A propósito de inteligências múltiplas:
“Gardner, um psicólogo americano, define inteligência como a capacidade para resolver problemas e criar produtos valorizados num contexto cultural específico.
A sua teoria das inteligências múltiplas preconiza que:
- existem diferentes tipos de inteligência;
- a inteligência pode ser ensinada, treinada e desenvolvida;
- o desenvolvimento da inteligência depende de vários factores, como por exemplo as oportunidades, as experiências, as influências e a escola;
- todas as pessoas podem aprender e desenvolver as suas inteligências, sendo as suas expectativas e a sua motivação factores fundamentais.
Esta concepção de inteligência coloca grandes responsabilidades sobre os educadores, em geral, e os professores, em particular, a quem cabe um importante papel no desenvolvimento da inteligência das crianças e dos jovens, através da criação de oportunidades e de experiências de aprendizagem diversificadas no âmbito das múltiplas inteligências.
Gardner identificou e definiu sete inteligências: inteligência linguística, inteligência lógico-matemática, inteligência visual-espacial, inteligência quinestésica, inteligência musical, inteligência interpessoal e inteligência intrapessoal.”
in educare.pt
Bibliografia:
Gardner, H. (1993). Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences. London: fontana Press.
Várias vezes me questionei se seria uma pessoa pouco ou muito inteligente. Como nunca fiz um teste para avaliar o meu QI, limitava-me a estabelecer comparações com algumas das pessoas que conhecia. Como é evidente, a resposta variava com o “modelo” comparado.
A partir de certa altura, insatisfeita com aquilo que considerava ser o meu nível de inteligência (não muito elevado…) comecei a lançar desafios a mim própria como forma de a testar. À medida que fui vencendo esses desafios senti-me mais inteligente e motivada para passar ao desafio seguinte. Esta atitude tem sido uma constante na minha vida.
Outra forma de testar a minha inteligência foi questionar-me sobre a minha própria vida. Aquilo que eu sou, neste momento, corresponde àquilo que eu sempre desejei ser? O que preciso de fazer para viver em harmonia comigo e com os outros? Sou inteligente o suficiente para conduzir a minha vida e a daqueles que dependem de mim com a qualidade que ela deve ter?
Mais importante do que ter um QI muito elevado é a forma como utilizamos a nossa inteligência em prol do nosso bem estar e daqueles que amamos. Por isso acredito na teoria das inteligências múltiplas.[
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