A vocação da escola pública é outra, é a de proporcionar o mesmo a todos, quer sejam pobres, quer sejam ricos, quer sejam superdotados, quer tenham sérias limitações.
Claro que se pode sempre colocar a questão noutros termos, ou seja, até que ponto é benéfico ser assim _tão_ inclusiva.
Mas o problema da Escola Pública reside essencialmente aí [
Não deve proporcionar o mesmo a todos, por muito impopular que isso seja.
As pessoas têm diferentes capacidades, motivação e capacidade de trabalho.
Como tal, o curricula não pode ser igual para todos.
É exasperante para os bons alunos terem que andar à velocidade dos medíocres.
E a filosofia que se promove há muito é essa: a ilusão de que os bons puxam pelos maus.
Não puxam.
São puxados [
Outros países também já a tiveram e rapidamente voltaram atrás. A Alemanha é um exemplo.
Enquanto não se operar uma revolução na forma de organização das turmas, uma organização por mérito onde um aluno pode estar, por exemplo, a Matemática numa turma avançada e a Português numa turma menos avançada, não há volta a dar.
Depois, outra revolução a operar é alterar a autoridade do professor. A palhaça de desrespeito que vocês sofrem não pode nem deve continuar.
O professor não serve para ser o buddy da malta.
Nem sequer o pai ou a mãe.
Por último, metermos na cabeça que a educação pública não pode estar virada para a elite (podem chamar-lhe outra coisa se não gostam desta palavra) que tem capacidades para a formação académica superior.
E isso tem de deixar de dar comichão e preconceitos a mentalidades românticas que construíram, sejamos francos, o falhanço educacional actual.
Um falhanço que se traduz, de ano para ano, numa escola pública que recebe quem não consegue (financeiramente) ir para o privado. O que resulta numa profunda contradição nos resultados que a filosofia romântica que visava defender a Escola Pública obtém...matar a dita Escola Pública de ano para ano.
Condenando-a à mediocridade. Condenando os pobres a não conseguirem ter uma educação digna.
Condenarem a pobreza a perpetuar-se.
Porque, amigos, só a educação (a verdadeira, não a palhaçada do canudo, das novas oportunidades e do sucesso escolar administrativo ou ministerial) produz mobilidade social!
Porque se os escandinavos não têm preconceitos em relação a essa separação por mérito e à aposta no ensino técnico (o real, não a outra palhaçada que se verifica actualmente), se o mundo desenvolvido não os tem, nós não os podemos continuar a ter por puro preconceito ideológico.
Vamos encarar a realidade, que já estamos MUITO atrasados, sff [
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