Mercúrio Retrógrado

O mais engraçado na astrologia é que mesmo os pressupostos científicos onde assenta a sua base, i.e. os signos e a linha do Zodíaco, que não são mais do que linhas imaginárias, estão completamente desfasados.
O signo é, supostamente, a constelação onde o Sol está "projectado" num determinado período do ano.
O problema para os astrólogos é que os signos do zodíaco alteram com o movimento ligeiro e muito lento (precessão) do eixo da Terra. Ou seja, temos novas constelações do Zodíaco....algum astrólogo me quer fazer o Horóscopo para Ofíuco...[:D][:D][:D] é esse o meu signo visto que nasci entre 1 e 18 de Dezembro. Um astrólogo sabe que o Sol só "passa" 8 dias em escorpião e 44 dias em Virgem e não 1 mês certinho, inteiro? [8b][8b]
Actualizem-se senhores astrólogos! [:p][:p]
 
É um fenómeno astronómico.

"A cada quatro meses, Mercúrio aparenta estar a girar no sentido contrário. Isto é: o movimento de rotação do astro torna-se mais lento e, ao observá-lo aqui da Terra, parece que está a andar para trás.
Para Carlos Santos, astrónomo no Observatório Astronómico de Lisboa, esta é uma questão simples. «É tudo uma ilusão de ótica. Só acontece porque estamos na Terra a olhar para Mercúrio. Se vivêssemos no Sol, não tínhamos essa impressão. Os dois planetas andam sempre para a frente. Só pelo facto de um planeta ultrapassar o outro durante algum tempo, do nosso ponto de vista, parece que está a andar para trás.» Não é um momento significativo, uma vez que perceberam o que acontecia há centenas de anos."

Por acaso essa informação até está mal dada....talvez bronca do jornalista. Não é o movimento de rotação, mas sim de translacção. O movimento de órbita do planeta é que aparenta estar mais lento e não o movimento de rotação (sobre si mesmo).
 
Se não tem explicação científica, então não tem explicação! Explicar um fenómeno implica, por definição, utilizar conceitos, ferramentas e teorias validadas, que descrevem o seu comportamento.
Todos sabemos que há muitas coisas para as quais (ainda) não temos explicação. Mas isso não quer dizer que faça sentido arranjar explicações alternativas baseadas em conceitos e ferramentos sem validação nenhuma, ou melhor, totalmente invaliados por toda a investigação científica que tem sido feita.

Mas isto da Astrologia nem sequer entra no campo da "explicação". Uma coisa seria dizer "A astrologia funciona, só que não sabemos como porque a ciência ainda não a consegue explicar". Só que a Astrologia não funciona! Todas as investigações que têm sido feitas em redor disso têm demonstrado que as previsões astrológicas são completamente aleatórias.

Atenção que o problema da "astrologia" está na macacada sobre o assunto, e não definitivamente sobre o assunto em si. Isto porque uma coisa é termos um assunto que a partida pode estar bastante degradado (espontânea e intencionalmente), em conjunto de uma serie de atitudes pobremente correctas, seja por inocência ou por falta de seriedade.

O compêndio de conhecimento ao qual chamamos de ciência, saberá falar daquilo que conhece, e mesmo assim, tem os seus pontos fortes e fracos. Sobre o que ainda não se conhece, terá de certeza, devido a sua experiência, alguma palavra a dizer, mas mesmo assim, cair em cepticismo leva ao simétrico do fanatismo.

Imagino os dias em que certos "loucos" do passado, falavam de coisas que só se podiam suspeitar, aparecendo os "cientistas das coisas já descobertas" (equivalentes aos engenheiros de obras feitas) a deitar abaixo.

Pessoalmente, tenho "pavor" aos mercenários "astrológicos" e similares que disparam fantochada a mais não poder, mas sempre gostei de observar como um arqueólogo, o desenvolvimento matemático e cientifico da antiguidade. Suspeito que houve uma observação dos "ciclos da natureza" onde o movimento planetário é intermediário, que pode vir a ser redescoberto pouco a pouco. É uma hipótese.

O curioso é que os antigos já sabiam antes do nosso laborioso proceder, que tudo era nada, infinito=0, esse tudo é o mesmo "pixel" em todo lado. Chama a atenção.

Como também chama a atenção, que se explique um assunto, como uma pessoa que explica que matemática e não sabe fazer contas. "Astrólogos" por exemplo.

Falam de signos (repetição de 12 casas, com mistura de significados das horas antigas), 12 divisões que na realidade só obedecem a um elemento, e tem a amplitude de um dia (eles dizem que é um mes inteiro), e mais e mais...

Por isso, quem critica tem motivos para tal.

Aqui aplica-se o ditado: "Os que sabem, não falam, os que falam, não sabem".
 
E eu a pensar que isto era alguma coisa sobre mercúrio acumulado na cadeia alimentar ou que era alguma fonte de contaminação antiga que começara a vazar num rio ou algo assim...

Fui bem enganado :)
 
Atenção que o problema da "astrologia" está na macacada sobre o assunto, e não definitivamente sobre o assunto em si. Isto porque uma coisa é termos um assunto que a partida pode estar bastante degradado (espontânea e intencionalmente), em conjunto de uma serie de atitudes pobremente correctas, seja por inocência ou por falta de seriedade.

O compêndio de conhecimento ao qual chamamos de ciência, saberá falar daquilo que conhece, e mesmo assim, tem os seus pontos fortes e fracos. Sobre o que ainda não se conhece, terá de certeza, devido a sua experiência, alguma palavra a dizer, mas mesmo assim, cair em cepticismo leva ao simétrico do fanatismo.

Imagino os dias em que certos "loucos" do passado, falavam de coisas que só se podiam suspeitar, aparecendo os "cientistas das coisas já descobertas" (equivalentes aos engenheiros de obras feitas) a deitar abaixo.

Pessoalmente, tenho "pavor" aos mercenários "astrológicos" e similares que disparam fantochada a mais não poder, mas sempre gostei de observar como um arqueólogo, o desenvolvimento matemático e cientifico da antiguidade. Suspeito que houve uma observação dos "ciclos da natureza" onde o movimento planetário é intermediário, que pode vir a ser redescoberto pouco a pouco. É uma hipótese.

O curioso é que os antigos já sabiam antes do nosso laborioso proceder, que tudo era nada, infinito=0, esse tudo é o mesmo "pixel" em todo lado. Chama a atenção.

Como também chama a atenção, que se explique um assunto, como uma pessoa que explica que matemática e não sabe fazer contas. "Astrólogos" por exemplo.

Falam de signos (repetição de 12 casas, com mistura de significados das horas antigas), 12 divisões que na realidade só obedecem a um elemento, e tem a amplitude de um dia (eles dizem que é um mes inteiro), e mais e mais...

Por isso, quem critica tem motivos para tal.

Aqui aplica-se o ditado: "Os que sabem, não falam, os que falam, não sabem".

Humm.. nope!
Esta ideia de que a astrologia tem um certo fundamento, só que os vendedores da banha da cobra desvirtuaram a "ciência astrológica", comigo também não pega.
 
Humm.. nope!
Esta ideia de que a astrologia tem um certo fundamento, só que os vendedores da banha da cobra desvirtuaram a "ciência astrológica", comigo também não pega.

No fundo, só pode. Alguma alquimia haverá de fundo, que será o fundamento de todo fenómeno. Se a ciência já colocou o ditado "um bater de asas de borboleta na Malásia, cria um tornado em USA" enuncia que tudo é no fundo, o mesmo em diferentes ressonâncias, como Einstein revelou também. Tudo é "sincrónico".

A teoria da complexidade, coloca um principio básico que ganha complexidade em tudo o que existe, como explicação para a razão dos fenómenos serem como são.

É só uma teoria, mas como toda teoria, é candidata a ser certa.

O que pode baralhar ao falar de "astrologia", é pensar que planetas e estrelas tem um poder qualquer. São tão intermediários do principio em questão, como as pessoas, as alfaces, etc.

Se falamos em "ciclos da natureza" será lógico falar disto de uma maneira superficial, excluindo partes do todo? não me parece.

Ter azedume a "astrologia", é perfeitamente compreensível, mas ser contra uma alquimia de fundo (certa) parece tão fóbico como podiam ter sido os detractores de uma química ou física nos seus primórdios.

Por exemplo, sei que nas antigas civilizações, a observação dos astros foi posterior a observação dos padrões nas pessoas. Doenças, separações, mudanças de variada índole e os seus timings. Depois, é que se foi de baixo para cima. As divisões dos calendários não eram arbitrarias.
 
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