lado vive-se na mesma realidade, na faculdade onde ando ainda é pior Silver, neste momento somos cerca de 50, o que como tu sabes no 'nosso' curso é muito complicado... [8b]
 
E?

(6 caracteres)


Pode não ser uma escola de top10, mas ainda consegue ter bons resultados apesar de haver alunos de famílias disfuncionais, alunos que se encontram em instituições ou em famílias de acolhimento, alunos com uma boa estrutura familiar e sócio-económica, etc.... .
Por isso digo que o sucesso da escola depende muito dos alunos (aqueles que se aplicam a 100% ou mais), dos professores, do ambiente (não é muito mau quando comparado com outras escolas), etc... .
Há um caso curioso nesta escola - um aluno entrou para medicina (2009) e no ano de 2007, o seu irmão mais velho entrou para o mesmo curso. Ou seja estes 2 rapazes andaram na mesma escola e se calhar tiveram os mesmos professores.
 
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