Quem cala consente?

manucas

Membro participativo
Isto a propósito de uma crônica da editora do jornal Destak q se dizia chocada c uma sondagem q revelava q mais de metade dos portugueses nunca se tinham manifestado publicamente a favor ou contra o q quer q fosse. Dando a cara e de peito aberto, acho q escrever num fórum automóveis não conta.:-)
Será por termos a sina e o fado, característico do nosso povo, de q tudo está mal, jamais de endireita, independentemente do q façamos? Será comodismo de pensar primeiro no bem individual e só depois no bem comum, esquecendo q, em última análise, este influência o primeiro? Não me parece q seja só falta de nervo... Será desmotivacão? Mas quando o Scolari pediu bandeiras nas janelas, o pessoal aderiu. Qq fomos vice-campeões, a malta saiu à rua... Agora se não concordamos c aumentos dos preços, se nos envergonhamos c as injustiças e corrupções, q fazemos? Ficamos em casa c a manta sobre os pés, a ver pela tv meia dúzia de gatos pingados q se juntaram por sms a protestar. Como se isso valer p algo... Os bancos cobram taxas indevidas, a polícia retira a carta sem legislação q o sustente, o Bcp perdoa as dívidas aos filhos dos sócios gerentes, a água nas nossas torneiras é de má qualidade, somos obrigados a pagar a gasolina antes de abastecer? É preciso é paciência...
 
Infelizmente acho que é isso mesmo...nao deviamos aceitar certas coisas que acontecem neste País,e se todos protestassem se calhar algumas coisas seriam diferentes.
 
Se as reclamações fossem realmente consideradas e não caíssem em saco roto, acho que se reclamava mais e deste modo contribuía-se para a resolução / melhoria de qualquer problema.

Por norma reclamo quando algo não me satisfaz, mas como exemplo tenho o que se passou comigo:

Um tipo avançou da faixa da direita para a faixa da esquerda sem motivo nenhum enquanto eu o ultrapassava. Para não colidir com o veículo, desviei-me e raspei num separador.

Chamei a GNR e expliquei o sucedido. Resposta da GNR: Se fizer participação do sucedido, como não tem testemunhas, isto provavelmente vai andar anos tribunais e como a outra viatura não tem marcas, vai ser muito difícil provar alguma coisa. Ah, e não se esqueça, vai ter que pagar o separador à brisa.

Conclusão (eu costumo ser racional, prático e pragmático): Quando encontrar novamente o tipo, vou resolver a situação no local e na hora.
 
O "comodismo" parece que se instalou como uma moda, tal e qual como os carros a diesel: toda a gente tem um, se calhar sem saber bem o porquê.

Custa-me bastante a entender como é que se passa o que se passa neste país e ninguém faz nada nem se manifesta; eu também me incluo nesse lote, pelo simples facto de que se tivesse que me chatear todos os dias, decerto que iria chegar aos 30 com sérios problemas de coração.

Mas isto precisa de um abanão valente, sem dúvida... só falta saber o como e o quem.
 
Concordo totalmente, mas por norma se um gajo reclama de alguma coisa, no nosso país é logo rotulado de "é de esquerda"


Isso quem sabe, ocorre na remanescência de 40 anos de um "Estado Novo", que calava as vozes discordantes, contestatárias e inquiridoras, com um rótulo cómodo, "comuna", "vermelho", "trotskista", etc. [:p]

Quem sabe, mudou-se o "estado novo" e chegou um "estado" que nada tem de novo. [8b]


Acho que genericamente estamos demasiado acomodados para lutar por algo melhor para todos, e lutar, significa fazer ouvir as vozes, o que em democracia seria importante, mas até o protesto está demasiado politizado para se fazer ouvir com eficácia.
 
eu estou tranquilo, as únicas manifestações que fazem algum impacto são em lisboa (vá lá, às vezes no porto), porque as equipas de reportagem só aparecem aí [:P] por isso não adianta nada andar a fazer coisas dessas só para alimentar o ego.
 
Isso quem sabe, ocorre na remanescência de 40 anos de um "Estado Novo", que calava as vozes discordantes, contestatárias e inquiridoras, com um rótulo cómodo, "comuna", "vermelho", "trotskista", etc. [:p]

Quem sabe, mudou-se o "estado novo" e chegou um "estado" que nada tem de novo. [8b]


Acho que genericamente estamos demasiado acomodados para lutar por algo melhor para todos, e lutar, significa fazer ouvir as vozes, o que em democracia seria importante,
mas até o protesto está demasiado politizado para se fazer ouvir com eficácia.

apr:) apr:) apr:)
 
Enquanto todos estiverem à espera que os outros (leia-se funcionários do estado) façam manifestações e protestos para dar a entender que não somos um rebanho de carneiros, estamos dispostos a garantir direitos e respeito por quem produz riqueza e queremos ter uma vida melhor.

Vamos mal.
 
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