O Medo da Inteligência

Mas o que é isso de ser inteligente?

Uns passam anos a marrar nos livros para depois sujeitarem-se a ganhar 500€ a trabalhar para um "Burro" que as vezes nem o 12º tem,

Mas afinal quem é o burro nesta história?
O artista com o 9º/12º que dá emprego ou o licenciado que quer que lhe deem emprego?

Acredito que há vários tipos de inteligência, a racional, a emocional etc.


Não basta ser bom nos números há que saber lidar com as pessoas, ganhar o seu respeito e admiração, e ter "cojones".
 
Boa noite

Boa noite

Existem inteligências múltiplas e inteligência é diferente de sabedoria.

A propósito de inteligências múltiplas:


“Gardner, um psicólogo americano, define inteligência como a capacidade para resolver problemas e criar produtos valorizados num contexto cultural específico.
A sua teoria das inteligências múltiplas preconiza que:
- existem diferentes tipos de inteligência;
- a inteligência pode ser ensinada, treinada e desenvolvida;
- o desenvolvimento da inteligência depende de vários factores, como por exemplo as oportunidades, as experiências, as influências e a escola;
- todas as pessoas podem aprender e desenvolver as suas inteligências, sendo as suas expectativas e a sua motivação factores fundamentais.
Esta concepção de inteligência coloca grandes responsabilidades sobre os educadores, em geral, e os professores, em particular, a quem cabe um importante papel no desenvolvimento da inteligência das crianças e dos jovens, através da criação de oportunidades e de experiências de aprendizagem diversificadas no âmbito das múltiplas inteligências.
Gardner identificou e definiu sete inteligências: inteligência linguística, inteligência lógico-matemática, inteligência visual-espacial, inteligência quinestésica, inteligência musical, inteligência interpessoal e inteligência intrapessoal.”

in educare.pt
Bibliografia:
Gardner, H. (1993). Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences. London: fontana Press.

Várias vezes me questionei se seria uma pessoa pouco ou muito inteligente. Como nunca fiz um teste para avaliar o meu QI, limitava-me a estabelecer comparações com algumas das pessoas que conhecia. Como é evidente, a resposta variava com o “modelo” comparado.

A partir de certa altura, insatisfeita com aquilo que considerava ser o meu nível de inteligência (não muito elevado…) comecei a lançar desafios a mim própria como forma de a testar. À medida que fui vencendo esses desafios senti-me mais inteligente e motivada para passar ao desafio seguinte. Esta atitude tem sido uma constante na minha vida.

Outra forma de testar a minha inteligência foi questionar-me sobre a minha própria vida. Aquilo que eu sou, neste momento, corresponde àquilo que eu sempre desejei ser? O que preciso de fazer para viver em harmonia comigo e com os outros? Sou inteligente o suficiente para conduzir a minha vida e a daqueles que dependem de mim com a qualidade que ela deve ter?

Mais importante do que ter um QI muito elevado é a forma como utilizamos a nossa inteligência em prol do nosso bem estar e daqueles que amamos. Por isso acredito na teoria das inteligências múltiplas.[;)]
 
(...)

Várias vezes me questionei se seria uma pessoa pouco ou muito inteligente. Como nunca fiz um teste para avaliar o meu QI, limitava-me a estabelecer comparações com algumas das pessoas que conhecia. Como é evidente, a resposta variava com o “modelo” comparado.

A partir de certa altura, insatisfeita com aquilo que considerava ser o meu nível de inteligência (não muito elevado…) comecei a lançar desafios a mim própria como forma de a testar. À medida que fui vencendo esses desafios senti-me mais inteligente e motivada para passar ao desafio seguinte. Esta atitude tem sido uma constante na minha vida.

Outra forma de testar a minha inteligência foi questionar-me sobre a minha própria vida. Aquilo que eu sou, neste momento, corresponde àquilo que eu sempre desejei ser? O que preciso de fazer para viver em harmonia comigo e com os outros? Sou inteligente o suficiente para conduzir a minha vida e a daqueles que dependem de mim com a qualidade que ela deve ter?

Mais importante do que ter um QI muito elevado é a forma como utilizamos a nossa inteligência em prol do nosso bem estar e daqueles que amamos. Por isso acredito na teoria das inteligências múltiplas.[;)]

De facto, devo de admitir que nunca tinha "calhado" ler um post seu, mas a verdade é que tem aqui um excelente texto para reflexão!

Parabéns!apr:)apr:)apr:)

No fundo, o que interessa é sabermos fazer um bom uso da nossa inteligência.
 
Última edição:
De facto, devo de admitir que nunca tinha "calhado" ler um post seu, mas a verdade é que tem aqui um excelente texto para reflexão!

Parabéns!apr:)apr:)apr:)

No fundo, o que interessa é sabermos fazer um bom uso da nossa inteligência.

obrigada [;)].

O facto de ter encontrado aqui no fórum intervenções com muita qualidade estimulou-me a participar.
 
Mas o que é isso de ser inteligente?

Uns passam anos a marrar nos livros para depois sujeitarem-se a ganhar 500€ a trabalhar para um "Burro" que as vezes nem o 12º tem,

Mas afinal quem é o burro nesta história?
O artista com o 9º/12º que dá emprego ou o licenciado que quer que lhe deem emprego?

Acredito que há vários tipos de inteligência, a racional, a emocional etc.


Não basta ser bom nos números há que saber lidar com as pessoas, ganhar o seu respeito e admiração, e ter "cojones".

Acho que por vezes, agarram-se demasido aos titulos e vão-se esquecendo daquilo que de vós possa fazer a diferença.

Então o que vale, quem tem esse ensino mas segue uma fotocópia imposta pelo estudo, ou quem, realmente demonstra a uma capacidade inata, que desenvolve ao longo da vida por sua conta e risco.

Saber não mata, como queiram dizer, que é verdade! Mas a capacidade lógica de pensar e criar as coisas pelas suas mãos vale-nos de mais.

Será tão insignificante, este senhor que nem concluiu o superior:

O Curso de Letras é um fracasso, porque não corresponde ao que o poeta esperaria dele. Discorda dos seus métodos, da sua orientação, da atitude dos seus professores. Aliás, é um dos principais promotores de uma greve de estudantes provocada por uma das medidas de força de João Franco. Por sua livre iniciativa ou por ter sido expulso da Faculdade, abandonou definitivamente os estudos para se consagrar à literatura.

Fernando Pessoa, 1899, 1900, 1901, 1902 Fernando Pessoa

Tudo o que criou nasceu e desenvolveu-se com ele...

Assim digo, que há pessoas com vários niveis de inteligência (ou não! [:D]) e nem sequer tem formação superior.
 
É que é mesmo isso que eu acho que acaba por acontecer!

As pessoas ficam "com medo" de mostrar a sua inteligência, preferem ser como o "resto da manada."
Para não "assustarem" ninguém. Fazem-se passar por ignorantes (ou ficam na ignorância).

Acaba por ser a ideia geral que tu aí dizes em jeito de conclusão.

Em vez de ser vá lá uma bênção (ou um dom), torna-se mais numa "maldição".

eu quase utilizei essa palavra... mas, achei que talvez fosse um pouco desapropriada devido a ser geralmente utilizada em fàbulas...

mas sim... tambem se pode aplicar aqui...

sobre o que falas...
quanto a mim...

costumo guardar as minhas verdadeiras capacidades para quem as merece apreciar, geralmente apenas um punhado de amigos mais proximos... isso nao quer dizer que eu seja inteligente... talvez seja apenas diferente....

na parte profissional, tento usa la sem dar muito nas vistas, pois, tambem por parte da entidade patronal ha alguma aversão a funcionarios mais dotados.. nao sei... se calhar è medo que eles venham destabilizar o sistema jà implantado... talvez medo de inovaçao!
 
Tens a ceretza que foi aqui ?!?

Olha que há por aqui uns tipos que ainda ainda têm umas ideias do tempo medieval! [:cool:]

Olá Omega,

Neste fórum encontra-se todo o tipo de pessoas e, algumas delas, com ideias muito estranhas. É essa diversidade de pessoas e opiniões que enriquece o fórum.

O facto de podermos criar tópicos com assuntos que consideramos relevantes também é muito positivo. É evidente que não me sinto identificada com todas as opiniões que leio. Em termos de quantidade há muitos postes que não têm interesse para mim e, por isso mesmo, sobressaem aos meus olhos aqueles que considero Bons e até, Excelentes. [;)]
 
A propósito de inteligências múltiplas:


“Gardner, um psicólogo americano, define inteligência como a capacidade para resolver problemas e criar produtos valorizados num contexto cultural específico.
A sua teoria das inteligências múltiplas preconiza que:
- existem diferentes tipos de inteligência;
- a inteligência pode ser ensinada, treinada e desenvolvida;
- o desenvolvimento da inteligência depende de vários factores, como por exemplo as oportunidades, as experiências, as influências e a escola;
- todas as pessoas podem aprender e desenvolver as suas inteligências, sendo as suas expectativas e a sua motivação factores fundamentais.
Esta concepção de inteligência coloca grandes responsabilidades sobre os educadores, em geral, e os professores, em particular, a quem cabe um importante papel no desenvolvimento da inteligência das crianças e dos jovens, através da criação de oportunidades e de experiências de aprendizagem diversificadas no âmbito das múltiplas inteligências.
Gardner identificou e definiu sete inteligências: inteligência linguística, inteligência lógico-matemática, inteligência visual-espacial, inteligência quinestésica, inteligência musical, inteligência interpessoal e inteligência intrapessoal.”

in educare.pt
Bibliografia:
Gardner, H. (1993). Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences. London: fontana Press.

Várias vezes me questionei se seria uma pessoa pouco ou muito inteligente. Como nunca fiz um teste para avaliar o meu QI, limitava-me a estabelecer comparações com algumas das pessoas que conhecia. Como é evidente, a resposta variava com o “modelo” comparado.

A partir de certa altura, insatisfeita com aquilo que considerava ser o meu nível de inteligência (não muito elevado…) comecei a lançar desafios a mim própria como forma de a testar. À medida que fui vencendo esses desafios senti-me mais inteligente e motivada para passar ao desafio seguinte. Esta atitude tem sido uma constante na minha vida.

Outra forma de testar a minha inteligência foi questionar-me sobre a minha própria vida. Aquilo que eu sou, neste momento, corresponde àquilo que eu sempre desejei ser? O que preciso de fazer para viver em harmonia comigo e com os outros? Sou inteligente o suficiente para conduzir a minha vida e a daqueles que dependem de mim com a qualidade que ela deve ter?

Mais importante do que ter um QI muito elevado é a forma como utilizamos a nossa inteligência em prol do nosso bem estar e daqueles que amamos. Por isso acredito na teoria das inteligências múltiplas.[;)]
Eu diria, tão importante, porque, uma coisa é dispormos de capacidades intelectuais que podemos usar ou não, mercê do contexto (trabalho, escola, localidade, país, etc...), mas que, podendo não as usar num macro contexto podemos usá-las no dia a a dia, outra coisa é não dispormos de grandes capacidades, situação que nos limita, à partida, mesmo, e desde logo, nas tarefas mais rotineiras!... [;)]
 
Eu diria, tão importante, porque, uma coisa é dispormos de capacidades intelectuais que podemos usar ou não, mercê do contexto (trabalho, escola, localidade, país, etc...), mas que, podendo não as usar num macro contexto podemos usá-las no dia a a dia, outra coisa é não dispormos de grandes capacidades, situação que nos limita, à partida, mesmo, e desde logo, nas tarefas mais rotineiras!... [;)]

tal e qual! apr:)
 
Da inteligência não tenho medo nenhum.

Tenho medo, isso sim, da chamada esperteza-saloia, também conhecida por chico-espertismo.

É que olhando bem ao meu redor não consigo classificar as pessoas mais inteligentes como as mais bem-sucedidas, antes pelo contrário, são os chico-espertos quem ocupou a maioria dos lugares de destaque na sociedade e, em especial, os lugares de poder.

Existe a vigência de um estado de oportunismo apadrinhado por uma cunha da qual todos são cúmplices. Afinal, quantos não são os que criticam a classe política mas que, quando podem, também aproveitam para meter a sua cunhazita?

A inteligência deveria ser melhor aproveitada. Nos países mais atrasados aproveitam todas as pessoas inteligentes e formadas que rareiam por lá. Nos países mais desenvolvidos, as potencialidades destes cidadãos são aproveitadas ao máximo. Aqui nesta santa terrinha a inteligência é crime, e a população capaz e competente é mandada para a sarjeta ultrapassada pelo oportunismo fácil.
É que, normalmente, quem não consegue ter a força da razão, procura ter a razão da força pelo número, agrupando-se em bandos de marginais que se autoprotegem e autopromovem entre si.

Medo é o que tenho agora que o país está nas mãos dos espertos cuja esperteza nos trouxe até aqui.
 
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