Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

Não deveria ser preciso vir o AS dizer o óbvio.

A Renata C. já esteve no Bloco (onde estava à esquerda do Louçã!), esteve no MAS (onde também esteve o Pestana) e agora está nos TU.
Raramente é apresentada como um actor político ... é quase sempre uma activista/representante duma associação.
O mesmo para o Escoval entre outros que tem tido bastante tempo de antena. Vários foram candidatos locais da CDU, mas raramente são apresentados como actores políticos.

Outra ponto é as pessoas refletirem sobre qual será a flexibilidade, capacidade de diálogo e capacidade de construir de alguém que não está bem em lado nenhum (daí saltar de projecto em projecto político). Todos conhecemos aquelas pessoas que só estão bem a deitar abaixo, que são altamente conflituosas e de trato ultra difícil. Parece-me ser um caso desse tipo.
Irmã gémea de Joana Amaral Dias, mas esta última tem muito mais lata e falta de vergonha que essa Renata.
 
Discordo muito do raciocínio na base do teu post.

É muito, mas mesmo muito abusivo (para ser simpático) comparar o não pagamento do IMI ou outras taxas que numa situação limite (após litigância em tribunal e com hipótese de recursos) te

É o exemplo académico que uso sempre. Não tenho outro 🤷

Propriedade é privada mas pagas para ter pleno direito a ela. Claro que a expropriação pode ser considerada um situação extrema mas o exemplo serve para para dar enquadramento a um mito chamado "propriedade privada".

Depois há muitas outras coisas ligadas a este tema como a questão das sucessões e heranças que complicam ainda mais as coisas.

Acredito numa coisa: quanto menor o acesso à habitação, maior a tendência a movimentos de contestação e maiores entraves à propriedade privada.

Como já aqui foi referido imensas vezes, o capitalismo é supostamente o melhor sistema para todos porque melhora a vida de todos. Mas se os jovens não retiram proveito do sistema é espectável que se revoltem e tentem rever as leis da propriedade privada.
 
Não foi um nem dois ideólogos de esquerda que há décadas perceberam que a "longa marcha nas instituições" era o caminho. Que a via revolucionária não iria funcionar nos países tipo UK, EUA, Austrália, Canadá.
É curioso que dás exemplos de UK, EUA, Austrália, Canadá, países onde a extrema esquerda nem sequer cheirou o que é o poder governativo, nunca, e onde facilmente concluímos que nunca irá cheirar.
 
Outra ponto é as pessoas refletirem sobre qual será a flexibilidade, capacidade de diálogo e capacidade de construir de alguém que não está bem em lado nenhum (daí saltar de projecto em projecto político). Todos conhecemos aquelas pessoas que só estão bem a deitar abaixo, que são altamente conflituosas e de trato ultra difícil. Parece-me ser um caso desse tipo.

Esse tipo de pessoas são uma espécie de psicopatas sociais. O Ventura é outro, tal como era o Pedro Nuno Santos ou um Sócrates no passado..
Andam de projeto em projetos até alcançar o poder.

Mistura de ego com ambição. A ideologia é apenas o meio para lá chegar.
 
É curioso que dás exemplos de UK, EUA, Austrália, Canadá, países onde a extrema esquerda nem sequer cheirou o que é o poder governativo, nunca, e onde facilmente concluímos que nunca irá cheirar.
Se te limitares a pensar que "poder" do estado é apenas o ramo executivo, o que não era a linha de pensamento desses ideólogos/filósofos. Numa apreciação mais abrangente devemos analisar o legislativo, executivo e poder judicial caso contrário não estamos a ver todo o cenário.

Acho que não será abusivo da minha parte dizer que a preponderância de conservadores/liberais (no sentido europeu do termo) logo após a WW2 e a % de "progressistas" alterou-se muito ao longo das décadas. Que peso nos juízes do Supremo, em Procuradores, em deputados/congressistas, em Senadores (nos países onde existem)?

E depois podem não ter a maioria dos representantes num Congresso/Parlamento (poder legislativo) mas podes condicionar a agenda e extremar debates se começas a ter um número interessante de representantes.

Podes não ser governo (executivo), mas podes condicionar no caso de seres a muleta numa coligação ( a nossa geringonça?). Ou fazeres mesmo parte da coligação e exigires pastas governamentais e políticas que sejam do teu quadrante ideológico (como acontece em Espanha neste momento).

Depois eu também considero poder (e bastante significativo), bem como eles também o consideravam, por exemplo seres o reitor duma Universidade, director dum grande jornal ou televisão.
 
Se te limitares a pensar que "poder" do estado é apenas o ramo executivo, o que não era a linha de pensamento desses ideólogos/filósofos. Numa apreciação mais abrangente devemos analisar o legislativo, executivo e poder judicial caso contrário não estamos a ver todo o cenário.

Acho que não será abusivo da minha parte dizer que a preponderância de conservadores/liberais (no sentido europeu do termo) logo após a WW2 e a % de "progressistas" alterou-se muito ao longo das décadas. Que peso nos juízes do Supremo, em Procuradores, em deputados/congressistas, em Senadores (nos países onde existem)?

E depois podem não ter a maioria dos representantes num Congresso/Parlamento (poder legislativo) mas podes condicionar a agenda e extremar debates se começas a ter um número interessante de representantes.

Podes não ser governo (executivo), mas podes condicionar no caso de seres a muleta numa coligação ( a nossa geringonça?). Ou fazeres mesmo parte da coligação e exigires pastas governamentais e políticas que sejam do teu quadrante ideológico (como acontece em Espanha neste momento).

Depois eu também considero poder (e bastante significativo), bem como eles também o consideravam, por exemplo seres o reitor duma Universidade, director dum grande jornal ou televisão.

Estás a alargar tanto o conceito de poder que acabas por confundir influência com exercício do poder. É evidente que universidades, comunicação social, magistratura e sociedade civil têm influência na vida política, mas nem um reitor governa nem um jornalista legisla. E se alargarmos o conceito de poder à influência cultural e institucional, teremos de aplicar exactamente o mesmo critério à direita.
Parece-me que fazes confusão entre esquerda, progressismo e extrema-esquerda. Um professor progressista, um juiz com posições liberais ou um deputado democrata americano não são automaticamente representantes da extrema-esquerda, nem pouco mais ou menos.
Ningém nego que partidos minoritários possam condicionar governos, parlamentos ou agendas políticas, é ver o que está a acontecer agora em portugal, acontece se tiver adesão popular.
Portanto, a questão mantém-se, nestes países não consegues identificar um governo liderado ou dominado por uma força política comparável ao BE ou ao PCP? Não consegues identificar uma corrente cultural dominada pelo que é comparável a uma cultura de eleitores de BE ou ao PCP, porque influência institucional e exercício do poder governativo são coisas substancialmente diferentes e nestes países goza-se de uma cultura LIBERAL altamente saudável.

Mesmo fazendo o exercício para Portugal, hoje em 2026 não encontras praticamente adesão nenhuma a uma cultura de esquerda, como já disse noutro post, pelo contrário, a esquerda radical está praticamente extinta e sem influência alguma, a menos que pegue num tema que tenha adesão no povo, que é coisa que não tem muito interesse.
 
É o exemplo académico que uso sempre. Não tenho outro 🤷

Propriedade é privada mas pagas para ter pleno direito a ela. Claro que a expropriação pode ser considerada um situação extrema mas o exemplo serve para para dar enquadramento a um mito chamado "propriedade privada".

Depois há muitas outras coisas ligadas a este tema como a questão das sucessões e heranças que complicam ainda mais as coisas.

Acredito numa coisa: quanto menor o acesso à habitação, maior a tendência a movimentos de contestação e maiores entraves à propriedade privada.

Como já aqui foi referido imensas vezes, o capitalismo é supostamente o melhor sistema para todos porque melhora a vida de todos. Mas se os jovens não retiram proveito do sistema é espectável que se revoltem e tentem rever as leis da propriedade privada.
Tal como pagas IUC e se não pagares caem-te no lombo como cães. São taxas e impostos e o estado tem de ter uma forma de coagir para que não haja incumprimento. E no caso duma propriedade só no limite dos limites e que vais ficar sem ela (de forma definitiva) por não pagares IMI ... é um recurso extremo por parte do estado.

Eu sou de direita e considero-me moderado ... com uma parte de liberal e uma parte de conservador (e talvez alguma influência duma educação e sociedade que ainda tem muito de cristã). Eu adoraria que houvesse mais de matriz escandinava nas nossas sociedades e não me importo de pagar um nível justo de impostos para utilização lógica e humanista. Nunca me viste a chamar os acampados de piolhosos ou que não tomam banho. Podem-se desenhar planos para ajudar as gerações mais novas, dentro de balizas pragmáticas pois os recursos não são infinitos. Eu não tenho problema nenhum com isso e acho saudável que não existam desequilíbrios gigantes nas nossas sociedades.

Se há um problema de habitação vamos atacar isso, mas com ferramentas que funcionem (ainda ontem o Pedro Brinca - na RTP3 - falou muito bem sobre o assunto). Mas então que existam opções estratégicas sobre como ter um OE (e orçamentos locais) que tenha valor alocado para isso. Como vamos melhorar a teia lunática dos licenciamentos, nos pequenos e grandes poderes locais que mandam muito nos processos, etc.

Mas a minha visão - altamente cética admito - é que quando formos para medidas mesmo concretas muita gente que agora rasga as vestes vai fazer um mortal à retaguarda.

E tanto pessoal com mais idade que anda por estes dias na CS, ias ver qual seria a reacção quando sequer alguém ousasse falar em rever reformas que foram calculadas acima dos 100% dos últimos anos de contribuições ou algum tipo de transferência geracional dos que tiveram carreiras especialíssimas que agora são só uma miragem ... ia ser um acidente bonito de se ver ia! :D
 
(...)

E tanto pessoal com mais idade que anda por estes dias na CS, ias ver qual seria a reacção quando sequer alguém ousasse falar em rever reformas que foram calculadas acima dos 100% dos últimos anos de contribuições ou algum tipo de transferência geracional dos que tiveram carreiras especialíssimas que agora são só uma miragem ... ia ser um acidente bonito de se ver ia! :D


ah porra.... falaste em reformas, vais acordar o maluco da peste grisalha :ROFLMAO:
 
E tanto pessoal com mais idade que anda por estes dias na CS, ias ver qual seria a reacção quando sequer alguém ousasse falar em rever reformas que foram calculadas acima dos 100% dos últimos anos de contribuições ou algum tipo de transferência geracional dos que tiveram carreiras especialíssimas que agora são só uma miragem ... ia ser um acidente bonito de se ver ia! :D

Hoje não é possível acontecer, mas é possível acontecer outras coisas igualmente estapafúrdias, mas, uma reforma do sistema de pensões (urgente por sinal) não pode ser retroativa.
 
Estás a alargar tanto o conceito de poder que acabas por confundir influência com exercício do poder. É evidente que universidades, comunicação social, magistratura e sociedade civil têm influência na vida política, mas nem um reitor governa nem um jornalista legisla. E se alargarmos o conceito de poder à influência cultural e institucional, teremos de aplicar exactamente o mesmo critério à direita.
Parece-me que fazes confusão entre esquerda, progressismo e extrema-esquerda. Um professor progressista, um juiz com posições liberais ou um deputado democrata americano não são automaticamente representantes da extrema-esquerda, nem pouco mais ou menos.
Ningém nego que partidos minoritários possam condicionar governos, parlamentos ou agendas políticas, é ver o que está a acontecer agora em portugal, acontece se tiver adesão popular.
Portanto, a questão mantém-se, nestes países não consegues identificar um governo liderado ou dominado por uma força política comparável ao BE ou ao PCP? Não consegues identificar uma corrente cultural dominada pelo que é comparável a uma cultura de eleitores de BE ou ao PCP, porque influência institucional e exercício do poder governativo são coisas substancialmente diferentes e nestes países goza-se de uma cultura LIBERAL altamente saudável.

Mesmo fazendo o exercício para Portugal, hoje em 2026 não encontras praticamente adesão nenhuma a uma cultura de esquerda, como já disse noutro post, pelo contrário, a esquerda radical está praticamente extinta e sem influência alguma, a menos que pegue num tema que tenha adesão no povo, que é coisa que não tem muito interesse.
@naturis as traves mestras são dos ideólogos que criaram o conceito de longa marcha pelas instituições. Não fui eu que criei o conceito/ideia ou o nome. Aliás pelo próprio nome é claramente perceptível o conceito.

Depois não fui eu que defini que num estado do tipo ocidental há normalmente 3 poderes e o conceito de separação de poderes; bem como o conceito de pesos e contra-pesos (ou seja que há poderes que tentam equilibrar-se e em certos momentos oporem-se). Está claramente subjacente neste tipo de construção que cada peça da engrenagem tem poder ... certamente poderes de escalas diferentes como um peão vs um bispo num jogo de xadrez, mas certamente um peão na posição certa pode fazer "estragos".

Eu usei "progressista" entre "" como certamente reparaste de forma a encurtar o texto e simplificar um bocado o entendimento. É claro que há um espectro imenso dentro do que se convenciona como "esquerda" (que é um termo vago e que acho mau para caracterizar e classificar; uso para haver uma ponte de comunicação para o que é geralmente aceite).
Com certeza que uma AoC, uma Joacine KM, Isabel Moreira ou o José Carneiro ou o Guterres são políticos com ideias muito diferentes dentro dum espectro que por razões práticas chamamos de esquerda.

Mais uma vez, a teoria não é minha e a teoria de base é sobre meteres "toupeiras" no máximo de locais possíveis dentro das estruturas de poder e tecido social. Se achas não houve uma mudança de base nesses países, dum paradigma pós-WW2 altamente conservador (e digamos liberal na economia) eu só posso dizer que a minha opinião é que mudou dramaticamente e teremos de concordar em discordar.
 
Eu assisti.

É como qualquer despacho polémico: a dúvida é se faz jurisprudência ou não.

Ou seja: se é válido só para a Renata ou se deve aplicar-se a todos os outros casos.

O problema hoje ganha outra dimensão com a questão do mercado de natal. Mesmo que a PSP queira fechar olhos aos acampamentos até o dia da votação do OE, já não o pode fazer na calada da noite.

O assunto embrulha-se mais a cada dia que passa...
Então viste que o advogado não concordava com a tese da jurisprudência e que no entender dele a decisão era uma resposta ao que entrou no requerimento da Renata. Na interpretação dele, outro pedido pode ter outra decisão, principalmente se for algo colectivo.

Enfim, está uma bela salada de fruta.
 
@naturis as traves mestras são dos ideólogos que criaram o conceito de longa marcha pelas instituições. Não fui eu que criei o conceito/ideia ou o nome. Aliás pelo próprio nome é claramente perceptível o conceito.

Depois não fui eu que defini que num estado do tipo ocidental há normalmente 3 poderes e o conceito de separação de poderes; bem como o conceito de pesos e contra-pesos (ou seja que há poderes que tentam equilibrar-se e em certos momentos oporem-se). Está claramente subjacente neste tipo de construção que cada peça da engrenagem tem poder ... certamente poderes de escalas diferentes como um peão vs um bispo num jogo de xadrez, mas certamente um peão na posição certa pode fazer "estragos".

Eu usei "progressista" entre "" como certamente reparaste de forma a encurtar o texto e simplificar um bocado o entendimento. É claro que há um espectro imenso dentro do que se convenciona como "esquerda" (que é um termo vago e que acho mau para caracterizar e classificar; uso para haver uma ponte de comunicação para o que é geralmente aceite).
Com certeza que uma AoC, uma Joacine KM, Isabel Moreira ou o José Carneiro ou o Guterres são políticos com ideias muito diferentes dentro dum espectro que por razões práticas chamamos de esquerda.

Mais uma vez, a teoria não é minha e a teoria de base é sobre meteres "toupeiras" no máximo de locais possíveis dentro das estruturas de poder e tecido social. Se achas não houve uma mudança de base nesses países, dum paradigma pós-WW2 altamente conservador (e digamos liberal na economia) eu só posso dizer que a minha opinião é que mudou dramaticamente e teremos de concordar em discordar.
A teoria tua ou de outra pessoa, cai completamente por terra e é terraplanada quando dás como exemplo UK, EUA, Austrália, Canadá. Lamento, mas aqui não há "longa marcha nas instituições" que os valha. São países liberais, dos mais liberais do mundo, (há um interregno no EUA até o trump desaparecer) e a sociedade é enraizadamente liberal e de centro direita. Usar como exemplo estes países para mostrar que de alguma forma a extrema esquerda actua sob um véu de influência social e política e que isso funciona, é não conhecer de todo estes países.
Nem em Portugal a extrema esquerda influência o que quer que seja em 2026.
 
Hoje não é possível acontecer, mas é possível acontecer outras coisas igualmente estapafúrdias, mas, uma reforma do sistema de pensões (urgente por sinal) não pode ser retroativa.
É verdade, não é possível ir directamente à jugular numa situação como essa que levantei das reformas acima dos 100% dos últimos anos de carreira. Certamente que chumbaria no TC; como referiste a questão da retroactividade é um pilar e não passaria.

Mas poderia haver discussão pública e se alguma maioria parlamentar quisesse mesmo, se calhar com criatividade, lá encontrariam uma forma de fazer essa transferência entre gerações.

Porque o debate pelo menos ao nível conceptual e de ética existe: porque razão há um grupo de pessoas que está sujeita a uma baliza constantemente móvel (pela questão da idade da reforma que vai gradualmente subindo) e que receberão da SS um valor completamente incerto e há outro grupo da sociedade com os direitos gravados em granito?

Mas isso seria viável num país com outra mentalidade, em que as pessoas reconhecessem que estão a usufruir dum regime completamente excepcional ao qual a maioria da sociedade não tem acesso. É muito bonito andar com o discurso que este tempo é uma hecatombe e dramático para os jovens mas depois não querer abrir mão de regalias que claramente usufruem perante o resto da sociedade.
O grosso do pessoal nestes regimes iria mudar logo de discurso.
 
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