Foi impresso em 3D, mas é um filete de peixe comestível. Provava?
Pelas prateleiras das lojas, já há opções disponíveis de carne cultivada em laboratório. O que não havia, ainda, eram alternativas de peixe. Esta equipa deixou o anzol de lado e substituiu-o por uma impressora 3D.
Apesar do ceticismo que as rodeia, as carnes de vaca e de frango cultivadas em laboratório têm atraído curiosos, bem como pessoas que procuram alternativas por questões de saúde, e formas para contornar o impacto ambiental e as
preocupações com o bem-estar dos animais.
No entanto, ainda não se conheciam empresas dedicadas ao peixe. Até agora, pois uma empresa israelita dedicada à tecnologia alimentar imprimiu, em 3D, o primeiro filete de peixe pronto a cozinhar. Para isso, utilizou células animais cultivadas e desenvolvidas em laboratório.
Para deixar os anzóis de lado, a israelita Steakholder Foods juntou-se à Umami Meats: esta extrai células e transforma-as em músculos e gordura, e a primeira adiciona-as a uma "biotinta" adequada a impressoras 3D especiais. A parceria resulta num filete estreito e com propriedades semelhantes àquele que conhecemos.
Para já, o cultivo de células é, por si só, demasiado caro, comparativamente ao preço do peixe. Por enquanto, essas são diluídas com ingredientes à base de plantas.
Com o passar do tempo, a complexidade e o nível destes produtos serão mais elevados e os preços associados à sua produção diminuirão.
Explicou
Arik Kaufman, CEO da Steakholder Foods.
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