[Sociedade] Decifrando um "maluquinho"

nunomplopes

New member
Por um certo tópico que dembulou por aqui vocês deixaram-me louco! Com tamanhos pensamentos...[:D]

Discutiu-se aqui, num outro, a nossa definição de normal, mas eu quero um padrão do que enquadramos, com aquilo que chamamos, de expressão, maluquinho!

Mas não posso ser um ser normal(mente), maluqinho!?[:p] [:D]

O louco, maluco, possuido, insano, palavras por vezes estigmatizantes que atribuimos às pessoas que, por alguma atitude ou forma não se enquadra com a nossa forma de ser e da sociedade.

Mas, o que mais me intriga ( e acho que isto merece um tópico, para não desviar a intenção do mesmo) pegarei no exemplo do Senhor do Adeus. Porque apelidamos isto, de um senhor por um gesto de ser maluqunho? Mas dizer adeus não se enquadra dentro de um padrão normal? Ou será por um contexto que não seja de todo normal para nós que apelidemos de maluquice. Mas, nós não dizemos também por certas vezes um adeus, que assim uns sejam apelidados também de, ou não seremos todos.

Pegamos num exemplo (e mesmo que se sabendo de a maioria dos casos estarem subdiagnosticados) dos sem-abrigos, os loucos que deambulam por essas esquinas, assim dizemos, mas mais não somos nós que quase tanta ou nenhuma importância lhes dêmos. Não é de se ficar louco por isso. Mas o que é a maior maluquice, a sociedade que ignora, ou quem não terá a maior lucidez para uma vida dura e de sobrevivência?

Não terei eu (e todos a nossa dose de loucura), que achemos do mais normal que possa existir?

Eu tenho um grande medo desse negócio de ser normal
John Lennon

Digam-me lá o que é isso de coisas de maluquinhos, que acho que não estou bem no meu estado... normal! :)
 
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Acho que confundes alguns conceitos. "Maluquinho" pode ter várias conotações:

(1) excêntrico
- designa uma pessoa que age de uma forma distinta dos padrões considerados mais frequentes e aceitáveis numa sociedade.

(2) doente mental
- pessoa que sofre de uma perturbação psiquiátrica a ser diagnosticada por um médico.

Um doente mental não pode ser julgado pelas suas acções em virtude de sofrer de uma doença que lhe obstaculiza o raciocínio.

Já um excêntrico, a sua excentricidade pode dever-se a um conjunto de factores:

- escolha de vida
: há pessoas que escolhem viver uma vida alternativa e não podem ser julgadas nem censuradas por isso.
- outros motivos: há pessoas excêntricas porque são imaturas, incapazes de compreender os códigos sociais, desrespeitadoras de certas convenções. Estas pessoas têm que ser censuradas porque algo correu mal na formação da sua personalidade e não têm capacidade de compreender o porquê de certas realidades (e.g: um homem não pode vestir roupa de mulher porque as roupas de mulher são desenhadas para o corpo das mulheres).
 
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Eu estou dentro dessa das "escolha de vida" e quero, levo uma vida que pouca gente escolhe.

De resto acho-me pouco normal porque custumo gostar de coisas que a maior parte das pessoas não gostam.

Mas sou bom rapaz [:D]
 
Acho que confundes alguns conceitos. "Maluquinho" pode ter várias conotações:

(1) excêntrico - designa uma pessoa que age de uma forma distinta dos padrões considerados mais frequentes e aceitáveis numa sociedade.

(2) doente mental - pessoa que sofre de uma perturbação psiquiátrica a ser diagnosticada por um médico.

Um doente mental não pode ser julgado pelas suas acções em virtude de sofrer de uma doença que lhe obstaculiza o raciocínio.

Já um excêntrico, a sua excentricidade pode dever-se a um conjunto de factores:

- escolha de vida: há pessoas que escolhem viver uma vida alternativa e não podem ser julgadas nem censuradas por isso.
- outros motivos: há pessoas excêntricas porque são imaturas, incapazes de compreender os códigos sociais, desrespeitadoras de certas convenções. Estas pessoas têm que ser censuradas porque algo correu mal na formação da sua personalidade e não têm capacidade de compreender o porquê de certas realidades (e.g: um homem não pode vestir roupa de mulher porque as roupas de mulher são desenhadas para o corpo das mulheres).

Não trato de confundir, apenas estava abordar uma das variáveis. Tal como dizes existe o lado a que crio o termo, positivo e negativo (mais este a que escrevia). O que referes em excentricidade possa ser aceite (que por vezes nem o é!) socialmente, o outro lado já é marginalizado, e nem me refiro a que seja, ou tenha de ser propriamente doente mental, ou que como o referi, d'Homem de Lisboa o fosse e muito assim o categorizam.

Um doente mental pode não ser julgado, como... Mas é! Daí dizer-se que... ou não estamos já a fazê-lo?...

E como referes e muito pensam que ser-se excentrico, é positivo, único, também podes tornar-se um factor incomodativo.
 
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Nem sequer os psicólogos e psicoterapeutas consideram estanques e seguem à risca as definições dos manuais DSM e ICD, devia à relatividade e especificidade de cada caso pessoal, quanto mais os leigos na matéria...
 
Começo a chegar à conclusão que malucos são aqueles que classificam os outros de malucos por não compactuarem com a sua falta de respeito e civismo para com todos que estão à sua volta. Cada vez mais nota-se um sentimento de impunidade e de desrespeito por tudo e por todos. É ver gente que vai na rua e deita lixo para o chão, gente que estaciona o carro em cima do passeio com um lugar vazio mesmo ao lado e quem se revolta e reclama disto é logo chamado de maluco pelos próprios energumenos, que ainda se acham cheios de razão. Portanto, ou fazemos todos como eles e o mundo fica atolado no lixo que deitam para o chão e os deficientes motores ficam proibidos de sair de casa porque não têm passeios livres para se deslocarem em segurança, ou então reclamamos e ainda levamos com o rótulo de malucos porque estamos a fugir ao que é "normal". Isto tem lógica? :sh) [8b]
 
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