[Sociedade] O sentido do dever

Queixamo-nos constantemente do Estado, mas o Estado é o espelho da sociedade que o criou.
Enganar o Estado parece ser motivo de orgulho para nós, lusitanos, que fugimos ao fisco e não cumprimos com as nossas obrigações. Uma atitude estúpida que justifica a baixa qualidade de vida reinante.

Nos países mais evoluídos é impensável enganar o estado, pois o nível de vida das populações é assegurado se todos cumprirem o seu dever.
Assim, por lá as pessoas denunciam o vizinho se não for cumpridor, pois está a contribuir para a perda de qualidade de vida da comunidade.
Ali, este é visto como um bandido sem carácter enquanto quem cumpre é um bom cidadão que contribui para o bem comum.

Por cá, se o vizinho não cumprir com o dever, nós tentamos meter conversa para saber como o fez para fazermos igual. A qualidade de vida e o sentido de dever é algo abstracto que não interessa a ninguém, pois o colectivo começa no meu umbigo e termina nele.
Aqui, um cidadão destes é catalogado de esperto e é apreciado por isso, enquanto aqueles que cumprem o seu dever são classificados de totós.

Estas são diferenças que fazem toda a diferença! Diferenças culturais.

Parece-me que houve alguém que não entendeu o meu ponto de vista, que, o que forma o estado são a pessoas todas comuns, a uma sociedade e que se estas pessoas não forem de exemplo, logo o estado nunca será o exemplo de ninguém.

Isto é, que, se por outro lado o Estado não é de forma exemplar em cumprir os seus deveres, porque falta na nossa cultura o dever de compromisso.

É aqui que se vê, que o que forma o estado é uma nata da sociedade, são pessoas sem dever.

Deveriamo-nos reger pela bitola do Estado em termos de compromisso, mas quando nem este, nem quem o compôe o próprio não o faz, logo se dirá que, se não existe o dever das pessoas encaminha a que também não exista o mesmo do Estado, e por conseguinte o exemplo de dever que este deveria transmitir esbarra logo no que o compôe.

Digamos que, isto é um, Estado cultural...

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Queixamo-nos constantemente do Estado, mas o Estado é o espelho da sociedade que o criou.
Enganar o Estado parece ser motivo de orgulho para nós, lusitanos, que fugimos ao fisco e não cumprimos com as nossas obrigações. Uma atitude estúpida que justifica a baixa qualidade de vida reinante.

Nos países mais evoluídos é impensável enganar o estado, pois o nível de vida das populações é assegurado se todos cumprirem o seu dever.
Assim, por lá as pessoas denunciam o vizinho se não for cumpridor, pois está a contribuir para a perda de qualidade de vida da comunidade.
Ali, este é visto como um bandido sem carácter enquanto quem cumpre é um bom cidadão que contribui para o bem comum.

Por cá, se o vizinho não cumprir com o dever, nós tentamos meter conversa para saber como o fez para fazermos igual. A qualidade de vida e o sentido de dever é algo abstracto que não interessa a ninguém, pois o colectivo começa no meu umbigo e termina nele.
Aqui, um cidadão destes é catalogado de esperto e é apreciado por isso, enquanto aqueles que cumprem o seu dever são classificados de totós.

Estas são diferenças que fazem toda a diferença! Diferenças culturais.


Concordo com este texto, e mais acrescento!

Há uma parte que ainda ninguém falou aqui! O que é certo é que a parte do controle dos ditos "caloteiros" realmente apenas começou a aperecer muito timidamente agora!
E porquê só agora? Precisamente pela cultura que está implicita na máquina do estado! Ou seja, não vamos empregar 10 pessoas para efectuarem este controlo porque não há orçamento, no entanto vamos deixar andar por receber não sei quantos milhões! A partir do momento que alguém já fez um pouco já começou a aparecer mais alguma coisa.... todos nós sabemos que se este evento fosse praticado há bem mais tempo e com mais energia, não só iria desencorajar uma percentagem dos "caloteiros", como também iria obrigar a outros tantos senhores a pagar o que seria devido, e por fim a educar a maioria destas pessoas que não deveriamos fazer algo que é comum principalmente a países de terceiro mundo.

Quero dizer com isto também que, não só o estado tem o dever de não ser o maior devedor, mas também por outro lado deverá estar atento ao contribuinte "esquecido" de pagar a parte que lhe compete. Esta medida se fosse largamente implementada não só vamos buscar grande parte da divida, como também acabamos por educar o contribuinte mais esquecido....

Sendo assim, podemos chegar á conclusão que a entidade do estado não só é mau pagador, como também é mau policia e ainda por cima não sabe educar os meninos! Chegamos assim á parte em que às tantas desde que o dinheiro colectado dê para ir fazendo umas viagens ao estrangeiro já os nossos politicos se sentem contentes.....:sh)
 
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