Justiça

Na segunda e terceira partes finalmente apareceram contribuições ao debate com pés e cabeça. Achei particularmente interessante a intervenção de um ex presidente da Câmara do Porto, aliás bastante aplaudida, a intervenção do tal historiador, que desenvolveu ideias que não tinha articulado até aí e do Conselheiro Marques Vidal, entre outros conhecedores, a demonstrar que não fala de Justiça com sapiência qualquer "observador", o mais que faz é "bitaitar", muitas vezes de forma estranha (...)!...

De resto uma conclusão ficou, para os mais distraídos, relativamente aos problemas da Justiça (problemas que existem em todas as áreas, não vá alguém não ter reparado...), diagnosticando-os, surpresa, com origem nos diversos governos e nos sucessivos parlamentos, bem como nas relações perniciosas entre advogados, empresas e os anteriores!

Os diversos operadores de Justiça, como ficou demonstrado por quem sabe, não têm "a responsabilidade" dos problemas que ela atravessa, tendo também ficado claro ainda outra coisa, que a perda de valores e o "xico-espertismo", que bem conhecemos de muitos contextos, é a filosofia reinante do salve-se quem puder e os demais que se lixem (passo a expressão), sendo certo que não é menos Estado a receita, é mais Eficiente Estado que só não interessa a estes últimos, que não gostam (vá lá saber-se porquê) de serem regulados pelo poder centralizador que os obriga a respeitar princípios de boa fé, de palavra dada, de contrato.

A propósito foi citado algo típico dos dias que vivemos e que demonstra bem o quão pernicioso é a falta de princípios de quantos até apostam não no cumprimento dos contratos mas na sua quebra por todo e qualquer motivo... A palavra e um aperto de mão já não têm o valor de outrora!...

Faltaram figuras importantes no debate, mas talvez não fosse a altura certa, nem certo será, quiçá, elencá-los agora!
 
de facto foi o pior P&C que assisti....

nem sequer cheguei a perceber o questão de fundo que se pretendia esclarecer/abordar??

enfim bitaites e mais bitaites sem nenhuma conclusão nova....
 
de facto foi o pior P&C que assisti....

nem sequer cheguei a perceber o questão de fundo que se pretendia esclarecer/abordar??

enfim bitaites e mais bitaites sem nenhuma conclusão nova....
Sim, andaram à volta de uma matéria inócua em termos de Justiça e, no geral, ficou muita coisa por dizer, apesar de ter sido abordado "o diagnóstico" da coisa, um bocado pela rama...
 
de facto foi o pior P&C que assisti....

nem sequer cheguei a perceber o questão de fundo que se pretendia esclarecer/abordar??

enfim bitaites e mais bitaites sem nenhuma conclusão nova....

Pé Leve disse:
Sim, andaram à volta de uma matéria inócua em termos de Justiça e, no geral, ficou muita coisa por dizer, apesar de ter sido abordado "o diagnóstico" da coisa, um bocado pela rama...
Ambos os bolds estão correctos, acrescento que esse diagnóstico há muito está feito, apenas se fala nele agora com mais "à vontade" e insistência. [;)]

No entanto, o que falhou a meu ver, foi uma discussão daquilo que pode ser a cura para esse diagnóstico/problema. Um representante do governo, da Direcção Geral da Administração da Justiça e dos funcionários eram essenciais para um debate mais esclarecedor sobre o que já está a acontecer, sobre o que vai acontecer (aqui faltou sem dúvida a tão importante componente política), as novas ferramentas que já estão e vão ser postas em prática, o novo mapa judiciário, etc. Ou seja, qual o futuro da máquina judicial e quais as reais repercursões na sociedade.

No fundo é isso que as pessoas querem saber. Bem, nem todas, porque há muitas que preferem ouvir falar de qualquer coisa que tenha a ver com o caso Maddie (declarações do Alípio) ou com o caso Bexiga (com o próprio em estúdio).

Foi um bom debate introdutório, digamos assim. Ficamos à espera do 2º round. :)
 
Ambos os bolds estão correctos, acrescento que esse diagnóstico há muito está feito, apenas se fala nele agora com mais "à vontade" e insistência. [;)]

No entanto, o que falhou a meu ver, foi uma discussão daquilo que pode ser a cura para esse diagnóstico/problema. Um representante do governo, da Direcção Geral da Administração da Justiça e dos funcionários eram essenciais para um debate mais esclarecedor sobre o que já está a acontecer, sobre o que vai acontecer (aqui faltou sem dúvida a tão importante componente política), as novas ferramentas que já estão e vão ser postas em prática, o novo mapa judiciário, etc. Ou seja, qual o futuro da máquina judicial e quais as reais repercussões na sociedade.

No fundo é isso que as pessoas querem saber. Bem, nem todas, porque há muitas que preferem ouvir falar de qualquer coisa que tenha a ver com o caso Maddie (declarações do Alípio) ou com o caso Bexiga (com o próprio em estúdio).

Foi um bom debate introdutório, digamos assim. Ficamos à espera do 2º round. :)
Exactamente.

Bem, aguardemos, então, o 2º round! [:cool:]
 
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