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O Público é já um cadáver face ao que foi.
E este despedimento colectivo apenas mais um...tem sido uma sangria constante de há 5 anos para cá, cada vez menos cronistas, cada vez menos investigação.
Dificuldades financeiras sempre existiram, o jornal nunca deu lucro e o tio Belmiro assumia a perda em nome de se ter um produto diferente e com qualidade. Pelos vistos está a deixar de querer assumi-la. Só confirma que não se deve esperar muito dele no que a dar algum contributo à sociedade diz respeito.
Contudo, situação financeira à parte, o consolado da menina Bárbara travestiu completamente tudo o que definia o Público e lhe deu a imagem que (ainda) tem, tornando-o completamente dependente das suas causas fracturantes. Neste momento é um jornal feito para o leitor do Príncipe Real e isso diz tudo do ponto a que a menina Bárbara levou a linha editorial do jornal.
Parabéns Bárbara. Espero que a meia dúzia de leitores de esquerda caviar que trouxeste ao Público consigam superar os milhares de leitores que perdeste ao balcanizares o Público no teu próprio pensamento de vida, fazendo-o à tua imagem: tortuoso.
Parabéns, particularmente pelos teus editoriais não assinados (na união soviética não se faria melhor) e ao desrespeito constante pela ética jornalística e até pelo código do próprio Jornal (é bonito ver o provedor todos os Domingos a dizer o que diz e a ter que reconhecer que não se cumpre o mínimo do código e tu a não aprenderes nada com o que fizeste na semana que passou).
Os meus sinceros Parabéns por teres conseguido destruir o último diário decente e normal deste país []
O que me ri com isto![][
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(...) com a mudança nos hábitos dos leitores (que fogem cada vez mais para a internet) e com a crise do país (menores venda e quebra assinalável da publicidade), o negócio do papel tem-se vindo a afundar de forma considerável.
É algo de sistémico e que afecta todos os orgãos de comunicação escrita. Mesmo que comecem a cobrar os seus conteúdos online, a profusa escolha fará com que muitos users não queiram pagar pelos mesmos e procurem outras fontes de informação. Claro que com o tempo, mais e mais aderirão. Enfim, veremos como estes jornais e revistas se adaptarão a esta mudança de paradigma. E também os seus leitores / clientes (...)
Outra questão, será o mercado interno capaz de suportar ou ter a disponibilidade para fazer uso através do pagamento final dito mais elevado de uma imprensa diferente da actual em termos de oferta?, []