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OCDE revê previsões em baixa
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu em baixa as previsões de crescimento económico da Zona Euro e dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que recomendou um corte na taxa de juro de referência da Reserva Federal.
A OCDE acredita que esta é a melhor forma de limitar os efeitos da recente crise causada pelos créditos de risco. O economista-chefe da organização, Jean-Philippe Cotis, disse que esta crise aconteceu numa altura em que os mercados estavam em alta e a confiança era forte, o que significa que o impacto no crescimento económico está a ser limitado.
Este ano, a economia dos 13 países da moeda única deve crescer 2,6%, enquanto o PIB norte-americano deve ter um crescimento de 1,9%.
No que toca à política monetária do Banco Central Europeu, a OCDE é contra uma nova subida no preço do dinheiro. Na reunião desta quinta-feira, o BCE deve manter a actual taxa de juro nos 4%. Os últimos acontecimentos devem ter feito Jean-Claude Trichet mudar de ideias. Antes do Verão, uma subida, nesta altura, era dada como certa.
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E como resultado:
BCE deixa juros nos 4%
O Banco Central Europeu deixou a taxa de juro de referência inalterada. Antes, era quase certo que o BCE iria, mais uma vez, subir o preço do dinheiro. Mas o estalar da crise das hipotecas de risco, nos Estados Unidos, que teve efeitos nos mercados de todo o mundo, fez Jean-Claude Trichet mudar de ideias.
O presidente do BCE alertou, no entanto, para a persistência de riscos inflaccionistas: "A previsão a longo prazo, relativa à estabilidade dos preços, continua sujeita a riscos, identificados pelas nossas análises económica e monetária. Os dados macro-económicos que nos chegam confirmam que os alicerces económicos da Eurozona se mantêm sólidos e a previsão de crescimento do PIB a médio prazo continua favorável", declarou o presidente do Conselho de governadores do BCE.
A taxa de juro directora mantém-se assim nos 4%, o valor que tinha atingido na última subida, em Junho. Este ano, o BCE subiu duas vezes o preço do dinheiro, depois de cinco aumentos no ano passado. As declarações de Trichet dão a entender que, embora tenha sido adiada, a decisão de fazer um novo aumento não deve tardar.
Também esta quinta-feira, o Banco de Inglaterra teve uma reunião de política monetária e tomou uma decisão semelhante à do BCE. A taxa de juro, na Grã-Bretanha, mantém-se nos 5,75%, a mais alta das grandes economias ocidentais.
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Curioso é o presidente do BCE reclamar que o BCE que é uma instituição independente e que não pode ser influenciada, mas foi preciso a OCDE apontar o óbvio para se manter o valor do dinheiro nos 4%.
Hummm