GPL - Que grande berbicacho...

Olá amigo. A quantidade de GPL que entra na admissão é definida pelo tempo de abertura do injetor de GPL bem como o seu diâmetro.
O diâmetro é definido no momento da instalação, em função da potência do motor.
No seu caso pode acontecer um destes três problemas;
1º O diâmetro do injetor é demasiado grande, provavelmente para favorecer as altas rotações, compromentendo a gestão do combustivel a baixa rotação.

2º O mapa de carburação da centralina de GPL pode estar mal construido, aplicando tempos de injeção demasiadamente grandes a baixa rotação, provocando assim a mistura rica.

3º O injetor não tem capacidade para funcionar com tempos de injeção muito curtos a fim de reduzir a quantidade de combustivel a baixa rotação.

É mais frequente ocorrer o ultimo problema, isso deve-se à inercia mecânica do injetor, bem como ao tempo de descarga da bobina (clamping) feito através de um circuito de proteção dos transistores de saída que acionam a bobina dos injetores. Este circuito, quando ativado, acrescente cerca de meio milisegundo a mais ao tempo de injeção. Considerando que o tempo de injeção ao ralenti é cerca de 3 milisegundos, meio milisegundo a mais vai fazer grande diferença na quantidade de combustivel que entra.

O responsável por este circuito de proteção (clamping) costuma ser o circuito integrado VN380. Se a centralina utilizar este circuito integrado ou outro com a mesma função, é possivel que seja esse o problema da mistura rica.
 
Voltar
Superior