Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

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É uma questão de constituição e de direitos fundamentais.

O estado deve promover políticas de acesso a habitação. Está escrito.
Não tem de dar casa. Essa ideia de "dar casa" acaba por enviesar o debate. O conceito é muito diferente.

Se todos os senhorios tiverem 3 ou 30 casas e se estas se mantêm a custos completamente incompatíveis com os rendimentos médios da população, isso compromete o direito a habitação. Há um problema de conflito de direitos e interesses.

Eu percebo que um um senhorio possa ter o direito comparar todas as casas de um bairro de lhe apetecer. A questão é se tal é compatível com o direito de acesso a habitação?

Em alguns países, por exemplo exemplo, estrangeiros não podem ser proprietários sem cumprir um comboio de requisitos.

Propriedade privada sim, sem problema. Açambarcamento e especulação não.
Entendes onde quero chegar?
A "solução" não passaria pela propriedade privada (seja regulamentação, expropriação, alienação, limitação, seja o que for, nunca seria a solução) mas pela disponibilização de mais alojamento estatal, disponível para todos que o queriam, a tal nível em termos de quantidade que inunde também a classe média (aquela que não prioriza a habitação) e elimine os preconceitos sociais associados à habitação social. Nada que não se verifique já noutras latitudes. Temos no entanto um "pequeno" problema: para esta solução, o ideal seria um estado sólido, competente, que o executasse de forma minimamente protegida de corrupções e afins, e uma economia privada sólida, que o pudesse suportar. Pois bem, não temos nem uma coisa nem outra. Pelo que, bom... não há realmente solução para este problema em particular aqui no quintal à beira mar plantado.
 
É uma questão de constituição e de direitos fundamentais.

O estado deve promover políticas de acesso a habitação. Está escrito.
Não tem de dar casa. Essa ideia de "dar casa" acaba por enviesar o debate. O conceito é muito diferente.

Se todos os senhorios tiverem 3 ou 30 casas e se estas se mantêm a custos completamente incompatíveis com os rendimentos médios da população, isso compromete o direito a habitação. Há um problema de conflito de direitos e interesses.

Eu percebo que um um senhorio possa ter o direito comparar todas as casas de um bairro de lhe apetecer. A questão é se tal é compatível com o direito de acesso a habitação?

Em alguns países, por exemplo exemplo, estrangeiros não podem ser proprietários sem cumprir um comboio de requisitos.

Propriedade privada sim, sem problema. Açambarcamento e especulação não.
Entendes onde quero chegar?
Não, por acaso não entendo. Entederia se estivessemos a falar de investimento imobiliário de larga escala, de fundos imobiliários, sei lá, colocar um tecto máximo de lucros sobre património imobiliário habitacional, mas isso vai aumentar ainda mais o mercado paralelo, por isso não faço ideia se isso é o melhor que se deve fazer, além disso vai diminuir a quantidade de habitações disponíveis no mercado de arrendamento. EU não me opunha a uma ideia desse género, desde que os valores não sejam estupidamente baixos. Limitação, por exemplo, a 150.000€ anuais em rendimentos prediais habitacionais. Ou uma tributação mais agressiva para valores superiores a isso, por exemplo.
 
Não, por acaso não entendo. Entederia se estivessemos a falar de investimento imobiliário de larga escala, de fundos imobiliários, sei lá, colocar um tecto máximo de lucros sobre património imobiliário habitacional, mas isso vai aumentar ainda mais o mercado paralelo, por isso não faço ideia se isso é o melhor que se deve fazer, além disso vai diminuir a quantidade de habitações disponíveis no mercado de arrendamento. EU não me opunha a uma ideia desse género, desde que os valores não sejam estupidamente baixos. Limitação, por exemplo, a 150.000€ anuais em rendimentos prediais habitacionais. Ou uma tributação mais agressiva para valores superiores a isso, por exemplo.

Eu escolhi a balança que tenho no avatar para relembrar que justiça implica equilíbrio. Ou seja por mais direito que o investidor tenha em usar o dinheiro dele, a verdade é que o dinheiro dele "vale alguma coisa" por que existe um sistema jurídico. Ora se o sistema jurídico só se preocupa com os direitos do senhorio, às tantas a malta pode ter a tendência de acabar com o sistema.

Assim surgem revoluções.

Repara: se a maioria dos jovens está na merda e não consegue comprar casa, que motivação têm para manter o sistema com está? Para beneficiar grandes investidores e os velhos proprietários com + de 40/50 a caminho da reforma?

Alguma coisa tem de ser feita e isso passa pelo aumento do licenciamento para construção mas não chega. Se nada for feito, quem nada tem a perder revolta -se.
 
Um dos cartazes dizia " o senhorio tem 3 casas, eu tenho 3 empregos ".

Ora, é bom saber que é uma pessoa esforçada e trabalha, mas, que culpa tem o senhorio? querem o quê? que ele ofereça casas?
Quem produz mais para o país e quem têm a maior carga fiscal?

Se queres uma economia rentista tens a Venezuela, a Líbia, Congo, etc

Podem abolir o IRS para quem trabalha e reduzam os encargos e despesas com pensões e reformas. Fácil.
 
Eu escolhi a balança que tenho no avatar para relembrar que justiça implica equilíbrio. Ou seja por mais direito que o investidor tenha em usar o dinheiro dele, a verdade é que o dinheiro dele "vale alguma coisa" por que existe um sistema jurídico. Ora se o sistema jurídico só se preocupa com os direitos do senhorio, às tantas a malta pode ter a tendência de acabar com o sistema.

Assim surgem revoluções.

Repara: se a maioria dos jovens está na merda e não consegue comprar casa, que motivação têm para manter o sistema com está? Para beneficiar grandes investidores e os velhos proprietários com + de 40/50 a caminho da reforma?

Alguma coisa tem de ser feita e isso passa pelo aumento do licenciamento para construção mas não chega. Se nada for feito, quem nada tem a perder revolta -se.
OK

qual seria então o 1º passo a tomar ?
e os 2º e 3º passos para resolver o problema de fundo ?
(como, quem e quantos eur ?)
 
Repara: se a maioria dos jovens está na merda e não consegue comprar casa, que motivação têm para manter o sistema com está? Para beneficiar grandes investidores e os velhos proprietários com + de 40/50 a caminho da reforma?
Nem sei pq os dementes andam com tretas de "salvar a Segurança Social, etc"...a Segurança Social tem de ser abolida e as pensões/reformas cortadas em 70-80%.

Os velhos têm património para passar bem.

Continuem assim que vão ser deixados a aprodecer numa cadeira quando deixarem de contar eleitoralmente. Ainda ontem se viu no Dia dos Mortos a quantidade de velhos em cemitérios e uma indiferença total dos mais novos que já nem lá metem os pés.
 
OK

qual seria então o 1º passo a tomar ?
e os 2º e 3º passos para resolver o problema de fundo ?
(como, quem e quantos eur ?)
Abolir a Segurança Social. Não dar pensões a quem não contribuiu e têm património. Taxar muito mais a possessão e taxar muito menos o trabalho e quem produz.

U're welcome.
 
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...
E, agora, o que fazer? Como arranjar em tempo útil as tais 300 mil casas que faltam? Eu, que não sou especialista em habitação, só consigo pensar em coisas que me parecem evidentes por si, mesmo correndo o risco de asneirar.
Primeiro, olhar para a despesa do Estado e cortar em tudo o que for possível em benefício do investimento em habitação: por exemplo, esquecer os €5000 milhões que queremos gastar na compra de caças F-35 para defender os Estados Bálticos e a Polónia quando afinal até nos dizem que a nossa missão principal na defesa da Europa está no Atlântico Norte (uma coisa que estranhamente não oiço os acampados reclamar); deixar de financiar a especulação com a ajuda à compra de casas — uma medida que, em vez de baixar os preços, os fez subir — e, inversamente, apoiar fiscalmente o regresso ao interior em sede de IRS e IRC; disponibilizar os terrenos públicos não necessários e todo o edificado público desaproveitado; exigir contratualmente e fazer cumprir quotas para habitação acessível em toda a nova construção; construir mais barato e mais rápido, industrial e modularmente e com materiais mais leves; apoiar as cooperativas e as empresas que construam habitação para os seus empregados, etc.

Nada disto, porém, resolverá o grosso do problema, porque o Estado, por si só, não tem capacidade financeira, técnica e humana para o fazer. Terão de ser os privados a ressuscitar o mercado de arrendamento, como no tempo em que essa era uma forma tão comum de investir as poupanças que as casas tinham letreiros brancos nas janelas, sinal de que estavam para alugar. Mas para tal as soluções propostas pela esquerda facilitista só conduzirão ao efeito contrário: carregar fiscalmente os senhorios, impossibilitar os despejos por falta de pagamento das rendas, prolongar indefinidamente os contratos (mas não os limitar também a dois anos, como desumanamente pretende o Governo) ou congelar as rendas são tudo medidas que não vejo como atrairão mais senhorios para o mercado. Tal como os lenços palestinianos não ajudam em nada a causa palestiniana ou a da habitação, também os discursos contra o “rentismo” soam muito bonitos mas só agravarão as coisas.
 
Ministro da Defesa alvo de ataque informático que permitiu enviar mensagens em seu nome

Ataque envolveu o "desvio de comunicações" e a duplicação de contactos, o que permitiu a terceiros enviar mensagens através da aplicação WhatsApp fazendo-se passar pelo governante.


O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, revelou esta segunda-feira que o seu telemóvel foi alvo de um ataque informático que permitiu a terceiros utilizar o seu número, enviando mensagens em seu nome, e “desviar comunicações”.


Em declarações à agência Lusa, em Atenas, na Grécia, o governante disse ter sido informado de que o ataque terá explorado as vulnerabilidades do telemóvel, por este já não permitir instalar atualizações de software.

“Enquanto a atualização não é feita, há um espaço aberto a intrusões. Foi o caso”, afirmou.

Nuno Melo explicitou que o ataque envolveu o “desvio de comunicações” e a duplicação de contactos, o que permitiu a terceiros enviar mensagens através da aplicação WhatsApp fazendo-se passar pelo governante, mas que a situação se resolveu com a troca de telemóvel.





eu não sei o que é mais patético, se é isto acontecer logo como um ministro da DEFESA, se é o ministro ter um telefone tão antigo que já não permite actualizações de segurança, se é não haver políticas de segurança informática no ministério que controlem isto. Isto é o 101 de segurança informática de qualquer empresa que se preze, quanto mais um ministério, quanto mais um ministério da defesa.

depois querem que se leve o Estado a sério, é sempre um amadorismo confrangedor em todos os aspectos....
 
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Aqui pela terrinha e também na terrinha ao lado, andam a construir prédios que parecem Lego, são painéis já pré-fabricados.

Certamente que a construção será mais barata.

Eu sou do tempo de haver cooperativas de construção, que ergueram vários bairros, a custos controlados, mas parece que isso caiu em desuso.

É isto que andam a construir.

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Última edição:
Abolir a Segurança Social. Não dar pensões a quem não contribuiu e têm património. Taxar muito mais a possessão e taxar muito menos o trabalho e quem produz.

U're welcome.
As pessoas trabalham uma vida inteira. Pagaram impostos.
Pagaram impostos ( e pagam.. ) sobre o património.

Taxar, claro que sim, mas só aos outros.
 
Não, não entendo.
Propriedade privada é propriedade privada.
Sejam 1 ou 30 casas.
Não, não é. Existe propriedade privada e propriedade pessoal. Propriedade pessoal de habitações - e de outros bens de consumo- sempre existiu nos países socialistas. Incluindo de datchas, uma espécie de casas de campo ou praia de segunda residência. Ou seja, tudo pra utilização pessoal. Propriedade privada é que não. Isso envolve permitir a capitalistas individuais e a fundos abutres ter uma caterva de casas vazias para especular em alojamento local, vender ou alugar por rendas astronómicas a gringos com pasta, ou simplesmente açambarcar pra forçar a alta de preços. Isso é que é propriedade privada. Os capitalistas pensam que é eterna, mas não é. No dia em que mais alguns que os 51% de baixo se juntarem pra isso, acabam com ela de morte macaca, e resolvem o problema “dando palácios ao Povo” como já se fez em 1917.
Portanto, à força de defender a “sagrada propriedade privada” acabam é por dar cabo dela. A melhor solução para os capitalistas é aceitarem pagar impostos agravados sobre o imobiliário açambarcado e devoluto e aplicá-los num fundo pra bonificar rendas e juros de aquisição de habitação económica. E, desencorajar os gringos de comprar aqui e os que compraram que vendam e se ponham na alheta.
Se eles não aceitarem e resolverem espernear… plano 2/1917. Dar palácios ao povo…
 
Eu escolhi a balança que tenho no avatar para relembrar que justiça implica equilíbrio. Ou seja por mais direito que o investidor tenha em usar o dinheiro dele, a verdade é que o dinheiro dele "vale alguma coisa" por que existe um sistema jurídico. Ora se o sistema jurídico só se preocupa com os direitos do senhorio, às tantas a malta pode ter a tendência de acabar com o sistema.

Assim surgem revoluções.

Repara: se a maioria dos jovens está na merda e não consegue comprar casa, que motivação têm para manter o sistema com está? Para beneficiar grandes investidores e os velhos proprietários com + de 40/50 a caminho da reforma?

Alguma coisa tem de ser feita e isso passa pelo aumento do licenciamento para construção mas não chega. Se nada for feito, quem nada tem a perder revolta -se.
E o que querem os jovens? não falo dos arruaceiros mas dos que estão entalados?
E já agora não se esqueçam de quem tem 40 ou 50 anos que não conseguiu comprar casa e tá numa situação idêntica, mas só interessa os jovens ou quê?
E querem um T1 simplório como as fotos que o @MetalKing colocou a preço acessível e que fique a 1 ou 2h do trabalho ou querem morar a 10 min de cada emprego, já agora?

É que é muito giro dizer que se quer lixar o sistema, resta saber que sistema querem eles, que soluções têm, quem vai construir as casas e quem as vai pagar.
É continuar a apontar as armas ao Montenegro que até foi ele que deixou chegar 1 enxurrada de estranjas.....

Vamos ver em que partidos estes "jovens" votam em que medidas os partidos dos Fabians e afins um dia fizeram para melhorar a habitação.
Nada, nadinha, zerinho...
 
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