@naturis as traves mestras são dos ideólogos que criaram o conceito de longa marcha pelas instituições. Não fui eu que criei o conceito/ideia ou o nome. Aliás pelo próprio nome é claramente perceptível o conceito.
Depois não fui eu que defini que num estado do tipo ocidental há normalmente 3 poderes e o conceito de separação de poderes; bem como o conceito de pesos e contra-pesos (ou seja que há poderes que tentam equilibrar-se e em certos momentos oporem-se). Está claramente subjacente neste tipo de construção que cada peça da engrenagem tem poder ... certamente poderes de escalas diferentes como um peão vs um bispo num jogo de xadrez, mas certamente um peão na posição certa pode fazer "estragos".
Eu usei "progressista" entre "" como certamente reparaste de forma a encurtar o texto e simplificar um bocado o entendimento. É claro que há um espectro imenso dentro do que se convenciona como "esquerda" (que é um termo vago e que acho mau para caracterizar e classificar; uso para haver uma ponte de comunicação para o que é geralmente aceite).
Com certeza que uma AoC, uma Joacine KM, Isabel Moreira ou o José Carneiro ou o Guterres são políticos com ideias muito diferentes dentro dum espectro que por razões práticas chamamos de esquerda.
Mais uma vez, a teoria não é minha e a teoria de base é sobre meteres "toupeiras" no máximo de locais possíveis dentro das estruturas de poder e tecido social. Se achas não houve uma mudança de base nesses países, dum paradigma pós-WW2 altamente conservador (e digamos liberal na economia) eu só posso dizer que a minha opinião é que mudou dramaticamente e teremos de concordar em discordar.