O interior está lindíssimo, ainda que as manetes atrás do volante representem um retrocesso visual e sensorial face ao esperado do brilhante trabalho que a marca faz com o metal (até o interior das manetes interiores das portas são com padrão serrilhado). Sinal das sinergias, é o que é.
O que acho completamente anacrónico e incompreensível é meterem comandos físicos de controlo da climatização e depois decidirem fazer o ajuste direccional das saídas de ar... por via do ecrã! Quando parecem estar a ir na direcção correcta há sempre um idiota que se lembra de complicar e imitar os maus exemplos, ainda para mais quando, repetindo-me, a marca tem uma grande herança nos pormenores tácteis e sensoriais na utilização dos vários comandos pelo habitáculo.
Exteriormente não está grande coisa. Volumetricamente está estranho, tem um corpo grande que parece atarracado, parece um SUV rebaixado. Na dianteira quiseram ir buscar inspiração aos modelos dos anos 90 mas erraram nas proporções (grelha enorme, faróis pequenos e de formato estranho). Salva-se a traseira.
2750kg para 888 cavalos e cerca de 600km de autonomia. E preços a começar nas 170 mil libras. Vai ser um sucesso.